Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 29 de julho de 2026.
Quando o assunto é segurança pública, o cidadão não quer propaganda ou discursos fáceis: quer o crime organizado sufocado e as ruas seguras para sua família caminhar em paz. A conta dessa conta alta na segurança voltou ao centro do debate paulista.
Um estudo minucioso divulgado pelo Instituto Vladimir Herzog, revelou que as ações ostensivas conhecidas como Operação Escudo e Operação Verão — deflagradas na Baixada Santista entre 2023 e 2024 em resposta a assassinatos de policiais militares — custaram a bagatela de mais de R$ 349 milhões aos cofres do Estado de São Paulo.
A ENGRENAGEM DO FATO: A engrenagem desse montante milionário envolveu o deslocamento massivo de tropas, pagamento de horas extras, mobilização de batalhões especiais, logística de inteligência e, posteriormente, a sobrecarga da máquina pericial e judiciária. Ao longo do período de ocupação na Baixada Santista, as operações resultaram em 84 mortes decorrentes de intervenção policial.
O levantamento cruzou dados oficiais de despesas da Polícia Militar, da Polícia Técnico-Científica e do próprio sistema de Justiça paulista para calcular o impacto financeiro de cada etapa do processo: desde o policiamento de área até os laudos necroscópicos, perícias de local e procedimentos investigativos de inquéritos.
O relatório também joga luz sobre o perfil humano do resultado desse confronto: 82% dos mortos durante as ações eram homens jovens, negros e de comunidades de baixa renda da região costeira.
VOZES E ANÁLISE: Especialistas em segurança pública, economistas e juristas, ressaltam que o orçamento milionário gasto nessas operações pontuais, poderia ter um impacto duradouro se fosse direcionado ao sufocamento financeiro das grandes facções que comandam o tráfego de drogas nos portos e estradas.

“Segurança pública de alto nível se faz com inteligência, tecnologia de rastreio de dinheiro sujo e valorização da tropa. Quando o Estado despende centenas de milhões de reais em ações de saturação que resultam em alto índice de letalidade, mas não desarticulam a liderança do crime organizado, a sociedade paga a conta duas vezes: no bolso e na sensação contínua de insegurança”, analisam pesquisadores e analistas do setor de segurança.
DADOS OFICIAIS:
- Custo Total Calculado: R$ 349,4 milhões aos cofres públicos do Estado de São Paulo (Fonte: Instituto Vladimir Herzog).
- Período e Região: Anos de 2023 e 2024, cobrindo municípios da Baixada Santista (Guarujá, Santos, São Vicente e Cubatão).
- Balanço de Vítimas: 84 pessoas mortas em intervenções policiais notificadas durante as duas fases operacionais.
- Perfil dos Mortos: 82% de homens negros e de regiões vulneráveis.
- Órgãos Abastecidos: Polícia Militar de SP, Polícia Técnico-Científica, Ministério Público (MP-SP) e Poder Judiciário.
- Base Legal e Diretrizes: Artigo 144 da Constituição Federal (Dever do Estado na Segurança Pública) e Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000).
O RIGOR DA LEI: O cidadão de bem apoia integralmente o trabalho das forças de segurança contra o crime, e exige proteção absoluta para a vida dos policiais militares que arriscam o teto por São Paulo. No entanto, a lei e a ordem exigem eficácia cirúrgica.
O dinheiro suado do contribuinte paulistano não pode ser queimado em operações custosas de curto prazo, se a espinha dorsal do crime organizado continuar intacta e lucrando no topo da pirâmide.
O Jornal 25 News cobra transparência e planejamento estratégico: a polícia precisa de equipamentos modernos, inteligência de ponta e respaldo legal, para prender os chefões das facções e asfixiar o patrimônio dos criminosos, garantindo que o imposto do trabalhador se converta em paz real nas ruas e não em balanços de tragédia e despesas sem fim.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que o Governo de SP deveria investir esse orçamento de centenas de milhões prioritariamente em inteligência e investigação contra os grandes chefes do crime, ou as operações ostensivas nas favelas continuam sendo o caminho correto?
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