Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 7 de maio de 2026
O braço de ferro entre o Edifício Matarazzo e os profissionais que sustentam as escolas da capita,l ganhou capítulos de drama e revolta nesta semana.
Em assembleia lotada, professores, coordenadores e auxiliares técnicos da rede municipal, decidiram pela continuidade e ampliação da greve, após classificarem como “insulto” a proposta de reajuste apresentada pela gestão do prefeito Ricardo Nunes.
A oferta da prefeitura, que prevê um aumento de 3,51% fatiado até o próximo ano, caiu como um balde de água gelada sobre uma categoria que já trabalha no limite do esgotamento.
A Engrenagem do Impasse: O plano do governo municipal é aplicar o índice de forma homeopática: 2% em maio de 2026 e os outros 1,48% apenas em maio de 2027. Para quem está no chão da escola, a conta não fecha.
Os sindicatos argumentam que o valor sequer cobre o buraco deixado pela inflação, o que na prática, significa que o poder de compra de quem ensina continua encolhendo.
Vozes do Pátio: O protesto não é apenas por cifrões. Quem circula pelas unidades escolares da periferia e do centro, relata um cenário de “sobrevivência”.
“Não é só o salário; é a sala com 40 alunos onde não se consegue ensinar, é o colega que se afasta por depressão e a falta de funcionários que faz o diretor virar inspetor de pátio”, desabafa uma professora da Zona Sul, durante ato em frente à Secretaria Municipal de Educação.
Dados Oficiais e o Raio-X da Crise:

- A Proposta: 3,51% de reajuste total (parcelado em 2% em 2026 e 1,48% em 2027).
- A Pauta da Categoria: Reposição inflacionária imediata, aumento real de salário e incorporação de abonos.
- Caos Estrutural: Denúncias de salas superlotadas, falta crônica de agentes escolares e precarização do atendimento à inclusão.
- Saúde Ocupacional: Alto índice de afastamentos por adoecimento mental e sobrecarga de trabalho.
- Mobilização: Atos contínuos na Praça do Patriarca e pressão por novos concursos públicos.
Entre o Orçamento e o Giz: A prefeitura alega limites orçamentários e responsabilidade fiscal, mas para os grevistas, a prioridade do caixa parece estar em qualquer lugar, menos na sala de aula.
A educação de uma metrópole como São Paulo, não pode ser tratada como um gasto a ser cortado, mas como o alicerce que evita o colapso social.
O Alerta que Fica: Quando a escola para, a cidade inteira sente o baque. O prejuízo pedagógico para os alunos é imenso, mas a responsabilidade pelo portão fechado recai sobre quem tem o poder da caneta.
Enquanto o diálogo for substituído por propostas parceladas que ignoram a realidade das prateleiras dos supermercados, o quadro negro continuará vazio.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acha que um reajuste de pouco mais de 3% parcelado em dois anos é digno para quem cuida do futuro dos nossos filhos, ou a prefeitura está economizando no lugar errado enquanto gasta em vitrines eleitorais?
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