Apagão deixa ruas e imóveis sem energia no Centro Histórico de São Paulo
+ DE 2.718 endereços ainda estavam sem luz no início da manhã desta quarta-feira
LEITURA RÁPIDA — 1 MINUTO
Ruas, estabelecimentos comerciais e imóveis residenciais do Centro Histórico de São Paulo foram atingidos por um apagão durante a madrugada desta quarta-feira (15).
Aproximadamente2.260 Unidades consumidoras ainda permaneciam sem energia elétrica. Parte do fornecimento já havia sido restabelecida, enquanto equipes trabalhavam para normalizar completamente o serviço.
A interrupção atingiu trechos da rede elétrica que abastece a região central. A concessionária informou que as causas do problema ainda serão investigadas.
Diante de tantos apagões, a pergunta precisa ser feita diretamente ao prefeito Ricardo Nunes:
Prefeito, até quando os moradores e comerciantes de São Paulo terão de suportar um serviço que não oferece a segurança e a regularidade esperadas?
LEITURA INTEGRAL
Centro Histórico volta a ficar no escuro
Mais uma vez, ruas, residências e estabelecimentos comerciais do Centro Histórico de São Paulo foram atingidos por uma interrupção no fornecimento de energia elétrica.
O problema começou pouco depois da meia-noite desta quarta-feira. Parte do serviço foi restabelecida por volta das 5h, mas centenas de consumidores ainda permaneciam sem energia no início da manhã.
O apagão atingiu áreas importantes da região central, incluindo República, Santa Ifigênia, Vale do Anhangabaú e trechos das avenidas Rio Branco, Ipiranga, São João e Duque de Caxias.
Às 5h40, a Enel declarou que 860 clientes ainda estavam sem luz. A empresa mobilizou cinco geradores e afirmou que investigava as causas do desligamento do circuito. Às 8h, o sistema da concessionária apontava 2.718 endereços sem energia em toda a capital paulista.
Quem paga o prejuízo?
Quando a energia acaba, não é apenas uma lâmpada que se apaga.
Comerciantes podem perder alimentos, medicamentos e mercadorias refrigeradas. Elevadores deixam de funcionar. Sistemas de segurança são interrompidos. Idosos, pessoas com deficiência e moradores de prédios ficam vulneráveis.
Empresas deixam de trabalhar, trabalhadores perdem produtividade e moradores são obrigados a reorganizar suas rotinas sem qualquer garantia de que o serviço será rapidamente normalizado.
Os consumidores continuam pagando suas contas todos os meses. Em troca, esperam receber um serviço contínuo, seguro e eficiente.
Não é favor. É obrigação contratual.
Prefeito Ricardo Nunes, qual será a próxima providência?
A concessão, a regulação e a fiscalização do fornecimento de energia elétrica são atribuições federais, exercidas principalmente pela ANEEL. A Prefeitura não possui poder direto para cancelar o contrato ou aplicar penalidades regulatórias à concessionária.
Isso, entretanto, não significa que o Município deva permanecer apenas como espectador.
Cabe à Prefeitura cobrar providências, recorrer à Justiça, representar os interesses da população, fiscalizar os impactos urbanos, exigir planos de contingência e pressionar os governos estadual e federal para que uma solução definitiva seja adotada.
A própria administração municipal já se manifestou favoravelmente ao prosseguimento do processo que pode resultar na caducidade — perda — da concessão da Enel São Paulo. Em março de 2026, a Justiça Federal autorizou a retomada da tramitação do procedimento na ANEEL. Até aquele momento, ainda não havia uma decisão definitiva.
Agora, diante de um novo apagão, o Jornal25News pergunta:
Qual será a providência concreta da Prefeitura?
Será encaminhado um novo pedido de fiscalização?
A Enel será chamada publicamente para explicar o ocorrido?
Haverá levantamento dos prejuízos sofridos pelos comerciantes?
Será exigido um plano específico para a rede elétrica do Centro Histórico?
Processo pode levar à perda da concessão
O novo apagão ocorre em um momento delicado para a Enel.
A concessionária responde a um processo administrativo que pode resultar na perda do contrato de distribuição de energia elétrica na capital e em municípios da Região Metropolitana de São Paulo.
Entre os problemas apontados durante a apuração estão o tempo de atendimento das ocorrências emergenciais, interrupções recorrentes superiores a 24 horas e dificuldades na mobilização de equipes de campo.
A Enel declarou discordar das conclusões contrárias à empresa e afirmou que pretende demonstrar o cumprimento das metas previstas no contrato e no plano de melhorias apresentado ao órgão regulador.
Até quando?
São Paulo não pode continuar tratando apagões como acontecimentos normais.
A maior cidade do país não pode ficar dependente de explicações genéricas, investigações sem prazo e geradores instalados somente depois que ruas inteiras já estão no escuro.
A população precisa saber quando a rede será modernizada, quais investimentos estão sendo realizados no Centro Histórico e quem será responsabilizado pelos prejuízos provocados pelas interrupções.
A pergunta permanece:
Prefeito Ricardo Nunes, até quando São Paulo vai aguentar a Enel?
A cidade precisa de resposta, providência e energia.
Não apenas de novas promessas.
Centro Histórico da Cidade de SP
Redação Jornal25News – Independente
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