Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 31 de julho de 2026.
Você que se preocupa com a saúde da sua família e teme a volta do contágio do sarampo e o risco de reintrodução de enfermidades erradicadas, reacenderam o sinal vermelho na capital e no interior paulista.
O Governo do Estado de São Paulo anunciou o início de uma grande Campanha de Multivacinação a partir de segunda-feira (3 de agosto) nos 645 municípios paulistas. A mobilização foca na atualização urgente da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes com menos de 15 anos, com reforço especial contra a poliomielite e ampliação da imunização contra o sarampo, após a confirmação do 15º caso da doença no estado em 2026.
A ENGRENAGEM DO FATO: A engrenagem desta grande ofensiva sanitária, foi acelerada após o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) confirmar o 15º registro de sarampo no ano em solo paulista. O caso mais recente foi identificado em Guarulhos e envolve uma menina de 1 a 2 anos que não possuía histórico de vacinação. Até o momento, o balanço estadual contabiliza 12 casos na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos, tornando São Paulo o único estado brasileiro com surto ativo da doença.
Diante desse cenário epidemiológico crítico, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), estruturou uma estratégia de duas frentes. Nos 645 municípios, os postos de saúde aplicarão todas as doses do Calendário Nacional de Vacinação em atraso e oficializarão a adoção do segundo reforço da vacina inativada contra a poliomielite (VIP) no calendário de rotina.
Já na capital, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo, a vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) será oferecida de forma ampliada para qualquer pessoa com idade entre 6 meses e 59 anos, independentemente do seu histórico vacinal prévio. Para bebês de 6 a 11 meses e 29 dias, a dose aplicada será considerada “dose zero”, não dispensando as doses regulares previstas aos 12 e 15 meses de vida.
VOZES E ANÁLISE: Infectologistas e autoridades em vigilância epidemiológica, alertam que o avanço dos casos é consequência direta da queda vertiginosa nos índices de cobertura vacinal observada nos últimos anos.

Em 2026, a primeira dose da tríplice viral em São Paulo alcançou apenas 77,5% de cobertura, enquanto a segunda dose despencou para 65,5% — marcas perigosamente abaixo da meta de 95% fixada pelo Ministério da Saúde.
“O sarampo é um vírus extremamente contagioso e potencialmente fatal para bebês e adultos jovens. Quando a cobertura cai abaixo de 90%, criamos nichos de pessoas vulneráveis que permitem ao vírus circular livremente. A multivacinação não é um compromisso burocrático, mas uma barreira coletiva que impede o retorno de tragédias de saúde do passado. Pais e responsáveis precisam levar a caderneta até a Unidade Básica de Saúde mais próxima”, destacam diretores de vigilância em saúde e médicos infectologistas.
DADOS OFICIAIS:
- Início da Mobilização: Segunda-feira, 3 de agosto de 2026, em todos os 645 municípios paulistas.
- Balanço de Sarampo em SP: 15 casos confirmados em 2026 (12 na Capital, 2 em São Bernardo do Campo e 1 em Guarulhos).
- Estratégia Ampliada de Sarampo: Disponível para pessoas de 6 meses a 59 anos nas UBSs de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
- Atualização da Poliomielite: Regularização da Vacina Inativada (VIP) aos 2, 4 e 6 meses, além dos reforços aos 15 meses e 4 anos.
- Índice de Cobertura Atual: Tríplice viral com 77,5% (1ª dose) e 65,5% (2ª dose) em 2026 (Meta: 95%).
- Leque de Vacinas Disponíveis: BCG, Hepatite A e B, Pentavalente, Rotavírus, Pneumocócica 10, Meningocócica C e ACWY, Tríplice Viral, Varicela, DTP, HPV, Febre Amarela, Influenza e Covid-19.
- Base Legal e Esclarecimento: Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei Federal nº 8.069/1990 – Artigo 14, Parágrafo 1º: vacinação obrigatória nos casos recomendados) e Portal Vacina 100 Dúvidas (vacina100duvidas.sp.gov.br).
O RIGOR DA LEI: O cidadão paulistano exige do Estado postos abastecidos, horários estendidos e vacinas de qualidade, mas a sociedade também precisa assumir a sua responsabilidade civil e moral. Proteger uma criança contra o sarampo ou a poliomielite não é uma escolha opcional de opinião, mas um direito sagrado do menor garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.
A proliferação de notícias falsas e a negligência na atualização da caderneta de vacinação, colocam em risco não apenas a vida dos próprios filhos, mas a de bebês recém-nascidos e pessoas imunossuprimidas que não podem receber o imunizante.
O Jornal 25 News cobra empenho absoluto das Prefeituras no atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e exige responsabilidade de cada pai, mãe e tutor. A saúde pública de São Paulo é construída com ciência, vacina no braço e respeito à vida coletiva.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que o Governo de SP e as Prefeituras, deveriam implementar equipes de vacinação itinerante obrigatória nas escolas públicas e privadas, para garantir que 100% das crianças estejam protegidas contra o sarampo e a poliomielite?
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