Como Maradona transformou a Copa de 1986 e virou uma lenda eterna do futebol
Gênio, polêmico e decisivo: o craque argentino protagonizou uma das maiores atuações individuais da história das Copas do Mundo
Centro Histórico da Cidade de São Paulo, terça-feira, 2 de junho de 2026
Por Arianne Marcovicchio | Jornal25News – Independente

Poucos jogadores conseguiram dominar uma Copa do Mundo como Diego Armando Maradona fez em 1986. Naquele Mundial disputado no México, o argentino não apenas levou sua seleção ao título, mas transformou completamente o torneio com atuações históricas, gols inesquecíveis e momentos que marcaram para sempre a história do futebol.
Até hoje, muitos especialistas consideram a campanha de Maradona em 1986 como a maior performance individual já vista em uma Copa do Mundo. O camisa 10 participou diretamente da maioria dos gols argentinos e carregou a equipe em momentos decisivos.
O líder absoluto da Argentina
A Argentina chegou ao Mundial sem ser considerada a principal favorita. Apesar do talento de Maradona, havia dúvidas sobre a força coletiva da equipe comandada por Carlos Bilardo.
Mas desde os primeiros jogos, ficou claro que o camisa 10 viveria um torneio especial. Maradona era o cérebro do time, organizando jogadas, driblando adversários e decidindo partidas praticamente sozinho. Sua habilidade impressionava tanto torcedores quanto adversários.
Durante toda a competição, ele demonstrou liderança técnica e emocional, se tornando o grande símbolo daquela seleção argentina.
O jogo que mudou a história das Copas
O momento mais marcante da Copa aconteceu nas quartas de final, contra a Inglaterra. A partida carregava enorme tensão política por causa da Guerra das Malvinas, travada poucos anos antes entre argentinos e britânicos.
Foi nesse jogo que Maradona protagonizou dois dos gols mais famosos da história do futebol, e por motivos completamente diferentes.

O primeiro ficou conhecido como “La Mano de Dios”. Maradona usou a mão para empurrar a bola para o gol, mas a arbitragem validou o lance. Após a partida, o argentino declarou que o gol havia sido marcado “um pouco com a cabeça de Maradona e um pouco com a mão de Deus”.
Poucos minutos depois, veio o chamado “Gol do Século”.
O “Gol do Século”
Recebendo a bola ainda no campo de defesa, Maradona driblou praticamente metade do time inglês antes de finalizar para o gol. O lance é considerado até hoje um dos gols mais bonitos da história das Copas do Mundo.

A FIFA chegou a eleger o gol como o maior da história do torneio após votação popular.
A combinação entre genialidade e polêmica naquele mesmo jogo ajudou a transformar Maradona em uma figura quase mítica do futebol mundial.
A conquista do título mundial
Depois de eliminar a Inglaterra, a Argentina passou pela Bélgica na semifinal, novamente com atuação decisiva de Maradona, que marcou dois gols.
Na final, contra a Alemanha Ocidental, os argentinos venceram por 3 a 2 e conquistaram o bicampeonato mundial. Embora Burruchaga tenha marcado o gol do título, a Copa ficou eternamente associada ao nome de Maradona.

Ao fim do torneio, ele foi eleito o melhor jogador da competição e se tornou definitivamente um dos maiores nomes da história do esporte.
Mais do que um jogador
A Copa de 1986 mudou não apenas a carreira de Maradona, mas também a própria história das Copas do Mundo. Seu estilo irreverente, emocional e genial transformou o torneio em um espetáculo ainda maior.

Para muitos argentinos, Maradona virou símbolo nacional. Para o futebol mundial, tornou-se a personificação do talento puro, capaz de produzir momentos de magia que atravessaram gerações.
Décadas depois, o Mundial de 1986 ainda é lembrado como “a Copa de Maradona”.




















































