Um operador de TI, João Nazareno Roque, de 48 anos, foi preso em São Paulo nesta quinta-feira (3 de julho de 2025), acusado de facilitar um ataque hacker gigantesco que desviou impressionantes R$ 541 milhões! Esse é considerado o
maior incidente cibernético contra o sistema financeiro brasileiro!
O Plano do Roubo e a Prisão do Operador!

João Nazareno Roque trabalhava na C&M Software, uma empresa que conecta bancos menores e fintechs ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), incluindo o Pix. Segundo a Polícia Civil de São Paulo (PCSP), ele foi preso no bairro City Jaraguá, zona norte da capital.
Olha só como o golpe aconteceu:
- Vulnerabilidade Exposta: Os hackers exploraram falhas na segurança da C&M Software.
- Acesso Facilitado: João Nazareno Roque confessou que forneceu suas credenciais de acesso (login e senha) aos criminosos, permitindo que eles fizessem transferências fraudulentas em massa via Pix.
- Aliciamento: Ele foi aliciado (convencido a participar) em março de 2025, recebendo R$ 5 mil inicialmente e, depois, R$ 10 mil para criar um sistema que ajudasse nos desvios.
- Comunicação Secreta: Roque disse que se comunicava com os criminosos apenas por celular, trocando de aparelho a cada 15 dias para não ser rastreado.
- Dinheiro Desaparece em Cripto: Parte dos valores foi transferida para contas falsas e, em seguida, convertida em criptomoedas como Bitcoin e USDT, o que dificulta muito o rastreamento do dinheiro.
Pelo menos seis a oito instituições financeiras foram afetadas, com estimativas de perdas totais que podem chegar a R$ 800 milhões ou até R$ 3 bilhões!
Resposta das Autoridades: PF no Caso e Banco Central Agindo!

A Polícia Civil, por meio do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais), prendeu Roque e apreendeu seus equipamentos eletrônicos para análise. A Justiça já bloqueou
R$ 270 milhões em uma conta usada para receber parte dos valores desviados.
O Banco Central (BC), ao ser notificado, agiu imediatamente:
- Desligou a C&M: O BC mandou desligar o acesso da C&M Software ao sistema de pagamentos, interrompendo temporariamente o Pix para os clientes das instituições afetadas.
- Pix Seguro: O BC esclareceu que o sistema Pix não foi diretamente comprometido! O problema aconteceu na empresa intermediária (C&M Software), e o dinheiro desviado era de contas dos bancos, não dos clientes finais. O BC está revisando os protocolos de segurança de empresas que prestam serviços de tecnologia para o setor financeiro.
A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito (investigação) paralelo para apurar crimes como furto mediante fraude, invasão de sistemas, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.
Um Alerta Máximo para a Cibersegurança!
O ataque expôs fragilidades na forma como o setor financeiro terceiriza alguns serviços de tecnologia. Especialistas alertam para a necessidade urgente de revisar a segurança digital e o treinamento contra engenharia social (quando criminosos manipulam pessoas para conseguir informações).
Apesar de ser um eletricista predial e residencial com experiência, João Nazareno Roque tinha acesso sensível ao sistema da C&M Software, o que o tornou um alvo para os criminosos.
A prisão de João Nazareno Roque é um passo importante, mas a complexidade do ataque sugere que há uma rede criminosa maior envolvida. O caso reforça que, mesmo com o Pix seguro, a atenção à segurança em todas as pontas do sistema financeiro é crucial para evitar novos golpes bilionários!
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