Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 14 de julho de 2026.
Você que rala de sol a sol, para garantir o sustento da sua família e que busca atendimento em uma Unidade Básica de Saúde esperando encontrar acolhimento e cuidado, sabe o valor da segurança. Ver um local de cura e assistência à população humilde, se transformar em cenário de descarte de um corpo humano, vítima da mais pura covardia e brutalidade, é de revirar o estômago do trabalhador paulistano.
Na manhã de segunda-feira, 13 de julho de 2026, a rotina de quem chegava para trabalhar ou buscar consulta na UBS Mata Virgem, no Jardim Eldorado, região de Cidade Ademar, na Zona Sul da capital, foi quebrada por uma cena de horror absoluto. O corpo de uma mulher, ainda não identificada oficialmente, foi deixado de forma ultrajante no estacionamento da unidade, enrolado em sacos plásticos e cobertores.
A ENGRENAGEM DO FATO: A engrenagem desse crime bárbaro e misterioso começou a ser desvendada, quando uma funcionária da unidade de saúde chegou para iniciar o expediente e deparou-se com um volume estranho no estacionamento. Ao notar que o pacote, envolto em lençóis, cobertores e amarrado em sacos plásticos, tinha o formato de um corpo humano, a administração da UBS acionou imediatamente a Guarda Civil Metropolitana (GCM) e as forças policiais.
Ao abrirem o embrulho, os agentes confirmaram a tragédia: tratava-se de uma vítima feminina, com pés e mãos amarrados e visíveis marcas de esganadura e violência física pelo corpo. A brutalidade do descarte em um local público, dotado de câmeras de segurança e com iluminação ativa durante a noite, indica a audácia e a sensação de impunidade do criminoso, que escolheu o pátio de uma unidade de saúde em vez de uma área de mata fechada existente do outro lado da rua.
VOZES E ANÁLISE: Para os moradores e pacientes que dependem diariamente da UBS Mata Virgem, a sensação é de absoluto pânico e desamparo. O Jardim Eldorado e o entorno da Estrada do Alvarenga, já enfrentam os desafios diários da falta de policiamento preventivo constante, mas a desova de um cadáver na porta de um posto de saúde cruza todos os limites da barbárie.

Especialistas em segurança pública, apontam que a escolha de locais públicos com monitoramento para o descarte de corpos, muitas vezes representa um recado ousado ou uma tentativa de rápida localização da vítima. A Polícia Civil, por meio do 98º Distrito Policial (Jardim Miriam), registrou a ocorrência como homicídio e solicitou o apoio imediato do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Os investigadores já começaram a recolher as imagens das quatro câmeras instaladas na própria UBS para traçar o trajeto de carros ou suspeitos, que tenham entrado no estacionamento durante a madrugada.
DADOS OFICIAIS:
- Pena/Punição Prevista: Reclusão de 12 a 30 anos para o crime de homicídio qualificado (Artigo 121, § 2º, incisos III e IV do Código Penal — emprego de asfixia, tortura ou recurso que impossibilite a defesa da vítima), além de ocultação de cadáver (Artigo 211 do CP), com pena de 1 a 3 anos de reclusão.
- Base Legal: Artigo 121 e Artigo 211 do Código Penal Brasileiro.
- Localização: Estacionamento da UBS Mata Virgem — Rua do Sossego, Jardim Eldorado / Cidade Ademar, Zona Sul de São Paulo (SP).
- Impacto Social: O crime espalha pânico em um equipamento público essencial para a saúde da periferia, gerando trauma psicológico em funcionários, pacientes e moradores que agora temem transitar pelo local no início ou fim do dia.
O RIGOR DA LEI: O paulistano honesto não aceita que a violência contra a mulher e a crueldade do crime organizado, transformem as nossas periferias em cemitérios a céu aberto. O posto de saúde que atende mães, crianças e idosos de bem, deve ser um local de paz e acolhimento, e não palco para a exibição de atrocidades.
O rigor da lei precisa ser imposto de forma implacável e sem hesitação. A Secretaria de Segurança Pública e a Prefeitura de São Paulo, têm a obrigação de reforçar o policiamento preventivo no entorno das unidades de saúde da periferia.
As câmeras de monitoramento devem ser usadas não apenas para registrar o crime depois que ele acontece, mas para inibir a ação de criminosos. Os monstros responsáveis por amarrar e asfixiar uma mulher e jogá-la no asfalto como se fosse lixo devem ser caçados, identificados e trancafiados para sempre atrás das grades.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que a falta de policiamento preventivo e segurança nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) das periferias, facilita a ação de criminosos que usam esses espaços para desovar corpos, ou este crime brutal reflete uma crise muito mais profunda de violência contra as mulheres que o Estado falha em combater?
Veja mais em: Terra – Corpo de mulher é encontrado em saco plástico ao lado de UBS na Zona Sul de SP
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