Centro Histórico da Cidade de SP.
O Brasil acaba de cravar sua bandeira em um dos rankings mais prestigiados da Organização das Nações Unidas (ONU). A cidade de Maringá, no Paraná, foi oficialmente certificada pelo programa Tree Cities of the World (Cidades Árvores do Mundo), uma iniciativa da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) e da Arbor Day Foundation.
O reconhecimento coloca o município paranaense em um patamar de elite, dividindo espaço com metrópoles globais como Paris, Nova York e Toronto, que são referência em planejamento florestal urbano.
Para receber este selo, Maringá precisou comprovar o cumprimento de cinco padrões essenciais de gestão: estabelecimento de responsabilidade, definição de regras claras para o cuidado com as árvores, inventário atualizado do patrimônio arbóreo, alocação de recursos específicos e a celebração anual das conquistas ambientais. Não se trata apenas de “ter árvores”, mas de ter uma ciência de gestão por trás de cada copa.
Manutenção vs. Expansão: O grande desafio de cidades que buscam este nível de arborização é o conflito entre o crescimento do concreto e a preservação das raízes.
O “nó” reside na manutenção: Árvores antigas em áreas urbanas, exigem monitoramento constante para evitar quedas e danos à rede elétrica. Maringá resolveu parte desse dilema, investindo em um plano diretor de arborização, que prevê a substituição gradual de espécies inadequadas por nativas que não comprometam a infraestrutura, provando que o verde pode e deve coexistir com o asfalto.
Dados Oficiais e Impacto Ambiental:
- Cobertura Verde: Maringá possui mais de 150 mil árvores em vias públicas, além de reservas florestais urbanas nativas.
- Diversidade: O plano de manejo prioriza espécies da Mata Atlântica, garantindo corredores ecológicos para a fauna local.
- Benefício Térmico: Estudos indicam que cidades com este nível de arborização, podem ter temperaturas até 5°C menores em relação a áreas densamente urbanizadas.
- Saúde Pública: A presença de áreas verdes está diretamente ligada à redução de doenças respiratórias e à melhoria da saúde mental da população.
“O selo da ONU não é um prêmio de chegada, mas um compromisso de continuidade. Ser uma ‘Tree City’ significa que a cidade entende a árvore como uma infraestrutura vital, tão importante quanto o saneamento ou a iluminação”, afirmam especialistas em urbanismo sustentável.
A cidade como ecossistema: O reconhecimento de Maringá nos ensina que o futuro das grandes capitais não é cinza, mas verde. Quando uma cidade brasileira alcança o mesmo patamar de Paris em gestão ambiental, a ciência do planejamento prova que a geografia não é destino, mas sim a vontade política e técnica.
O verde não é um enfeite; é a tecnologia mais eficiente que temos para combater as ilhas de calor e as mudanças climáticas. Menos selva de pedra, mais cidades vivas para todos nós!
Clique aqui para se inscrever no Canal 25NEWS-BRAZIL e no Jornal https://jornal25news.com.br/ e não perca nenhum detalhe!
📺 TV JORNAL25NEWS

















































