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TESTOSTERONA: REPOSIÇÃO PODE MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA, MAS USO SEM DIAGNÓSTICO TRAZ RISCOS
LEITURA RÁPIDA — 1 MINUTO
São Paulo, segunda-feira, 20 de julho de 2026
Centro Histórico da Cidade de SP
Por Redação do Jornal25News – Independente
A testosterona participa da manutenção da libido, da produção de espermatozoides, da massa muscular, da saúde dos ossos e de outras funções importantes do organismo masculino.
Entretanto, cansaço, perda de disposição ou redução do desejo sexual não confirmam, isoladamente, uma deficiência hormonal.
O diagnóstico de hipogonadismo deve considerar a presença de sintomas compatíveis e níveis de testosterona comprovadamente baixos. A dosagem costuma ser realizada pela manhã e repetida em outra ocasião antes do início do tratamento.
A reposição pode ser indicada para homens com deficiência hormonal causada por alterações nos testículos, na hipófise ou no hipotálamo. Não deve ser utilizada indiscriminadamente para rejuvenescimento, ganho de massa muscular, melhora estética ou aumento do desempenho esportivo.
O tratamento exige acompanhamento médico e exames periódicos. Entre os possíveis efeitos estão aumento da pressão arterial, elevação do número de glóbulos vermelhos, acne, crescimento da próstata, redução da produção de espermatozoides e piora da apneia do sono.
LEITURA INTEGRAL
A testosterona é frequentemente associada apenas ao desejo sexual e à força muscular, mas sua atuação no organismo é mais ampla.
Produzido principalmente nos testículos, o hormônio participa da manutenção das características sexuais masculinas, da libido, da produção de espermatozoides, da massa muscular, da densidade óssea e da formação das células do sangue.
Quando o organismo não produz testosterona em quantidade suficiente, o homem pode apresentar uma condição chamada hipogonadismo.
QUAIS SÃO OS SINAIS DE TESTOSTERONA BAIXA?
Os sintomas podem incluir redução do desejo sexual, dificuldade de ereção, diminuição das ereções espontâneas, infertilidade, queda de energia, perda de massa muscular, irritabilidade, dificuldade de concentração e alterações de humor.
Em casos prolongados, também podem ocorrer redução dos pelos corporais, enfraquecimento dos ossos, anemia e diminuição do tamanho dos testículos.
Entretanto, esses sinais não são exclusivos da deficiência de testosterona.
Cansaço, indisposição, alterações sexuais e perda de força também podem estar relacionados ao estresse, à depressão, à obesidade, ao diabetes, à apneia do sono, a doenças crônicas, ao uso de determinados medicamentos e à falta de atividade física.
Por isso, não é seguro iniciar uma reposição apenas com base nos sintomas ou em informações encontradas nas redes sociais.
UM ÚNICO EXAME NÃO CONFIRMA O DIAGNÓSTICO
A testosterona varia ao longo do dia e costuma atingir níveis mais elevados pela manhã.
O diagnóstico deve ser considerado quando o paciente apresenta sintomas compatíveis e exames laboratoriais que demonstrem níveis persistentemente baixos.
A dosagem da testosterona total geralmente é realizada pela manhã e precisa ser repetida para confirmação.
Dependendo do resultado, o médico poderá solicitar exames complementares, como testosterona livre, hormônio luteinizante, hormônio folículo-estimulante e prolactina.
Esses exames ajudam a identificar se o problema está nos testículos ou nas estruturas do cérebro responsáveis pelo controle da produção hormonal.
ENVELHECER NÃO SIGNIFICA PRECISAR DE REPOSIÇÃO
Os níveis de testosterona podem diminuir gradualmente com a idade, mas essa redução natural não significa que todos os homens mais velhos precisem receber o hormônio.
A reposição deve ser avaliada individualmente quando existem sintomas relevantes e níveis comprovadamente baixos em exames repetidos.
O tratamento também não deve ser apresentado como fórmula de rejuvenescimento ou solução automática para cansaço, aumento de peso, perda de disposição ou redução do desempenho físico.
QUANDO A REPOSIÇÃO PODE SER INDICADA?
A reposição pode ser recomendada para homens com hipogonadismo primário, quando os testículos não produzem adequadamente o hormônio, ou secundário, quando existem alterações na hipófise ou no hipotálamo.
Quando corretamente indicada, a terapia pode melhorar a libido, a função sexual, a massa muscular, a força, a densidade óssea, a anemia e a sensação de bem-estar.
Os resultados variam conforme a causa da deficiência e as condições de saúde do paciente.
As apresentações disponíveis incluem injeções, géis, adesivos e outras formulações. A escolha depende do diagnóstico, da idade, das condições clínicas, do custo, da resposta ao tratamento e do desejo de ter filhos.
TESTOSTERONA PODE REDUZIR A FERTILIDADE
Um dos principais alertas é que a testosterona utilizada como medicamento pode reduzir ou interromper a produção natural de espermatozoides.
Homens que pretendem ter filhos não devem iniciar o tratamento sem avaliação especializada.
Em algumas situações, o uso inadequado pode diminuir o volume dos testículos e comprometer temporariamente ou por período prolongado a fertilidade masculina.
QUAIS SÃO OS RISCOS?
A reposição hormonal não é um tratamento livre de efeitos adversos.
Ela pode aumentar o número de glóbulos vermelhos, provocar acne, estimular o crescimento da próstata, reduzir a produção de espermatozoides, elevar a pressão arterial e piorar determinados casos de apneia do sono.
Por isso, o uso do hormônio exige acompanhamento médico e controle periódico por meio de exames.
QUEM PRECISA DE AVALIAÇÃO ESPECIAL?
A terapia pode ser contraindicada ou exigir investigação mais cuidadosa em pacientes com suspeita ou diagnóstico de câncer de próstata ou de mama, hematócrito elevado, apneia obstrutiva grave sem tratamento, insuficiência cardíaca descontrolada, trombose ou histórico recente de infarto ou acidente vascular cerebral.
Antes de iniciar a reposição, o médico poderá avaliar a próstata, solicitar o exame de PSA e investigar fatores cardiovasculares e hematológicos.
Durante o tratamento, são necessários exames periódicos e acompanhamento da resposta clínica.
“CHIP DA BELEZA” NÃO É TRATAMENTO DE ROTINA
A expressão “chip da beleza” é utilizada popularmente para descrever implantes hormonais manipulados que podem conter testosterona ou outros esteroides.
Esses produtos não devem ser utilizados para finalidade estética, ganho de massa muscular ou melhora do desempenho esportivo.
A utilização de implantes hormonais exige indicação clínica, prescrição médica, informação clara sobre os riscos e acompanhamento profissional.
O QUE FAZER DIANTE DOS SINTOMAS?
O primeiro passo é procurar um endocrinologista ou urologista para uma investigação adequada.
A perda de peso em pacientes com obesidade, o tratamento da apneia do sono, o controle do diabetes, a prática de atividade física e a revisão dos medicamentos utilizados podem melhorar algumas situações associadas à redução da testosterona.
A reposição deve ser considerada somente depois da identificação da causa, da confirmação laboratorial e da avaliação dos benefícios e riscos para cada paciente.
Testosterona não é vitamina, suplemento ou atalho para recuperar a juventude.
Trata-se de um hormônio que pode trazer benefícios quando corretamente indicado, mas também provocar danos quando usado sem necessidade ou sem acompanhamento médico.
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