Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 2 de junho de 2026
Você trabalha de sol a sol para pagar seus impostos e, quando olha para o destino desse dinheiro, espera ver escolas equipadas ou asfalto de qualidade na sua rua.
No entanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) acaba de subir o tom em uma apuração de tirar o fôlego: o repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares do deputado federal Mário Frias, para uma organização não governamental (ONG) sob suspeita em São Paulo.
A ENGRENAGEM DO FATO: O esquema que o STF tenta desmembrar envolve o Instituto Conhecer Brasil. A entidade recebeu recursos públicos destinados, no papel, a projetos de inclusão digital e fomento ao empreendedorismo para jovens no interior do estado de São Paulo.
No entanto, o projeto “Jovem Empreendedor” virou fumaça. Responsáveis técnicos em cidades paulistas, revelaram à imprensa que o programa simplesmente nunca saiu do papel, deixando estudantes da rede pública sem nenhuma das atividades prometidas.
A suspeita fica ainda mais grave, ao olhar para os bastidores: a ONG envolvida tem conexões diretas com a produtora Go Up Entertainment, empresa encarregada da produção do longa-metragem sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A linha de investigação, apura se o dinheiro público carimbado para fins sociais e esportivos, foi desviado de forma oculta para irrigar a produção audiovisual de cunho político.
VOZES E ANÁLISE: A apuração judicial ganhou contornos de novela quando oficiais de Justiça tentaram intimar Mário Frias por mais de cinco vezes, e não conseguiram localizá-lo nem na Câmara nem em seus endereços em Brasília.
A justificativa do gabinete era de que o parlamentar estaria em uma “missão internacional” no Bahrein e nos Estados Unidos. Porém, a farsa caiu: a própria Câmara dos Deputados informou ao ministro relator do caso no STF, Flávio Dino, que as viagens do deputado, não receberam nenhuma autorização oficial.
A deputada Tabata Amaral, autora da representação que provocou a apuração no Supremo, destacou a gravidade da situação: “As investigações apontam para uma alarmante falta de transparência. Há fortes indícios de que o dinheiro que deveria capacitar jovens carentes em São Paulo, foi direcionado para projetos invisíveis que beneficiam apenas interesses particulares e privados”.

Mário Frias nega veementemente as acusações, e sustenta que as emendas seguiram os critérios legais de fomento esportivo e digital, afirmando que a análise final das contas da ONG ainda está em andamento na Câmara dos Deputados.
DADOS OFICIAIS:
- Montante Sob Suspeita: R$ 2 milhões em emendas parlamentares federais direcionadas à ONG.
- Base Legal: Petição em andamento no Supremo Tribunal Federal sob relatoria do ministro Flávio Dino.
- Localização: Cidades do interior de São Paulo (como Pirassununga) e Distrito Federal.
- Impacto Social: O recurso desviado seria suficiente para estruturar laboratórios de robótica e informática, para beneficiar milhares de estudantes carentes da rede pública.
O RIGOR DA LEI: O dinheiro do contribuinte paulistano é sagrado, e não pode ser tratado como moeda de troca ou atalho para financiar projetos pessoais de políticos.
Destinar milhões de reais para projetos sociais fantasma, enquanto se esquiva de oficiais de Justiça no exterior, é um deboche intolerável com quem trabalha duro para sobreviver.
Se as investigações comprovarem o desvio de finalidade, a conta precisa chegar rápido e com peso de chumbo. A Justiça não pode fechar os olhos para o uso indevido de emendas.
O rigor da lei deve ser absoluto para resgatar a moralidade e garantir que cada centavo público volte para o bolso do cidadão na forma de serviços reais.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que os deputados que destinam emendas para ONGs, deveriam ser obrigados por lei a devolver os valores do próprio bolso caso os projetos sociais financiados por eles não sejam entregues à população?
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