Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 14 de julho de 2026.
Você que tem o lar como porto seguro. Chegar em casa depois de um dia de trabalho exaustivo e descobrir que as paredes da sua residência estão rachando e ameaçando desabar por causa de uma obra pública mal planejada é de revirar o estômago do trabalhador paulistano.
Na última segunda-feira, 13 de julho de 2026, o pânico tomou conta dos moradores da Rua Cuiabá, em Osasco. O que deveria ser uma obra para trazer melhorias de saneamento básico, virou um verdadeiro pesadelo que expulsou três famílias de suas próprias vidas do dia para a noite.
A ENGRENAGEM DO FATO: A engrenagem desse desastre urbano começou a girar durante a escavação de um poço de serviço executado pela Sabesp, para a implantação de uma rede de esgoto destinada à despoluição de córregos no bairro Rochdale. Durante os trabalhos de perfuração profunda, houve uma forte movimentação de solo que desestabilizou o asfalto e abriu uma cratera assustadora na via pública.
O impacto da movimentação de terra, atingiu em cheio as fundações de três residências localizadas exatamente em frente ao canteiro de obras. Em poucos minutos, trincas finas viraram rachaduras profundas e assustadoras nas paredes e pisos das moradias, gerando risco iminente de desabamento.
A Defesa Civil agiu rápido e interditou preventivamente os três imóveis para garantir a segurança de todos. Ao todo, nove pessoas (sete adultos e duas crianças) foram obrigadas a sair correndo de casa apenas com a roupa do corpo, passando a integrar as tristes estatísticas de desabrigados na Grande São Paulo. Por extrema sorte, ninguém ficou ferido fisicamente.
VOZES E ANÁLISE: Para os moradores atingidos, a dor de ver a história de uma vida inteira de suor ameaçada por fendas nas paredes é indescritível. Em resposta ao desespero das vítimas, a Sabesp buscou conter os danos e transferiu as famílias para pousadas e imóveis alugados pagos pela própria companhia. Além disso, realizou o pagamento emergencial de um auxílio de R$ 2.000,00 via Pix para cada família cobrir despesas de urgência.

No entanto, especialistas em engenharia civil, alertam que o caso de Osasco escancara um problema crônico na fiscalização de grandes obras de saneamento na Região Metropolitana de São Paulo. A pressão sobre a concessionária cresceu ainda mais, porque o acidente ocorre poucos meses após outra grave ocorrência ligada a obras da Sabesp no Jaguaré, que infelizmente resultou na morte de duas pessoas em maio após rompimento na rede de gás.
A Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), já entrou no circuito fiscalizador e sinalizou que aplicará punições administrativas duras se ficar comprovado que os protocolos de segurança técnica e escoramento do solo foram ignorados pelas equipes de execução.
DADOS OFICIAIS:
- Pena/Punição Prevista: Aplicação de sanções e multas administrativas milionárias pela agência reguladora (Arsesp) contra a Sabesp, além de processos cíveis com obrigação de indenização e reconstrução integral dos danos patrimoniais e morais causados às famílias atingidas.
- Base Legal: Artigo 186 e Artigo 927 do Código Civil Brasileiro (responsabilidade civil por dano material e moral causado por ato ilícito ou negligência) e normas de segurança da Arsesp.
- Localização: Rua Cuiabá, no bairro Rochdale, município de Osasco (Região Metropolitana de São Paulo).
- Impacto Social: Famílias trabalhadoras são privadas temporariamente do direito básico de moradia segura, enquanto canteiros de obras de saneamento geram pânico e insegurança no entorno em vez de progresso urbano.
O RIGOR DA LEI: O paulistano honesto não aceita desculpas técnicas de escritório, quando a integridade do seu lar é colocada em risco. O saneamento básico e a despoluição de córregos são serviços essenciais para a periferia, mas eles não podem ser feitos atropelando a segurança e o sossego de quem mora ao redor das escavações.
O rigor da lei deve ser absoluto. A prefeitura de Osasco e a Arsesp, precisam conduzir uma investigação rápida, técnica e transparente. Se for constatado que as empresas terceirizadas pela Sabesp economizaram em materiais de escoramento de terra para acelerar o cronograma ou reduzir custos, os responsáveis devem ser punidos de forma exemplar. A moradia do povo humilde de Osasco não é laboratório para testes de engenharia irresponsáveis.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que o auxílio emergencial de R$ 2 mil e o aluguel de pousadas garantidos pela Sabesp, mostram que a empresa assumiu a responsabilidade de forma correta, ou as grandes concessionárias só agem rápido por puro medo do desgaste de imagem e de multas pesadas da agência reguladora?
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