Paralisação por tempo indeterminado afeta ligações entre a capital, o Alto Tietê e o Aeroporto Internacional de Guarulhos
Por Mário Marcovicchio
Editor- MTB/SP 71.710/SP
Jornal25News – Independente
Centro Histórico da Cidade de SP
Redação — 3 de agosto de 2026
LEITURA RÁPIDA — 1 MINUTO
Os ferroviários que trabalham nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade confirmaram greve a partir da 0h desta terça-feira, 4 de agosto, por tempo indeterminado.
A decisão foi tomada durante assembleia realizada na noite desta segunda-feira, 3, na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, no Brás, região central da capital paulista. votação, representantes dos trabalhadores participaram de uma reunião com integrantes do Governo do Estado, no Palácio dos Bandeirantes. As negociações, porém, não resultaram em uma garantia considerada suficiente para a preservação dos empregos.
A categoria reivindica a manutenção dos postos de trabalho, a reestatização das três linhas e apoio à aprovação do Projeto de Lei nº 730/2025, que permite ao Governo de São Paulo absorver trabalhadores da CPTM em outros órgãos ou empresas da administração estadual. )linhas atendem a Zona Leste, municípios do Alto Tietê e o Aeroporto Internacional de Guarulhos. Metrô, monotrilho e as demais linhas ferroviárias não fazem parte da paralisação anunciada.
Assembleia confirma paralisação
Os trabalhadores das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade decidiram cruzar os braços a partir da meia-noite desta terça-feira, 4 de agosto.
A greve foi confirmada em assembleia realizada na noite desta segunda-feira, 3, na sede do sindicato da categoria, localizada no Brás, região central de São Paulo.
A paralisação foi aprovada por tempo indeterminado e deve interromper a circulação dos trens nas três linhas, provocando grandes dificuldades para passageiros da capital, da Região Metropolitana e do Alto Tietê. assembleia, lideranças sindicais foram chamadas para uma reunião com representantes do Governo de São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes. O encontro, no entanto, terminou sem uma garantia definitiva sobre o futuro dos trabalhadores.
Segundo o sindicato, o governo indicou que poderia apoiar a tramitação de uma proposta legislativa destinada à realocação dos funcionários, mas não teria garantido a manutenção integral dos empregos após o encerramento da operação temporária da CPTM.
Quais linhas serão atingidas
A greve envolve três importantes corredores ferroviários:
Linha 11-Coral: liga a Estação Palmeiras-Barra Funda à Estação Estudantes, em Mogi das Cruzes, passando por regiões como Tatuapé, Itaquera, Guaianases, Ferraz de Vasconcelos, Poá e Suzano.
Linha 12-Safira: parte do Brás e atende bairros da Zona Leste e municípios da Grande São Paulo, como Itaquaquecetuba e Poá.
Linha 13-Jade: conecta São Paulo ao Aeroporto Internacional de Guarulhos e também integra a operação do Expresso Aeroporto.
As três linhas possuem 32 estações e transportam, juntas, aproximadamente 850 mil passageiros por dia, segundo informações divulgadas durante a retomada temporária da operação pela CPTM. do Metrô, do monotrilho e os demais ramais ferroviários devem funcionar normalmente, salvo eventual impacto indireto provocado pelo aumento do número de passageiros nas estações de integração. Trabalhadores temem demissões
A principal reivindicação da categoria é a garantia da manutenção dos empregos após a transferência definitiva da operação para a concessionária Trivia Trens.
De acordo com uma das lideranças sindicais, aproximadamente 2.300 funcionários podem ser afetados caso não exista um processo de absorção ou realocação dentro da administração estadual.
Os ferroviários argumentam que a retomada emergencial das linhas pela CPTM demonstrou que o conhecimento e a experiência dos trabalhadores da estatal continuam sendo fundamentais para a segurança e o funcionamento do sistema.
Além da preservação dos postos de trabalho, a categoria reivindica a reestatização das três linhas e o cancelamento do processo de concessão. Entidades sindicais também anunciaram atos contra a privatização e manifestações na Estação Brás.
Os trabalhadores defendem a aprovação do Projeto de Lei nº 730/2025, apresentado pelo deputado estadual Guilherme Cortez, do PSOL.
A proposta autoriza o Poder Executivo estadual a absorver os empregados da CPTM ligados às linhas concedidas, permitindo a transferência desses profissionais para órgãos, empresas públicas ou entidades da administração direta e indireta do Estado.
O projeto foi publicado em agosto de 2025 e tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. O texto busca impedir que trabalhadores concursados ou com anos de experiência no sistema ferroviário sejam dispensados após a transferência das linhas para empresas privadas.
A Trivia Trens iniciou a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade no dia 21 de julho de 2026.
Nos primeiros dias da transição, o sistema enfrentou problemas técnicos, panes e interrupções. Em uma das ocorrências mais graves, registrada em 23 de julho, um foco de incêndio atingiu uma composição nas proximidades da Estação Bresser-Mooca.
Passageiros precisaram deixar os trens e caminhar pelos trilhos, enquanto estações ficaram lotadas e diferentes trechos da rede tiveram a circulação prejudicada. a crise, o Governo de São Paulo e a Agência de Transporte do Estado de São Paulo determinaram que a CPTM reassumisse temporariamente as três linhas.
A operação emergencial começou em 24 de julho e deverá permanecer sob responsabilidade da estatal por um período de até 90 dias. Durante esse prazo, a atuação da concessionária deverá ser acompanhada e avaliada pelos órgãos estaduais.
Até o fechamento desta matéria, a paralisação continuava confirmada para começar à 0h desta terça-feira, 4 de agosto, sem previsão de encerramento.
Os passageiros que dependem das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade devem buscar trajetos alternativos e acompanhar os canais oficiais da CPTM, do Metrô, da SPTrans e das prefeituras da Região Metropolitana.
A greve também poderá provocar aumento da procura por ônibus municipais e intermunicipais, especialmente na Zona Leste, em Guarulhos e nas cidades do Alto Tietê.
O Jornal25News continuará acompanhando as negociações entre os trabalhadores e o Governo de São Paulo, além das condições do transporte público durante a paralisação.
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