Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 11 de setembro de 2026.
Uma empresa contratada por nada menos que R$ 43,9 milhões pela Prefeitura de São Paulo realizou repasses da ordem de R$ 5 milhões diretamente para a teia empresarial suspeita de operar a lavagem de capitais desviados de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A conexão explosiva envolve o empresário Maurício Camisotti, apontado pelas investigações da Polícia Federal e por auditorias de órgãos de controle como um dos pivôs e principais operadores financeiros do bilionário esquema de fraudes e retenções associativas piratas na folha de pagamento da Previdência.
Registros e extratos financeiros revelados com exclusividade pelo portal UOL expõem a engrenagem que conecta o orçamento municipal paulistano a uma das maiores sangrias já aplicadas contra os idosos do país.
A ENGRENAGEM DO FATO: Os documentos bancários e contábeis obtidos revelam que os fluxos de transferência não foram pontuais ou acidentais. A fornecedora agraciada com o contrato milionário de R$ 43,9 milhões no município de São Paulo direcionou sucessivas remessas, totalizando cerca de R$ 5 milhões, a empresas de fachada e firmas satélites ligadas diretamente ao ecossistema financeiro controlado por Camisotti e seus operadores.
Maurício Camisotti figura no epicentro das apurações federais que desmantelaram a farra dos descontos não autorizados nos benefícios do INSS. Segundo os relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e os inquéritos da PF, entidades associativas capturavam indevidamente parcelas de aposentadorias de milhões de brasileiros e, em seguida, escoavam essas quantias por meio de um labirinto de prestadoras de serviços e empresas de saúde pertencentes ao grupo THG (Total Health Group) e a parentes do empresário.
O escândalo ganha contornos dramáticos quando se constata que, enquanto a máquina do INSS era usada como duto para rapinar o bolso dos mais vulneráveis, os mesmos tentáculos econômicos encontravam terreno fértil para celebrar contratos de vulto no poder público municipal. O envio de R$ 5 milhões para a rede sob escrutínio da PF acendeu o alerta máximo nos órgãos de fiscalização sobre uma eventual contaminação de recursos municipais pelo mecanismo de blindagem e lavagem de capitais ilícitos.
VOZES E ANÁLISE: Para auditores públicos, promotores de Defesa do Patrimônio Público e especialistas em combate à corrupção, a triangulação exige o imediato congelamento de
pagamentos e a abertura de auditoria externa irrestrita.
“Quando uma prestadora de serviços que recebe dezenas de milhões dos cofres municipais irriga contas de operadores já indiciados por fraudes em larga escala, a administração pública não pode se dar ao luxo de agir com passividade. Ou a prefeitura comprova a idoneidade estrita da contraprestação de cada centavo empenhado, ou o contribuinte de São Paulo estará, na prática, financiando a estrutura logística de esquemas criminosos que lesam a própria população trabalhadora”, advertem analistas de integridade pública e pesquisadores de direito administrativo.
Entre entidades de aposentados e movimentos sindicais da capital, o clima é de revolta declarada. Lideranças comunitárias destacam que a dor do aposentado da periferia, que já sofre para comprar remédios e arcar com a cesta básica, ganha contornos de escárnio quando os mesmos nomes citados no desvio previdenciário aparecem lucrando alto em contratos públicos dentro da capital do estado.
DADOS OFICIAIS:
- Contrato sob Escrutínio: R$ 43,9 milhões firmados pela Prefeitura de São Paulo com empresa terceirizada.
- Volume de Repasses Rastreado: Cerca de R$ 5.000.000,00 destinados à rede empresarial sob suspeita.
- Operador Central Investigado: Maurício Camisotti (apontado pela PF e CPI como operador financeiro de associações ligadas à fraude do INSS).
- Origem da Apuração: Registros e transações financeiras revelados em apuração da imprensa investigativa (coluna Artur Rodrigues / UOL).
- Mecanismo Sob Suspeita: Uso de contratos administrativos e repasses a firmas associadas para lavagem de capitais oriundos de descontos indevidos em aposentadorias.
- Base Legal e Administrativa: Artigo 37, caput da Constituição Federal (princípios da moralidade, legalidade e eficiência pública) e Lei Anticorrupção (Lei Federal nº 12.846/2013).
- Impacto Social Direto: Risco concreto de contaminação de verbas municipais arrecadadas com impostos do contribuinte em redes acusadas de desvio previdenciário nacional.
O RIGOR DA LEI: O dinheiro arrecadado do povo de São Paulo através de IPTU, ISS e taxas públicas não existe para sustentar circuitos suspeitos de lavagem de dinheiro nem para engordar operador de golpe contra a velhice do trabalhador.
A Prefeitura de São Paulo tem a obrigação jurídica, administrativa e moral intransigível de prestar contas de imediato: quem contratou, quais serviços foram efetivamente entregues e qual justificativa comercial respaldou o envio de R$ 5 milhões a uma rede atolada em investigações da Polícia Federal. Se houve conivência, omissão no compliance ou fraude documental, o contrato deve ser rescindido sumariamente, os valores devolvidos e os gestores responsáveis processados por improbidade administrativa.
Aposentadoria não é moeda de chantagem de sindicato fantasma, e o cofre de São Paulo não é balcão de negócios para quem explora a vulnerabilidade do trabalhador. A sociedade exige transparência absoluta e tolerância zero contra a bandalheira corporativa.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que a Prefeitura de São Paulo deve cancelar imediatamente o contrato de R$ 43,9 milhões e abrir auditoria completa sobre esses repasses, ou a máquina pública continuará pagando empresas ligadas a esquemas sob investigação sem dar satisfação ao cidadão?
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