Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 5 de agosto de 2026.
Você que paga pontualmente suas taxas e anuidades profissionais e espera transparência absoluta das entidades que deveriam fiscalizar e zelar pela ética, sabe como dói ver o dinheiro virar moeda de troca em esquemas de privilégios.
O dinheiro que sai do bolso dos médicos e profissionais da saúde para manter a estrutura do conselho de classe está no centro de uma tempestade moral e administrativa que exige respostas imediatas.
A ENGRENAGEM DO FATO: Uma investigação formal aberta pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) colocou sob forte suspeita a gestão do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). O foco da apuração são penduricalhos financeiros e pagamentos irregulares concedidos no âmbito da autarquia paulista, incluindo a quitação de férias em dobro e gratificações sem amparo legal.
Segundo levantamentos e denúncias encaminhadas ao órgão federal, a dinheirama drenada nesses benefícios indevidos supera a marca de R$ 1 milhão. A engrenagem funcionava no topo da estrutura administrativa, onde valores inflados eram liberados para servidores e dirigentes em desacordo com as normas do serviço público e com os princípios da transparência financeira.
VOZES E ANÁLISE: Juristas, auditores e conselheiros que cobram ética interna apontam que conselhos de fiscalização profissional têm natureza de autarquia pública federal e lidam com recursos de contribuições compulsórias.
Qualquer benefício financeiro concedido fora do rito estrito da lei configura ato de improbidade administrativa e grave lesão ao erário. O CFM determinou a apuração minuciosa de folhas de pagamento, portarias internas e recibos de indenização do Cremesp para identificar quem autorizou as benesses e quem recebeu os valores sem respaldo legal.
Caso as irregularidades sejam confirmadas ao fim do procedimento fiscalizatório, os envolvidos podem ser obrigados a ressarcir até o último centavo aos cofres da entidade, além de responderem a processos disciplinares, cíveis e criminais.
DADOS OFICIAIS:
- Montante Sob Suspeita: Mais de R$ 1 milhão em pagamentos irregulares e gratificações indevidas.
- Mecanismo da Irregularidade: Liberação de férias em dobro e adicionais salariais sem respaldo legal ou administrativo.
- Órgão Investigador: Conselho Federal de Medicina (CFM).
- Entidade Investigada: Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).
- Impacto Social: Desvio de verbas oriundas das anuidades pagas pelos médicos paulistas e afronta aos princípios da administração pública.
O RIGOR DA LEI: Quem assume a missão de fiscalizar a conduta ética de uma categoria inteira não pode ter a própria casa manchada pelo privilégio e pela farra com o dinheiro alheio.
O médico paulistano e de todo o estado cumpre a sua obrigação ao pagar a anuidade para garantir a fiscalização e a proteção da medicina, e não para bancar bônus e regalias em gabinetes fechados.
O rigor da apuração promovida pelo CFM precisa ir até o fim, doa a quem doer. Se houve dolo, má-fé ou arranjo corporativo para beneficiar apadrinhados com dinheiro público, a lei deve ser aplicada com mão pesada, exigindo a devolução integral dos valores e a punição severa de todos os gestores envolvidos.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que os diretores e gestores envolvidos em suspeitas de desvio de verbas nos conselhos de classe deveriam ser afastados imediatamente dos seus cargos até a conclusão das investigações?
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