Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 10 de junho de 2026
Você, trabalhador honesto que racha o peito de sol a sol para pagar suas contas e tenta dar uma vida digna para sua família, sabe que a dor de perder um parente querido é um dos momentos mais difíceis da nossa existência. No momento da morte, o mínimo que se espera das instituições públicas e de quem trabalha nelas é respeito, dignidade e humanidade.
Mas a ganância humana cruzou a linha do inimaginável no Instituto Médico Legal (IML) de Santos. Sob a desculpa de cuidar dos mortos, um servidor público que deveria zelar pela integridade dos corpos e pertences das vítimas, usou a frieza do cargo para cometer um crime repugnante: roubar o dinheiro de um homem recém-falecido usando o celular da própria vítima.
Nesta segunda-feira, a Corregedoria da Polícia Civil prendeu preventivamente o atendente de necrotério Daniel Nathan Ribeiro Andrade, de 36 anos, acusado de realizar uma transferência bancária de R$ 7 mil para si mesmo direto do aparelho de um cadáver.
A ENGRENAGEM DO FATO: Para entender a frieza e o desrespeito de quem deveria prestar um serviço solene, a engrenagem desse crime de colarinho público, operava no silêncio e na impunidade do necrotério: A vítima, cujo corpo foi encontrado na Avenida Mário Covas, em Santos, foi encaminhada ao IML para exames de praxe. No entanto, em vez de lacrar e registrar os pertences do falecido de forma ética, Daniel Nathan tomou posse do celular da vítima.
Aproveitando-se de que o homem já estava morto e incapaz de se defender, o servidor conseguiu acessar o aplicativo de banco e transferiu R$ 7.000,00 via Pix direto para sua conta pessoal. Para tentar garantir que o crime ficasse escondido e apagar os rastros do roubo virtual, a engrenagem do mal incluiu a destruição das provas: o funcionário quebrou fisicamente o celular do falecido e apagou as últimas mensagens antes de devolver o aparelho danificado à família.
A farsa só caiu quando a viúva da vítima, em meio à dor do luto, tentava realizar os trâmites burocráticos para encerrar a conta bancária do marido. Ao puxar o extrato, ela tomou um susto: viu um Pix de R$ 7 mil enviado para o nome do atendente do IML após a hora confirmada do óbito. Ela registrou o boletim de ocorrência no 3º Distrito Policial de Santos, acionando a Corregedoria.
VOZES E ANÁLISE: Para as forças policiais, a atitude do servidor mancha a imagem de toda a corporação de forma imperdoável. Em nota oficial, a Polícia Civil repudiou a conduta e prometeu punições rígidas:
“A instituição reforça que não compactua com desvios de conduta e também adotará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis para a demissão do servidor”, informou o comando. Daniel Nathan atuava na função desde 2013, quando passou no concurso público.

Ele, inclusive, tentava uma ascensão profissional dentro do Estado: no ano passado, candidatou-se ao cargo de investigador de polícia e chegou a ser selecionado para a fase de prova oral, demonstrando como criminosos conseguem se camuflar sob o manto do funcionalismo público.
DADOS OFICIAIS:
- Montante do Roubo: R$ 7.000,00 desviados de forma fraudulenta via Pix para a conta do funcionário.
- Base Legal: Prisão preventiva decretada pelos crimes de Peculato (Artigo 312 do Código Penal), Furto qualificado (Artigo 155), Fraude eletrônica (Artigo 154-A) e Destruição de vestígios probatórios (Artigo 347).
- Localização do Crime: Dependências do IML de Santos, com investigação conduzida pela Corregedoria da Polícia Civil no 3º DP.
- Impacto Social: Restituição do valor à família enlutada e purga de servidores desonestos que se aproveitam da dor alheia para faturar ilegalmente.
O RIGOR DA LEI: O povo trabalhador de São Paulo não aceita e não vai tolerar que impostos pesados, pagos com o suor de quem acorda às cinco da manhã, sirvam para bancar salários de servidores públicos que agem como abutres em cima de corpos sem vida.
Roubar um cidadão vivo já é um crime grave; roubar um pai de família morto, sob o teto de um órgão do Estado, é um atentado covarde contra a decência humana.
O rigor da lei precisa ser implacável. Daniel Nathan não deve apenas perder o cargo público de forma definitiva; deve ser obrigado a devolver cada centavo com juros e correção, ter seus bens bloqueados e cumprir a pena máxima prevista atrás das grades de um presídio de segurança máxima.
Se comprovadas as acusações, a punição deve servir de exemplo para que o cidadão de bem volte a confiar nas instituições policiais e de perícia paulistas.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que a vistoria de pertences e bens das vítimas dentro de hospitais, IMLs e delegacias deveria ser gravada de forma obrigatória em áudio e vídeo por câmeras corporais para evitar furtos covardes contra quem não pode mais se defender, ou o rigor punitivo da lei já é barreira suficiente para afastar os maus funcionários do sistema?
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