MEGAOPERAÇÃO CONTRA CELULARES ROUBADOS TERMINA COM 10 DETIDOS EM SÃO PAULO
Operação Frankmobile mobilizou 1.700 agentes, cumpriu 84 mandados e apreendeu milhares de celulares e componentes em São Paulo e Goiás
Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 10 de setembro de 2026
Por Mário Marcovicchio
LEITURA RÁPIDA — 1 MINUTO
Começou nas primeiras horas desta quinta-feira e terminou ainda pela manhã a fase de cumprimento dos mandados de uma das maiores operações já realizadas contra a cadeia de roubo e revenda de celulares.
A Operação Frankmobile, coordenada pelo Ministério Público de São Paulo, mobilizou cerca de 1.700 agentes em São Paulo e Goiás.
Foram cumpridos 84 mandados de busca e apreensão. A Justiça também havia determinado sete prisões temporárias e o bloqueio de mais de R$ 5 milhões em bens e valores.
O balanço divulgado até agora registra 10 pessoas detidas e aproximadamente 10 mil celulares, peças e componentes apreendidos.
A investigação começou há mais de dois anos e procura atingir toda a cadeia que torna o roubo de celulares um negócio lucrativo.
Segundo o Ministério Público, o esquema começava nas ruas, com furtos e roubos, e avançava para o desbloqueio dos aparelhos, acesso a dados das vítimas, alteração do IMEI, revenda dos celulares e comércio de peças.
Diversos alvos estavam no Centro de São Paulo.
A estratégia das autoridades foi atingir não apenas quem rouba, mas principalmente quem compra, transforma e coloca novamente esses aparelhos no mercado.
Sem receptação, o celular roubado perde valor.
E sem mercado, diminui o incentivo para o crime.
LEITURA INTEGRAL
Uma megaoperação contra o roubo e a comercialização ilegal de celulares mobilizou cerca de 1.700 agentes nas primeiras horas desta quinta-feira, 10 de setembro.
Batizada de Operação Frankmobile, a ação foi coordenada pelo Ministério Público de São Paulo e contou com participação das polícias Civil, Militar e Penal, além de outros órgãos estaduais.
A fase de cumprimento dos mandados foi encerrada ainda pela manhã.
Foram cumpridos 84 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Goiás. Também haviam sido expedidos sete mandados de prisão temporária, além do bloqueio de mais de R$ 5 milhões em bens e valores.
O balanço conhecido até o momento aponta 10 pessoas detidas e cerca de 10 mil celulares, peças e componentes apreendidos.
O material recolhido agora será analisado pelas autoridades.
DO ROUBO NA RUA À REVENDA
A investigação, iniciada há mais de dois anos, procurou reconstruir todo o caminho percorrido por um celular depois de ser roubado ou furtado.
Segundo o Ministério Público, o esquema funcionava em diferentes etapas.
Primeiro estavam os responsáveis pelos roubos e furtos.
Entre as práticas investigadas está a chamada gangue do quebra-vidro, que ataca motoristas parados no trânsito, além de furtos em grandes eventos e outros crimes violentos.
Depois entravam em ação pessoas responsáveis por receber e desbloquear os aparelhos.
Em alguns casos, os criminosos também tentavam acessar contas bancárias e dados pessoais das vítimas.
Outro grupo seria responsável pela revenda.
Para recolocar os celulares no mercado, os investigados alteravam o IMEI, número de identificação de cada aparelho, e utilizavam mecanismos para contornar bloqueios.
Quando o telefone não podia ser comercializado inteiro, era desmontado.
As peças eram então vendidas separadamente.
CENTRO DE SÃO PAULO ENTRE OS PRINCIPAIS ALVOS
A investigação chegou a diversos endereços do comércio popular do Centro de São Paulo.
Entre as regiões citadas estão a 25 de Março, Santa Ifigênia e Rua Guaianases, além de estabelecimentos comerciais investigados pelas autoridades.
É importante destacar que a presença de alvos nessas regiões não significa envolvimento generalizado dos comerciantes locais.
Os mandados foram direcionados a pessoas, empresas e endereços específicos identificados durante a investigação.
ATINGIR QUEM FINANCIA O CRIME
O ponto central da Operação Frankmobile está na tentativa de interromper a cadeia econômica que sustenta o roubo de celulares.
O aparelho retirado da vítima só se transforma em dinheiro porque existe alguém disposto a comprá-lo.
Depois aparecem intermediários, técnicos, receptadores e comerciantes dispostos a desbloquear, adulterar, desmontar ou revender o produto.
Por isso, combater apenas o ladrão que atua na rua resolve apenas uma parte do problema.
É preciso atingir também quem transforma o produto roubado em negócio.
A Operação Frankmobile buscou justamente esse caminho.
Sem comprador, o celular roubado perde valor.
Sem receptação, diminui o lucro.
E sem lucro, diminui o incentivo para o roubo.
Atualização 18:35
OPERAÇÃO FRANKMOBILE TERMINA COM 15 PRESOS E CERCA DE 10 MIL CELULARES E PEÇAS APREENDIDOS
Megaoperação mobilizou 1.700 agentes, atingiu empresas investigadas e manteve bloqueio de mais de R$ 5 milhões
Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 10 de setembro de 2026
O balanço mais recente da Operação Frankmobile elevou para 15 o número de presos nesta quinta-feira.
Segundo as informações divulgadas após o encerramento da fase ostensiva da operação, os sete alvos de mandados de prisão temporária foram detidos. Outras oito pessoas foram presas em flagrante durante o cumprimento das ordens judiciais.
A megaoperação, voltada ao combate da cadeia de roubo, receptação, desbloqueio e revenda de celulares, também resultou na apreensão de aproximadamente 10 mil celulares, peças e componentes.
Além dos aparelhos, foram recolhidos eletrônicos, documentos e dinheiro.
O bloqueio judicial determinado durante a investigação permanece em mais de R$ 5 milhões em bens e valores.
Outro desdobramento da operação atingiu empresas investigadas. Ao todo, 17 empresas tiveram seus registros na Receita Federal suspensos, conforme informação divulgada pelo governo paulista.
Os estabelecimentos ainda poderão sofrer outras sanções após a conclusão dos procedimentos administrativos.
A Operação Frankmobile mobilizou cerca de 1.700 agentes e teve como principal objetivo atingir não apenas os responsáveis pelos roubos e furtos, mas toda a estrutura que transforma celulares roubados em fonte de lucro.
A investigação apura a atuação de diferentes grupos responsáveis pela subtração dos aparelhos, desbloqueio, acesso a dados das vítimas, adulteração de IMEI, revenda e desmontagem para comercialização de peças.
Com o novo balanço, a operação encerra esta etapa com 15 presos, cerca de 10 mil celulares e componentes apreendidos, empresas atingidas e mais de R$ 5 milhões bloqueados pela Justiça.
A estratégia das autoridades é clara: combater não apenas quem rouba o celular nas ruas, mas também quem compra, transforma e revende o produto do crime.
Sem receptação, diminui o lucro.
Sem lucro, diminui o incentivo ao roubo.
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