Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 10 de julho de 2026
Você que acorda de madrugada, enfrenta o transporte público lotado e rala o mês inteiro debaixo de sol ou chuva para pagar cada imposto embutido nas suas contas, sabe muito bem que o dinheiro público deveria voltar em forma de segurança para os seus filhos e uma escola de qualidade na sua vizinhança.
Mas a revelação detalhada divulgada nesta semana pela imprensa nacional é um verdadeiro soco no estômago do trabalhador: os deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), indicaram mais recursos em emendas parlamentares, do que o próprio governo paulista conseguiu investir diretamente na estrutura básica de educação e de segurança pública em todo o estado.
Enquanto a sua delegacia de bairro trabalha sem viaturas modernas e as escolas estaduais da periferia sofrem com goteiras e falta de material, uma bolada bilionária corre solta por baixo dos panos para encher o bolso de entidades de fachada ligadas aos próprios políticos.
A ENGRENAGEM DO FATO: A engrenagem desse esquema de privilégios e desperdício de dinheiro público funciona de maneira legalizada nos gabinetes do Palácio 9 de Julho. Entre os anos de 2023 e junho de 2026, os deputados estaduais de São Paulo destinaram o montante absurdo de R$ 6,1 bilhões em emendas parlamentares — aquele tipo de verba que o deputado escolhe a dedo para onde enviar para garantir votos na próxima eleição.
Para se ter uma ideia do tamanho desse absurdo, essa dinheirama supera com folga os R$ 3,5 bilhões que o governo do estado investiu de forma direta na melhoria da segurança pública e da educação paulista, no mesmo período (desconsiderando a folha de pagamento de pessoal).
A farsa do “atendimento às demandas locais”, cai por terra quando os dados revelam o verdadeiro destino de boa parte desse montante: repasses milionários que correm direto para os cofres de entidades privadas, associações e ONGs, que têm fortes conexões políticas com os próprios parlamentares que indicaram a verba. O dinheiro do imposto do cidadão de bem, é desviado para inflar a popularidade de apadrinhados políticos, enquanto o serviço essencial que atende o seu filho fica à míngua.
VOZES E ANÁLISE: Especialistas em orçamento público e controle social, alertam que essa inversão de prioridades sequestra os recursos que deveriam garantir o desenvolvimento real das regiões mais pobres da capital paulista e do interior.

“As emendas parlamentares deveriam servir como um ajuste fino para ajudar municípios necessitados. No entanto, o que vemos em São Paulo é um verdadeiro orçamento paralelo, que drena recursos preciosos do Estado para projetos paroquiais ou de interesse meramente eleitoreiro.
Enquanto o deputado garante a foto ao lado de um repasse milionário para sua ONG de estimação, o ensino regular perde a chance de modernizar laboratórios e o policiamento fica sem recursos de custeio básico”, apontam os analistas de dados de transparência orçamentária que acompanharam os índices.
DADOS OFICIAIS:
- Montante Sob Suspeita: R$ 6,1 bilhões indicados em emendas pelos deputados estaduais da Alesp (período de 2023 a junho de 2026).
- O Contraste do Abismo: O valor das emendas é quase o dobro dos R$ 3,5 bilhões investidos pelo governo paulista, diretamente no desenvolvimento de novos projetos e estruturas de educação e segurança pública.
- Foco do Desvio Legal: Destinação sistemática de verbas públicas para entidades privadas e ONGs, com ligações diretas de parentesco, amizade ou interesse político com os parlamentares paulistas.
- Impacto Social: Esvazia os cofres públicos, que deveriam equipar escolas de bairro e batalhões de polícia militar nas periferias, alimentando em vez disso uma máquina clientelista que mantém os privilégios da classe política.
O RIGOR DA LEI: O paulistano honesto não pode aceitar em silêncio, que o dinheiro do seu trabalho seja usado para financiar clubes de amigos de deputados, enquanto as nossas ruas continuam inseguras e nossos jovens não conseguem uma vaga decente em faculdades públicas.
Tolerância zero com a maquiagem do orçamento de São Paulo. A caneta fiscalizadora do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado, precisa agir com punhos de ferro. Exigimos auditorias rigorosas em cada centavo enviado para ONGs e entidades privadas indicadas por deputados.
Quem usar o dinheiro que deveria ir para a merenda do estudante ou para a viatura policial, para patrocinar esquemas eleitorais ou enriquecer correligionários, precisa responder por improbidade administrativa e ter seus bens bloqueados imediatamente. Lazer e privilégio de político não podem ser pagos com o suor do pai de família de bem.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que as emendas parlamentares, deveriam ser extintas para que 100% do orçamento estadual seja investido diretamente pelo governo de forma planejada em serviços de educação e segurança, ou os deputados estaduais devem continuar com o poder de distribuir bilhões de reais sob seus próprios critérios de interesse?
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