Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 30 de maio de 2026.
Toda vez que você encosta o seu carro no posto de combustível e paga um valor absurdo pela gasolina, saiba que o seu dinheiro suado não está apenas abastecendo o motor — está alimentando o caixa forte da maior facção criminosa do país.
A Operação Fluxo Oculto, deflagrada pelo Gaeco e pela Receita Federal, jogou luz sobre Lucas Tomé Assunção, o contador-chave da organização chefiada por Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”. O operador financeiro, gerenciava uma lavanderia de dinheiro, que movimentou bilhões usando postos de fachada e fintechs bem no coração financeiro da capital paulista.
A ENGRENAGEM DO FATO: Lucas Tomé Assunção era o cérebro contábil por trás da GGX Global Participações, empresa vinculada a uma rede com mais de 100 postos de gasolina.
O esquema funcionava de maneira perversa para o consumidor paulistano: o grupo comprava combustível adulterado com nafta, vendia por preços inflacionados no varejo e ocultava o lucro estrondoso, através de fintechs e fundos de investimento sofisticados na Avenida Faria Lima.
Quando a fiscalização apertava, o contador providenciava “laranjas” e criava empresas de fachada para blindar os líderes da facção, transferindo patrimônios de luxo — incluindo jatos e iates — para nomes fictícios.
VOZES E ANÁLISE: Investigadores do Ministério Público, apontam que Lucas Tomé chegou a se refugiar no Rio de Janeiro, para escapar de fases anteriores da operação, mas o rastro de suas transações contábeis o traiu. “Eles usavam a estrutura de fintechs modernas para fazer o dinheiro sujo circular em alta velocidade, simulando transações legítimas para despistar o Banco Central”, revelou um dos promotores do Gaeco.
Para as autoridades policiais, o contador é o tipo de criminoso de colarinho branco, que causa mais estragos que o assaltante de rua, pois assalta o bolso de milhões de motoristas paulistanos de uma só vez, fraudando o sistema tributário nacional.

DADOS OFICIAIS:
- Valor/Pena: Movimentação suspeita de mais de R$ 26 bilhões em contas ligadas ao esquema de combustível e fintechs de fachada.
- Base Legal: Artigo 1º da Lei nº 9.613/1998 (Lavagem de Dinheiro) e Artigo 2º da Lei nº 12.850/2013 (Organização Criminosa).
- Localização: Postos de combustíveis espalhados pelo Estado e escritórios de investimento na Avenida Faria Lima, São Paulo – SP.
- Impacto Social: Esse montante bilionário sonegou impostos e desviou recursos que poderiam construir mais de 500 hospitais municipais equipados ou garantir merenda escolar de alta qualidade para todas as crianças da rede pública de São Paulo durante uma década inteira.
O RIGOR DA LEI: Chega de impunidade para quem usa terno de grife e caneta de ouro para assaltar o povo trabalhador. O contador que opera os bilhões do crime organizado, é tão nocivo para a sociedade quanto o criminoso armado que aterroriza os bairros.
A justiça paulista não pode amolecer diante de esquemas bilionários que encarecem o custo de vida e financiam a violência. Se as garras da lei não alcançarem os operadores financeiros que limpam o dinheiro do crime, a impunidade continuará vencendo.
O recado para a máfia do nafta precisa ser dado com força máxima: a conta do roubo silencioso chegou, e o preço será pago em regime fechado.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que a Justiça brasileira deve punir contadores, advogados e operadores financeiros de facções criminosas, com o mesmo rigor penal aplicado aos líderes do tráfico armado nas ruas, confiscando todos os seus bens para o caixa da saúde e educação públicas?
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