Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 13 de julho de 2026.
Ver os nossos trens e metrôs, construídos com o suor e o imposto do trabalhador, serem entregues de bandeja para empresas privadas que só pensam no lucro — enquanto colecionam falhas, descarrilamentos e caos diário — é uma bofetada na cara do cidadão de bem. Nesta segunda-feira, a voz das ruas ecoou forte: uma nova pesquisa Datafolha, revelou que a maioria absoluta da população paulistana, rejeita categoricamente a privatização dos trilhos e da nossa água.
A ENGRENAGEM DO FATO: A engrenagem desse descontentamento popular começou a girar de forma acelerada após a sequência interminável de panes, lentidões e acidentes que transformaram as linhas concedidas à iniciativa privada em verdadeiros testes de paciência e perigo. De acordo com o levantamento do Datafolha divulgado neste início de semana, 56% dos entrevistados são totalmente contrários à privatização do Metrô, uma subida expressiva de 9 pontos percentuais em relação ao ano passado.
No caso da CPTM, a rejeição também atingiu a maioria absoluta de 53% dos paulistas, que não querem ver os trens metropolitanos sob o comando de concessionárias privadas. Esse aumento no repúdio popular, coincide diretamente com o sufoco diário nas plataformas, onde o trabalhador paulistano percebeu que a promessa de “modernidade” da privatização, na verdade, resultou em atrasos constantes, trilhos inseguros e estações lotadas de forma desumana.
VOZES E ANÁLISE: A análise técnica e política, mostra que a realidade prática bateu de frente com o discurso teórico de gabinete. Diante do desgaste brutal de imagem provocado pelas falhas diárias e pelo caos operacional, o próprio governo estadual começou a recalcular a rota, sinalizando recuos em planos de novas concessões de linhas remanescentes do Metrô estatal, e prometendo revisar contratos de linhas privadas problemáticas, como o monotrilho da zona sul.

Para juristas e especialistas em mobilidade urbana, o veredicto do povo nas pesquisas, reflete um sentimento de legítima defesa contra a perda de qualidade de serviços públicos essenciais.
Além do transporte ferroviário, a resistência popular se mantém implacável contra a venda da Sabesp, onde mais de 53% da população repudia de forma firme a privatização da água, entendendo que o saneamento básico e a segurança nas linhas de trem são direitos de soberania social, que o Estado tem o dever de gerir com responsabilidade, e não tratar como caça-níqueis de grandes corporações.
DADOS OFICIAIS:
- Rejeição ao Metrô: 56% contra a privatização (aumento de 9 pontos percentuais desde 2023).
- Rejeição à CPTM: 53% contra a concessão de linhas de trem à iniciativa privada.
- Rejeição à Sabesp: 53% repudiam a privatização da empresa estadual de água e saneamento.
- Base Legal: Artigo 175 da Constituição Federal (dever do Estado na prestação direta ou sob concessão de serviços públicos essenciais, garantindo a modicidade tarifária e qualidade).
- Impacto Social: A manutenção do transporte sob gestão pública protege o trabalhador do repasse abusivo de tarifas, garante a fiscalização direta das condições de segurança e preserva o direito constitucional de ir e vir sem panes diárias que prejudicam o emprego do cidadão.
O RIGOR DA LEI: O paulistano de bem não é bobo. O cidadão honesto que paga passagens caras e impostos pesados quer apenas um serviço público que funcione de verdade, com segurança, respeito e pontualidade. Tentar tratar a mobilidade urbana da maior metrópole da América Latina como um balcão de negócios privado, onde o passageiro é espremido em vagões superlotados para que acionistas faturem alto, é um desrespeito intolerável à dignidade humana.
O rigor da lei precisa ser acionado de forma implacável, contra as concessionárias privadas que descumprem contratos e geram apagões crônicos no transporte de trilhos. O sistema ferroviário e de metrô é a artéria vital que move o trabalhador de São Paulo.
Se as empresas privadas não conseguem garantir sequer o funcionamento básico e a segurança das viagens sem colocar vidas em risco, o poder público precisa agir de imediato, aplicando multas severas, rescindindo as concessões ineficientes e retomando o controle do que é do povo.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que a rejeição recorde apontada pelo Datafolha, deve obrigar o governo do estado a interromper de vez todos os planos de privatização do transporte e da Sabesp, ou a iniciativa privada ainda é o caminho certo apesar dos graves problemas enfrentados no dia a dia?
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