EUA lançam nova onda de ataques contra o Irã e ampliam tensão no Oriente Médio
Comando Central americano afirma que ofensiva busca reduzir a capacidade militar iraniana; Teerã promete reagir e ameaça outras rotas de exportação de energia
Centro Histórico da Cidade de SP, 15.07.26
Os Estados Unidos lançaram nesta quarta-feira, 15 de julho, uma nova onda de ataques contra instalações militares do Irã. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, o CENTCOM, a ofensiva tem como objetivo reduzir a capacidade das forças iranianas envolvidas em ações contra navios comerciais no Estreito de Ormuz.
A operação ocorre após Washington retomar o bloqueio naval aos portos iranianos. Na noite anterior, forças americanas já haviam atingido dezenas de instalações militares próximas ao estreito e em áreas costeiras do país.
O Exército iraniano informou que sete militares morreram em um ataque contra uma base localizada em Bampur, no sudeste do Irã. Outros integrantes das Forças Armadas ficaram feridos.
Autoridades iranianas também afirmaram que dezenas de civis morreram e mais de 260 pessoas ficaram feridas durante os ataques realizados nos últimos dias. Os números apresentados pelo governo iraniano ainda não foram confirmados de forma independente.
Estados Unidos ampliam ofensiva
De acordo com o CENTCOM, a nova rodada de ataques foi planejada para atingir estruturas militares utilizadas em operações com mísseis, drones e embarcações no Estreito de Ormuz.
A ofensiva chamou atenção por ter sido realizada durante o dia. Nas operações anteriores, a maior parte dos ataques americanos havia ocorrido durante a noite.
O governo dos Estados Unidos não divulgou imediatamente uma lista completa dos alvos atingidos.
Entre as instalações atacadas estaria um complexo militar pertencente à 388ª Brigada de Infantaria Mecanizada do Exército iraniano, na província de Sistão-Baluchistão. A unidade utiliza tanques, veículos blindados e equipamentos de apoio terrestre.
A imprensa estatal iraniana informou que alojamentos, postos de guarda e outras estruturas da base foram atingidos.
Irã promete resposta
Após os ataques, o Exército iraniano prometeu reagir.
A Guarda Revolucionária afirmou ter lançado mísseis e drones contra locais que abrigam forças americanas no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia.
Alertas de segurança foram acionados em diferentes pontos da região. A Jordânia informou ter interceptado mísseis lançados em direção ao seu território.
O Irã sustenta que suas ações são uma resposta aos ataques realizados pelos Estados Unidos e acusa Washington de promover uma escalada militar no Oriente Médio.
Bloqueio naval aos portos iranianos
A nova ofensiva ocorreu depois que os Estados Unidos retomaram o bloqueio naval aos portos e terminais do Irã.
Washington afirma que a medida foi adotada após ataques contra embarcações comerciais que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz.
O bloqueio procura restringir a entrada e a saída de navios dos portos iranianos, enquanto os Estados Unidos tentam manter aberta uma passagem marítima próxima a Omã para o comércio internacional.
O governo americano acusa forças iranianas de atacarem navios comerciais durante a última semana. As ocorrências teriam deixado tripulantes mortos, desaparecidos e feridos.
Importância do Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.
A passagem é considerada uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás natural. Uma parcela significativa da produção de energia do Oriente Médio passa diariamente pelo estreito.
Qualquer bloqueio ou interrupção prolongada pode provocar aumento no preço do petróleo, dos combustíveis, dos fertilizantes e do transporte de mercadorias.
A escalada militar também aumenta a preocupação dos mercados internacionais com o risco de desabastecimento e de novas dificuldades para o comércio global.
Irã ameaça outras rotas de energia
A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou interromper outras rotas utilizadas para o transporte e a exportação de energia caso o bloqueio americano seja mantido.
Uma das principais preocupações é o Estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e integra uma rota fundamental entre a Ásia, o Oriente Médio e a Europa.
A interrupção simultânea do Estreito de Ormuz e de Bab el-Mandeb poderia causar consequências graves para o transporte marítimo internacional.
Grupos aliados do Irã no Iêmen também ameaçaram agir contra embarcações e rotas comerciais. Até o momento, porém, não há confirmação de uma operação para fechar completamente a passagem.
Trump admite possibilidade de ação terrestre
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu que uma operação terrestre poderá ser considerada caso o conflito continue se agravando.
Trump declarou que não deseja enviar forças americanas para uma guerra por terra, mas afirmou que esse tipo de ação pode ser necessário em determinadas situações.
O presidente não informou quais países ou forças poderiam participar de uma eventual operação.
Até o momento, o governo americano não confirmou qualquer plano de invasão terrestre ao território iraniano.
Uma ação desse tipo seria considerada extremamente complexa e exigiria grande mobilização de tropas, navios, aviões, sistemas de defesa, atendimento médico e abastecimento militar.
Pontes e usinas podem se tornar alvos
Trump também afirmou que os Estados Unidos poderão ampliar os ataques caso o governo iraniano não retome as negociações.
O presidente mencionou pontes e usinas de energia como possíveis alvos de futuras operações.
As declarações aumentaram o receio de que instalações civis ou estruturas de uso compartilhado possam ser atingidas caso a guerra entre em uma nova fase.
O ataque a centrais elétricas, pontes e outras estruturas essenciais poderia ampliar os danos à população iraniana e dificultar o fornecimento de serviços básicos.
Negociações perdem força
Estados Unidos e Irã haviam firmado anteriormente um entendimento temporário para interromper os confrontos e abrir um período de negociação.
Entre os principais assuntos discutidos estavam o programa nuclear iraniano e a segurança da navegação pelo Estreito de Ormuz.
As conversas, entretanto, não avançaram. Os ataques contra embarcações foram retomados e o acordo passou a correr risco de colapso.
Países da região ainda tentam intermediar uma retomada das negociações entre Washington e Teerã.
Risco de ampliação da guerra
A sucessão de ataques e contra-ataques aumenta o risco de envolvimento de outros países do Oriente Médio.
Os Estados Unidos mantêm bases e tropas em diferentes países da região. O Irã, por sua vez, possui mísseis, drones e grupos aliados capazes de atingir instalações militares, áreas produtoras de petróleo e importantes rotas marítimas.
Uma expansão do conflito poderá afetar diretamente o abastecimento mundial de energia, o comércio internacional e a segurança de milhões de pessoas.
A nova ofensiva mostra que, apesar das tentativas diplomáticas, Estados Unidos e Irã continuam avançando em direção a uma fase mais perigosa da guerra.
Centro Histórico da Cidade de SP
Redação Jornal25News – Independente
A voz que não se cala. A notícia que não se vende.
Jornalismo com Responsabilidade Social
Acesse: https://jornal25news.com.br/
Clique aqui para se inscrever no Canal 25NEWS-BRAZIL
























































