EUA IMPÕEM NOVA TARIFA DE 12,5% A PRODUTOS DO BRASIL E TAXA TOTAL PODE CHEGAR A 37,5%
LEITURA RÁPIDA — 1 MINUTO
São Paulo, sexta-feira, 24 de julho de 2026
Centro Histórico da Cidade de SP
Por Redação do Jornal25News – Independente
Os Estados Unidos anunciaram a aplicação de uma nova sobretaxa de 12,5% sobre produtos importados do Brasil, sob a alegação de que o país não possui mecanismos rigorosos para impedir a entrada de mercadorias produzidas por meio de trabalho forçado. A medida substitui a taxa temporária de 10% aplicada em fevereiro e entra em vigor imediatamente.
Com a nova adição, a tributação sobre parte das exportações brasileiras para o mercado norte-americano poderá alcançar o acumulado de 37,5%, somando-se à sobretaxa de 25% imposta no início desta semana por acusações de práticas comerciais desleais.
O governo brasileiro reagiu de forma imediata, classificando a decisão como “arbitrária e injustificada”. Em nota, o Palácio do Planalto e o Ministério das Relações Exteriores confirmaram que o país vai acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC), estudar medidas com base na Lei de Reciprocidade e reforçar o apoio aos exportadores por meio do Plano Brasil Soberano.
LEITURA INTEGRAL
O ARGUMENTO DE WASHINGTON
A decisão de aplicar a nova sobretaxa de 12,5% foi formalizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Segundo a avaliação do governo norte-americano, o Brasil integra um grupo de 54 nações que não proíbem nem fiscalizam adequadamente a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado. Para Washington, a falta desse controle gera uma vantagem competitiva indevida aos produtos brasileiros, permitindo o uso de insumos a custos reduzidos.
O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, defendeu a imposição da alíquota afirmando que a prática prejudica trabalhadores e empresas norte-americanas:
“A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável. Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual”, declarou Greer em comunicado oficial.
SETORES ATINGIDOS E ALCANCE GLOBAL
O relatório divulgado pelo USTR aponta que, entre os anos de 2021 e 2025, o Brasil importou insumos associados a violações trabalhistas e ao trabalho escravo em cinco setores principais:
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Alumínio
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Algodão
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Eletrônicos
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Baterias de lítio
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Tabaco
A investigação do USTR alcançou 60 parceiros comerciais dos Estados Unidos. A tarifa de 12,5% também foi estendida a países como China, Argentina, Austrália, Japão, Índia, Reino Unido e África do Sul.
Outros parceiros — entre eles União Europeia, Canadá, México, Equador, Indonésia e Paquistão — foram enquadrados em uma categoria com adicional tarifário menor, de 10%, por manterem mecanismos legais de controle considerados parcialmente eficazes pela administração americana.
ENTENDA O ACÚMULO TARIFÁRIO
Com a nova resolução, as empresas brasileiras passam a enfrentar uma estrutura tarifária dupla sobre parte de suas exportações destinadas ao solo americano:
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Taxa de 25%: Em vigor desde a última terça-feira, decorrente de investigações sobre supostas práticas desleais de comércio (envolvendo disputas no mercado de etanol, propriedade intelectual, combate à corrupção, desmatamento ilegal e acordos preferenciais).
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Nova taxa de 12,5%: Anunciada nesta quinta-feira, voltada ao controle de trabalho forçado nas cadeias globais de suprimento.
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Carga final: Determinadas mercadorias exportadas pelo Brasil acumularão uma tributação total de até 37,5%.
As novas taxas substituem a alíquota global de 10% que vinha sendo cobrada desde fevereiro, aplicada após a Suprema Corte dos EUA ter derrubado as antigas “tarifas recíprocas”.
RESPOSTA OFICIAL DO GOVERNO BRASILEIRO
Em nota oficial divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), o governo brasileiro criticou a decisão e a classificou como “arbitrária” e “injustificada”. O comunicado destaca que o país apresentou documentação detalhada sobre a legislação nacional, os mecanismos de fiscalização e a consolidação da Lista Suja do Trabalho Escravo, referência internacional no combate ao trabalho análogo à escravidão.
O Ministério das Relações Exteriores, sob liderança do ministro Mauro Vieira, reiterou que sanções unilaterais são desproporcionais e anunciou o pacote de respostas do Estado brasileiro:
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Ação na OMC: Abertura de contencioso no sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio.
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Lei de Reciprocidade: Avaliação de medidas retaliatórias e comerciais respaldadas pela legislação nacional.
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Plano Brasil Soberano: Liberação de linhas de crédito e incentivo para auxiliar as empresas afetadas e promover a abertura de novos mercados internacionais.
DADOS DA TRIBUTAÇÃO
Soma das Alíquotas Aplicadas às Exportações Brasileiras
Alíquota 1 (Práticas Comerciais): 25,0%
Alíquota 2 (Trabalho Forçado): 12,5%
Tributação Total Máxima: 37,5%
Órgão Emissor: USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA)
Base Legal Norte-Americana: Seção 301 da Lei de Comércio de 1974
APOIO INSTITUCIONAL
Ibrachina – Instituto Sociocultural Brasil-China
APECC – Associação Paulista de Empreendedores
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Calabria – Oportunidades de Negócios
Advocacia Marcovicchio
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