Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 1 de agosto de 2026.
Em uma das maiores ofensivas fiscais da história paulista, a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo aplicou autuações que somam R$ 2,8 bilhões contra as gigantes varejistas Ultrafarma e Fast Shop. As sanções colossais são o desdobramento direto da Operação Ícaro, deflagrada pelo Ministério Público para estancar um ralo de corrupção tributária e ressarcimentos ilícitos de ICMS.
A ENGRENAGEM DO CRIME: O esquema funcionava como uma verdadeira estrutura paralela instalada dentro do fisco estadual. De acordo com as investigações do Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (GEDEC) do MPSP, auditores fiscais cooptados cobravam propinas milionárias para furar a fila de devoluções de impostos e inflar indevidamente os valores de créditos de ICMS destinados às grandes corporações.
A engrenagem do “fura-fila”, favorecia empresas dispostas a pagar propina enquanto o cidadão comum amargava os custos da burocracia. No caso da Fast Shop, a autuação ultrapassou R$ 1,47 bilhão com base nas regras da Lei Anticorrupção.
Já contra a rede farmacêutica Ultrafarma, o órgão fiscal lavrou três autos de infração que, somados, alcançam R$ 1,38 bilhão. A apuração revelou que ex-autores usavam sistemas de mineração de dados e informações privilegiadas para fabricar benefícios fiscais fraudulentos.
VOZES E ANÁLISE: A varredura nas entranhas da Secretaria da Fazenda, resultou no afastamento de dezenas de servidores e na demissão punitiva dos envolvidos diretos no balcão de negócios tributário.
“O combate à corrupção fiscal precisa ser implacável tanto para quem recebe a propina no serviço público quanto para quem paga no setor privado.
As multas aplicadas refletem a neutralização de benefícios ilícitos acumulados ao longo de anos. A restituição dos cofres públicos é indispensável para preservar a livre concorrência e a justiça fiscal”, destacam juristas e investigadores que acompanham os procedimentos administrativos e criminais.
DADOS OFICIAIS:
Montante das Sanções: R$ 2,8 bilhões acumulados em multas e autuações fiscais.
Divisão dos Valores: R$ 1,47 bilhão aplicados à Fast Shop e R$ 1,38 bilhão direcionados à Ultrafarma (divididos em três autos de infração).
Origem do Inquérito: Operação Ícaro e Operação Fisco Paralelo, conduzidas pelo GEDEC do Ministério Público de SP (MPSP).
Base Legal: Lei nº 12.846/2013 (Lei Anticorrupção) e Código Tributário do Estado de São Paulo.
Impacto Social: Recuperação de recursos vitais para o custeio de serviços essenciais como saúde pública, educação e segurança na capital e no interior.
O RIGOR DA LEI: O imposto pago pelo trabalhador nas farmácias e nas lojas de eletrodomésticos, não pode ser transformado em propina nem servir para enriquecer executivos mal-intencionados.
Nenhuma empresa, por maior que seja o seu porte ou a sua marca na televisão, está acima do Código Penal e das leis fiscais do Brasil.
O Estado de São Paulo dá um recado pedagógico ao mercado: quem tentar fraudar o fisco para levar vantagem indevida terá de devolver cada centavo com juros, correção e multas exemplares.
A fiscalização severa e a punição pesada, são as únicas garantias de que o dinheiro do cidadão de bem será respeitado.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que a aplicação de multas bilionárias é suficiente para inibir a corrupção de grandes empresas com auditores fiscais, ou os executivos envolvidos nesses esquemas deveriam cumprir pena de prisão em regime fechado sem direito a acordos?
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