Marcelo Costa Câmara, que foi um dos assessores mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi preso novamente nesta terça-feira (18 de junho de 2025)! A ordem veio direto do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A Prisão: Quebra de Regras e Segredos da Delação!

Marcelo Câmara já havia sido preso em fevereiro de 2024, durante a Operação Tempus Veritatis, que investiga o plano de golpe. Ele chegou a ser solto em maio de 2024, mas com algumas medidas cautelares (regras que ele tinha que seguir, como não ter contato com outros investigados e não usar redes sociais).
Mas, segundo o ministro Alexandre de Moraes, Câmara descumpriu essas regras! O motivo principal da nova prisão foi a tentativa de Câmara, por meio de seu advogado Eduardo Kuntz, de obter informações sigilosas do acordo de delação premiada de Mauro Cid – o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro que está revelando tudo sobre a trama golpista.
- Conversas Escondidas: A investigação aponta que o advogado de Câmara conversou com Cid pelo Instagram (usando um perfil que seria da esposa de Cid) e até pessoalmente em Brasília, enquanto Câmara estava preso!
- Obstrução da Justiça: Para Moraes, essas ações são “gravíssimas” e indicam uma possível obstrução de justiça (tentar atrapalhar a investigação). Por isso, ele determinou a abertura de um novo inquérito (investigação) contra Câmara e seu advogado.
Um Histórico de Suspeitas e Envolvimento com o “Gabinete do Ódio”!
Marcelo Câmara, que é coronel do Exército e especialista em Operações Especiais, já era suspeito de ter monitorado o ministro Alexandre de Moraes durante o governo Bolsonaro. Ele também teria repassado informações ao famoso “gabinete do ódio” e participado de atividades de inteligência “paralela” (que não eram oficiais).
Além disso, Câmara também é investigado em outros casos famosos, como o das joias sauditas e a suposta fraude no cartão de vacina de Bolsonaro.
Moraes ordenou que Câmara, o advogado Kuntz e Mauro Cid sejam ouvidos pela Polícia Federal nos próximos 15 dias para esclarecer essa nova situação. A defesa de Câmara alega que as conversas com Cid eram para verificar a legalidade da delação, mas o STF entende que houve uma tentativa clara de interferir nas investigações.
Essa nova prisão de Marcelo Câmara aumenta ainda mais a tensão em torno do inquérito do STF e mostra que a Justiça está apertando o cerco contra quem tenta atrapalhar as investigações sobre a suposta tentativa de golpe.
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