Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 27 de julho de 2026
Você que frequenta as margens das represas da capital ou aprecia a convivência harmoniosa com a fauna nativa de São Paulo, uma cena revoltante chocou frequentadores da Represa Guarapiranga na Zona Sul paulistana: uma capivara gravemente ferida foi resgatada com uma flecha cravada no corpo e, apesar dos esforços das equipes de socorro, não resistiu aos ferimentos e morreu.
A ENGRENAGEM DO FATO: O crime ambiental foi descoberto no último domingo (26), na região do M’Boi Mirim. Banhistas e moradores que circulavam nas proximidades do espelho d’água, avistaram o animal debilitado, nadando com dificuldade enquanto carregava uma haste de flecha perfurando sua estrutura física. Assustada, a população acionou emergencialmente o Grupamento Náutico da Guarda Civil Metropolitana (GCM).
Agentes da GCM Ambiental, deslocaram-se de barco até o ponto indicado e conseguiram efetuar o resgate da capivara ainda com vida. O animal foi transportado de urgência para o Centro de Manejo e Reabilitação de Animais Silvestres (CeMaCAS), no Parque Anhanguera, onde passou por procedimentos de emergência e cuidados da equipe de veterinários e biólogos. Contudo, devido à gravidade do impacto e às lesões internas causadas pela perfuração da flecha, o animal sofreu falência de órgãos e teve o óbito confirmado.
VOZES E ANÁLISE: A Prefeitura de São Paulo emitiu nota repudiando veementemente a agressão e informou que o corpo da capivara passará por exames necroscópicos para instruir as investigações. Integrantes do Grupamento Ambiental da GCM e especialistas em proteção animal, apontam que as características do artefato utilizado sugerem o uso de arco e flecha ou balestra por praticantes de caça ilegal na Orla da Guarapiranga, atividade terminantemente proibida por lei.

Especialistas em direito ambiental e ecologia urbana, ressaltam que as capivaras são espécies nativas protegidas que desempenham papel fundamental no ecossistema das represas da capital.
Atacar, ferir ou matar animais da fauna silvestre configura crime ambiental previsto na Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), sujeitando os autores a penas de detenção e multas pesadas. Diante da gravidade do episódio, a GCM Ambiental anunciou o reforço do patrulhamento náutico e terrestre em toda a extensão da Represa Guarapiranga para coibir novas ações criminosas contra a fauna.
DADOS OFICIAIS:
- Local do Crime: Represa Guarapiranga, região do M’Boi Mirim, Zona Sul da Cidade de São Paulo.
- Data do Resgate: Domingo, 26 de julho de 2026, com socorro prestado pelo Grupamento Náutico da GCM.
- Unidade de Atendimento: Centro de Manejo e Reabilitação de Animais Silvestres (CeMaCAS).
- Base Legal: Artigo 29 e Artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais — Prática de abuso, maus-tratos, ferimento ou mutilação de animais silvestres).
- Canais de Denúncia: Telefones da GCM Ambiental (153) e WhatsApp da Divisão da Fauna Silvestre da Prefeitura de SP: (11) 95220-0219.
- Impacto Social: Exigência de fiscalização rigorosa contra a caça clandestina e garantia de proteção às espécies que habitam os mananciais paulistanos.
O RIGOR DA LEI: A fauna silvestre da nossa cidade pertence a toda a coletividade e não pode virar alvo para caçadores ilegais ou indivíduos perversos equipados com armas de atirador.
A agressão covarde contra um animal indefeso em uma área pública de lazer é um ato de barbárie que fere os valores do cidadão de bem. Quem utiliza arcos, flechas ou armas para mutilar e matar a fauna nas represas de São Paulo, comete um crime grave contra a natureza e deve ser tratado com a máxima severidade.
A Polícia Civil, a GCM Ambiental e o Ministério Público de São Paulo, têm o dever de rastrear a procedência do artefato e identificar o responsável por este ato abominável. A ordem pública e o respeito à vida exigem fiscalização implacável, patrulhamento permanente nos mananciais e cadeia para quem atenta contra os animais silvestres do nosso estado.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que a instalação de câmeras de monitoramento e o patrulhamento náutico ostensivo, são suficientes para zerar a caça ilegal nas represas de São Paulo, ou as penas da Lei de Crimes Ambientais deveriam ser endurecidas com prisão fechada para quem fere animais silvestres?
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