FIM DA GREVE: FERROVIÁRIOS RETOMAM TRABALHO E LINHAS DA CPTM VOLTAM A OPERAR
Categoria aceita proposta negociada no TRT-2, mas permanece em estado de greve enquanto cobra garantia formal dos empregos
LEITURA RÁPIDA — 1 MINUTO
Os ferroviários decidiram encerrar, na tarde desta quarta-feira, 5 de agosto, a greve que afetou durante dois dias as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM.
A decisão foi tomada depois de uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. O Governo de São Paulo aceitou apresentar um projeto de lei para permitir que os atuais funcionários da CPTM sejam absorvidos por órgãos ou entidades da administração estadual.
Após a aprovação da proposta em assembleia, os trabalhadores foram orientados a retornar imediatamente aos seus postos. A circulação dos trens foi retomada gradualmente.
Apesar do encerramento da paralisação, a categoria permanecerá em estado de greve até que os compromissos sejam formalizados. Uma nova reunião está marcada para 19 de agosto, quando deverá ser discutido e assinado o Acordo Coletivo de Trabalho.
LEITURA INTEGRAL
A greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos chegou ao fim nesta quarta-feira, depois de dois dias de transtornos para passageiros da capital e da Região Metropolitana de São Paulo.
A paralisação atingiu diretamente as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, além do Expresso Aeroporto. Durante o movimento, os trens circularam apenas em partes dos trajetos, enquanto ônibus do sistema Paese foram mobilizados para atender os passageiros.
A decisão de encerrar a greve ocorreu depois de uma audiência de conciliação realizada na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, no centro de São Paulo.
Representantes do Governo do Estado, da CPTM e dos ferroviários participaram da negociação.
ACORDO PREVÊ PROJETO PARA ABSORÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS
O principal ponto da proposta é o compromisso do Governo de São Paulo de encaminhar à Assembleia Legislativa um projeto de lei destinado a permitir a absorção dos atuais trabalhadores da CPTM por órgãos e entidades da administração pública estadual.
A proposta poderá envolver redistribuição, cessão, aproveitamento, remanejamento ou outras formas previstas na legislação.
Inicialmente, o texto discutido pelo governo abrangia principalmente os empregados ligados às linhas 11, 12 e 13, concedidas à iniciativa privada.
Durante a audiência, representantes dos trabalhadores defenderam que a garantia fosse estendida a todos os atuais funcionários da empresa, incluindo aqueles que atuam na Linha 10-Turquesa.
O governo aceitou ampliar o alcance da proposta como condição para o encerramento imediato da paralisação e a retomada integral do serviço.
CATEGORIA APROVA PROPOSTA
Após a audiência, o conteúdo negociado foi submetido à assembleia dos ferroviários.
Com a aprovação, os trabalhadores foram orientados a retornar imediatamente aos seus postos. A operação começou a ser normalizada no final da tarde e durante a noite.
O sindicato informou, entretanto, que a categoria permanecerá em estado de greve. Isso significa que os trabalhadores retomam suas atividades, mas continuarão mobilizados para acompanhar o cumprimento do acordo.
Uma nova audiência está marcada para o dia 19 de agosto. A expectativa é que, nessa data, os compromissos assumidos sejam incorporados ao Acordo Coletivo de Trabalho.
DOIS DIAS DE TRANSTORNOS
A greve começou à meia-noite de terça-feira, 4 de agosto.
Durante o segundo dia da paralisação, a Linha 11-Coral operou apenas entre Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. A Linha 12-Safira circulou entre Brás e Engenheiro Goulart, enquanto a Linha 13-Jade funcionou com maiores intervalos.
O Expresso Aeroporto ficou suspenso durante parte do movimento.
A Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos e reforçou linhas de ônibus na Zona Leste. O Metrô abriu algumas linhas mais cedo e colocou trens adicionais em circulação para atender o aumento da demanda.
GARANTIA DE EMPREGO FOI O CENTRO DA DISPUTA
Os ferroviários afirmaram que a paralisação tinha como principal objetivo obter uma garantia concreta e formal de manutenção dos empregos durante o processo de concessão das linhas.
O Governo de São Paulo sustentava que os empregos estavam preservados e que existia um plano de realocação dos trabalhadores.
O sindicato, porém, exigia que o compromisso fosse transformado em documento oficial e alcançasse todos os empregados da CPTM.
Com a proposta discutida no TRT-2, o governo se comprometeu a buscar uma solução legislativa para a absorção dos funcionários.
O fim da greve encerra os bloqueios imediatos à circulação, mas a negociação continuará até a formalização do acordo.
Centro Histórico da Cidade de SP
Redação Jornal25News — 5 de agosto de 2026
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