Quatro anos depois de as denúncias contra a operadora de saúde Prevent Senior virem à tona, nenhum acusado foi responsabilizado na Justiça, e alguns dos médicos que tiveram a coragem de denunciar as irregularidades agora respondem a processos ou correm o risco de perder seu registro profissional!
O Que Aconteceu na Prevent Senior?

As denúncias contra a Prevent Senior, reveladas em 2021 pela CPI da Covid no Senado Federal, chocaram o país. A operadora foi acusada de:
- “Kit Covid”: Prescrever em massa e sem critério medicamentos ineficazes, como cloroquina e ivermectina, para pacientes com Covid-19.
- Testes Sem Autorização: Usar os pacientes para testar medicamentos sem a autorização deles e sem o aval dos órgãos de pesquisa.
- Ocultação de Mortes: Ocultar mortes e outras fraudes em um estudo da Prevent sobre o uso de cloroquina.
- Coação de Médicos: Pressionar os médicos para que prescrevessem medicamentos ineficazes e forçá-los a não se vacinar.
- Falsidade Ideológica: Omitir a Covid-19 na causa da morte de pacientes.
A CPI da Covid pediu o indiciamento de 12 médicos, diretores e donos do plano, mas a investigação não avançou.
A Dor das Famílias e a Revolta dos Denunciantes!

Quatro anos depois, as famílias das vítimas ainda clamam por justiça. Kátia Castilho, cuja mãe morreu na Prevent Senior após ser submetida a tratamentos ilegais, desabafa: “Nossa vida parou, a nossa família foi destruída, perdemos a nossa matriarca.”
A frente criminal do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ofereceu denúncia contra dez dirigentes da Prevent, incluindo os donos, pelos crimes de homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e omissão de notificação de doença. Mas, mais de um ano depois da aceitação da denúncia, o processo não avançou porque alguns dos réus sequer foram localizados!
Walter Correa de Souza Neto, um dos principais médicos que denunciaram as irregularidades na CPI, diz que a indignação ainda o consome. “O processo é surreal, descabido e sem base legal”, afirma ele, que hoje é alvo de um processo aberto contra ele por determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM), que o acusa de ter vazado um prontuário médico. Walter nega de forma veemente a acusação, e o Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) já arquivou a denúncia, mas o CFM determinou a reabertura do processo.
A história da Prevent Senior é um lembrete cruel de como a justiça pode ser lenta e falha. Enquanto as acusações contra a operadora de saúde param na Justiça, os médicos que denunciaram o esquema correm o risco de perder seu registro profissional. É um cenário de impunidade que choca e revolta!
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