Um rombo de R$ 1,6 bilhão em fundos de investimento, que afetou investidores endinheirados, está no centro de uma investigação da Polícia Federal! O roteiro tem de tudo: operações da PF, empresários fugindo para o exterior e um banco que recebeu bônus milionários para vender papéis de empresas que “naufragaram” (faliram)!
Os Fundos que Derreteram e o Prejuízo Bilionário!

A história envolve dois fundos de investimentos, o Wave e o Solar, que foram vendidos a investidores profissionais pelo banco Credit Suisse (que hoje é parte do UBS). O problema é que esses fundos, que eram lastreados (garantidos por) em ações de duas empresas de energia eólica, a 2W e a Rio Alto, derreteram e fizeram os investidores perderem cifras milionárias.
- Bônus Milionário: O Credit Suisse, em uma ponta, ajudou as empresas a estruturarem a venda de títulos de dívida (as chamadas debêntures) e, em outra, vendeu esses papéis a seus clientes, embolsando um bônus milionário de quase R$ 50 milhões!
- Empresas que “Naufragaram”: Pouco tempo depois de os fundos serem vendidos, as empresas de energia eólica entraram em recuperação judicial (um processo legal para evitar a falência), com dívidas bilionárias! O prejuízo para os investidores chegou a R$ 1,6 bilhão!
Segredos Ocultos: A História dos Empresários!
O mais grave é que as duas empresas tinham como sócio e fundador pessoas que eram alvos de investigações da Polícia Federal por crimes como desvios, lavagem de dinheiro e envolvimento com doleiros! E o banco suíço omitiu essa informação crucial dos investidores!
- O Caso 2W: O fundador da 2W, Ricardo Delneri, que é réu na Operação E o Vento Levou, responde por uma acusação de corrupção na Renova Energia, empresa que ele teve antes da 2W. Na época, ele teria prometido pagar R$ 40 milhões para diretores da Cemig para garantir aportes de R$ 1,8 bilhão na Renova. O que foi omitido pelos bancos!
- A História da Rio Alto: Um dos fundadores da Rio Alto, Sergio Reinas, foi alvo da Operação Lava Jato do Rio de Janeiro por suspeita de ser braço de doleiros que abasteciam o esquema de corrupção do ex-governador Sergio Cabral. Ele também sofreu condenações milionárias da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) por irregularidades no mercado.
Blindagem de Patrimônio e Ação na Justiça!
Para piorar a situação, os empresários teriam tentado fazer a “blindagem de patrimônio” (proteger seus bens de cobranças da Justiça), transferindo mansões e apartamentos de luxo para a esposa e filhos! A Justiça já se manifestou e a juíza responsável pelo caso escreveu que a atitude dos empresários “caracteriza tentativa de blindagem patrimonial, com a finalidade de impedir a penhora de seus imóveis”.
O banco Credit Suisse já foi notificado duas vezes por advogados dos credores, que apontaram que o banco não apenas sabia da deterioração das empresas, como também vendeu os papéis aos seus clientes mesmo assim.
A história desse rombo bilionário mostra as fragilidades do mercado financeiro e a falta de legislação para coibir práticas que colocam o dinheiro dos investidores em risco. A falta de transparência e a atuação de um banco em duas pontas (ajudando a empresa a vender os títulos e, ao mesmo tempo, vendendo os papéis a seus clientes) levanta questões importantes sobre os limites éticos no mercado financeiro.
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