Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 31 de julho de 2026.
Uma teia de estelionato e ostentação falsa, colocou em alerta a polícia paulistana, após um homem que se apresentava como “empresário de sucesso” ser denunciado e conduzido à delegacia, por enganar influenciadores digitais na capital, gerando prejuízos individuais que passam de R$ 60 mil.
A ENGRENAGEM DO CRIME: O esquema de Luís Fernando Silva de Souza, funcionava como uma vitrine irreal nas redes sociais. Com fotos ao lado de carros importados, jantares em restaurantes de altíssimo padrão e viagens internacionais, o suspeito construía a imagem de um executivo bem-sucedido, para conquistar a confiança de criadores de conteúdo e figuras públicas na internet.
Com o discurso afiado e promessas de “oportunidades imperdíveis”, ele oferecia desde a venda facilitada de apartamentos no Centro de São Paulo e vistos no exterior até veículos importados. Na prática, os imóveis pertenciam a terceiros que sequer sabiam da negociação, e os veículos eram furtados ou clonados.
O influenciador Gabriel Leão, por exemplo, desembolsou R$ 65 mil de entrada em um apartamento e descobriu a fraude apenas quando os verdadeiros donos bateram à sua porta. Outras personalidades, como a influenciadora e ex-participante de reality show Raissa Barbosa, também perderam dezenas de milhares de reais ao cair no mesmo golpe.

VOZES E ANÁLISE: A caça ao estelionatário ganhou força, quando vítimas se uniram para expor a fraude e armaram um encontro na capital paulista para confrontar o suspeito, acionando a Polícia Militar para conduzi-lo ao distrito policial para prestar esclarecimentos.
“Não se trata de um mero desentendimento comercial, mas de uma conduta articulada de estelionato, que usa a reputação alheia e a ostentação digital para arrancar o dinheiro suado das pessoas. Quando o criminoso vende o que não tem e usa laranjas para movimentar o recurso, ele ataca a boa-fé e a segurança de toda a sociedade”, destacam especialistas em direito penal que acompanham o desdobramento das apurações na Polícia Civil.
DADOS OFICIAIS:
Identificação do Suspeito: Luís Fernando Silva de Souza, investigado por estelionato e fraude imobiliária.
Prejuízos Relatados: Vítimas relatam perdas individuais entre R$ 9.000 e R$ 65.000 (acumulando centenas de milhares de reais no total das denúncias).
Modalidades do Golpe: Venda falsa de apartamentos de terceiros no Centro de SP, promessa não cumprida de emissão de vistos internacionais e comercialização de veículos com restrição/roubo.
Base Legal: Artigo 171 do Código Penal (Estelionato), com pena de 1 a 5 anos de reclusão, além da apuração por receptação de veículos (Artigo 180).
Impacto Social: Alerta público contra engenharia social, falsos investimentos e ostentação virtual na capital paulista.
O RIGOR DA LEI: A Justiça não pode fechar os olhos para quem transforma as redes sociais em uma praça de negócios ilícitos para extorquir o cidadão de bem. Iludir quem busca investir no próprio trabalho ou na casa própria, com propostas enganosas é uma violência patrimonial que exige punição exemplar.
A polícia e o Judiciário precisam atuar com mão pesada para bloquear os bens dos estelionatários, ressarcir as vítimas e garantir que a cadeia, seja o único destino para quem tenta enriquecer ilicitamente às custas da boa-fé alheia.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que as redes sociais deveriam ser responsabilizadas juridicamente, por permitir que perfis falsos e golpistas ostentem negócios ilícitos para atrair vítimas, ou a checagem da procedência dos investimentos deve ser responsabilidade exclusiva de quem compra?
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