Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 18 de julho de 2026.
Você que paga impostos pesados e que, quando adoece, precisa confiar a sua vida ou a saúde de seus filhos ao SUS, sabe que a higiene hospitalar é o limite mínimo entre a cura e a morte. Imagine o pavor de descobrir que, no setor responsável por limpar os bisturis e as pinças de cirurgias de alta complexidade de um dos maiores hospitais de São Paulo, escorpiões vivos estão despencando do teto.
Esse cenário absurdo e revoltante veio à tona no tradicional Hospital São Paulo, na Zona Sul da capital, expondo uma negligência crônica, que coloca em risco pacientes fragilizados e trabalhadores honestos da saúde.
A ENGRENAGEM DO FATO: A engrenagem desse descaso absurdo foi escancarada pelos próprios profissionais da unidade, administrada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ao longo de uma única semana, pelo menos três escorpiões vivos foram localizados e capturados na Central de Material e Esterilização (CME). Esse é o coração sanitário da unidade, onde todos os equipamentos cirúrgicos devem ser purificados contra infecções. Vídeos gravados por servidores mostram os aracnídeos circulando pelo piso antes de serem isolados em potinhos plásticos improvisados.
A justificativa da direção do hospital tenta minimizar o caos: afirma que os animais foram encontrados em uma sala que se encontra desocupada e interditada para obras estruturais de piso e forro, com conclusão prevista apenas para o fim do ano. No entanto, os servidores afirmam que o perigo não é pontual e vem ocorrendo de forma recorrente desde março. Sem uma ação de contenção definitiva, o pânico de que as pragas cheguem a enfermarias, prontos-socorros e quartos de isolamento, assombra quem trabalha no local sob constante tensão.
VOZES E ANÁLISE: Para especialistas em vigilância sanitária e controle de vetores, a presença de animais peçonhentos em um centro cirúrgico ou de esterilização é uma falha gravíssima e inadmissível. Ambientes hospitalares exigem vedações e rotinas de desinsetização extremamente rigorosas, para evitar que o calor de dutos de fiação e as reformas estruturais, forcem o deslocamento dessas pragas para as áreas limpas.

Juristas e entidades de defesa dos direitos do consumidor de saúde, cobram uma inspeção imediata e pedagógica de órgãos de fiscalização sanitária e do Ministério Público.
Permitir que o pessoal da enfermagem e de suporte cirúrgico atue com o risco iminente de picadas e, pior, sob a ameaça de contaminação cruzada em materiais de corte cirúrgico, é desrespeitar frontalmente a segurança do trabalho e a saúde pública. A contaminação não pode ser tratada como um mero desvio operacional quando há vidas em jogo na mesa cirúrgica.
DADOS OFICIAIS:
- Unidade Sob Alerta: Hospital São Paulo (administrado pela Universidade Federal de São Paulo – Unifesp), um dos maiores polos do SUS e referência em alta complexidade na Zona Sul.
- Infração Reportada: Presença recorrente de escorpiões na Central de Material e Esterilização (CME).
- Plano de Contenção: Interdição parcial da sala atingida e dedetização de emergência realizada em 16 de julho de 2026.
- Impacto Social: Ameaça direta de acidentes com picadas de animais venenosos a centenas de servidores públicos e pacientes de alto risco, além do risco de colapso sanitário na assepsia de instrumentos cirúrgicos.
O RIGOR DA LEI: O paulistano que já sofre com filas intermináveis de exames e consultas, não pode aceitar que um dos hospitais públicos mais renomados da cidade, vire um criadouro de animais peçonhentos.
Tratar a queda de escorpiões do teto de um laboratório de esterilização como um mero “efeito colateral de reforma” é tripudiar sobre a dignidade do paciente. O rigor da lei deve ser aplicado de forma enérgica sobre as chefias e diretores da instituição.
A Prefeitura de São Paulo e os órgãos sanitários estaduais, precisam auditar a fiscalização dessas obras e exigir cronogramas de limpeza transparentes e urgentes. Dinheiro público proveniente do suor do cidadão honesto deve garantir um teto blindado contra pragas e infecções. Não aceitaremos que a desordem invada as salas onde a vida deveria ser salva.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que a diretoria do Hospital São Paulo e a reitoria da universidade, deveriam ser responsabilizadas e multadas imediatamente, por colocarem em risco servidores e pacientes com a falta de controle sanitário, ou a alegação de que o problema está confinado em uma área de reforma já exime a gestão de culpa?
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