Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 25 de julho de 2026
Você não imagina até onde vai a perversidade de quem escolhe o caminho do crime. A Justiça paulista deu uma resposta firme a uma das tramas corporativas mais covardes e estarrecedoras registradas na capital: três homens foram condenados pelo Tribunal do Júri pela tentativa de execução de uma ex-analista financeira da Unimed Nacional, alvejada com sete tiros ao lado do marido e do filho de 10 anos, após descobrir um rombo milionário na cooperativa de saúde.
A ENGRENAGEM DO FATO: O crime, que por pouco não destruiu uma família inteira na Vila Ema, Zona Leste de SP, começou a ser desvendado quando a analista financeira identificou transferências fraudulentas de quase R$ 5 milhões para uma empresa de fachada batizada cinicamente de “CGAS Fundo de Investimentos” — nome criado para mimetizar a Companhia de Gás de São Paulo (Comgás).
Ao denunciar a fraude à diretoria, a trabalhadora virou alvo da própria colega de setor, Bruna Perugine Teixeira, apontada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público como a mentora do desvio e a mandante do atentado. Para calar a denunciante, a suspeita e um sócio encomendaram o assassinato simulando um falso incidente de trânsito.
O plano macabro culminou na abordagem do carro da família: Rafael Rosa Silva desembarcou de um veículo e descarregou uma pistola, disparando 11 vezes contra a trabalhadora. Sete tiros atingiram o rosto, braço e mão da vítima. O motorista do carro de fuga, Tiago Ferreira dos Santos, e o proprietário do veículo utilizado na emboscada, Júlio César Benício de Medeiros, também foram julgados e condenados por participação no crime. A despeito do massacre, a trabalhadora e o marido sobreviveram, enquanto o filho saiu fisicamente ileso.
VOZES E ANÁLISE: O caso chocou investigadores pela frieza das ações. Antes de fugir, a acusada Bruna Perugine, chegou a gravar um vídeo com mensagens de carinho simulando preocupação com o “acidente” da colega de trabalho para afastar suspeitas.

Promotores do Ministério Público e delegados, destacaram durante o julgamento que a tentativa de homicídio tratou-se de uma verdadeira “queima de arquivo” planejada no ambiente corporativo para ocultar crimes do colarinho branco.
Enquanto os três executores e intermediários começam a cumprir suas penas na prisão, a dor e as sequelas físicas e emocionais permanecem com a família atingida. A mandante Bruna Perugine Teixeira e o parceiro no esquema de lavagem de dinheiro, Danilo Araújo de Souza, continuam com mandados de prisão abertos e figuram na lista de foragidos da polícia paulista.
DADOS OFICIAIS:
- Réus Condenados: Rafael Rosa Silva (atirador), Tiago Ferreira dos Santos (motorista no atentado) e Júlio César Benício de Medeiros (dono do veículo usado na emboscada).
- Situação da Mandante: Bruna Perugine Teixeira (ex-analista e organizadora do desvio milionário) permanece foragida da Justiça.
- Local e Circunstâncias do Crime: Vila Ema, Zona Leste de São Paulo; 11 disparos efetuados (7 tiros atingiram a vítima no banco de carona).
- Valores Envolvidos no Esqueça: Desvio estimado em quase R$ 5 milhões da operadora Unimed Nacional por meio de empresa fantasma.
- Base Legal: Código Penal (Artigo 121, § 2º, incisos II, IV e VIII c/c Artigo 14, II — Homicídio qualificado tentado por motivo fútil, recurso que impossibilitou a defesa e para assegurar a impunidade de outro crime; e Artigo 171 — Estelionato).
- Impacto Social: Alerta sobre os riscos enfrentados por trabalhadores que denunciam esquemas de corrupção interna e exigência de rigor do aparato policial na captura de mandantes foragidos.
O RIGOR DA LEI: Quem usa da violência armada para tentar calar um trabalhador honesto, que cumpriu o seu dever profissional comete um ato de barbárie que fere o coração da sociedade paulistana.
A condenação do atirador e dos seus comparsas é um passo fundamental para restabelecer a Justiça, mas o ciclo de punição só estará completo com a captura, algema e encarceramento da mandante desse crime sórdido.
A Polícia Civil e as forças de inteligência do Estado de São Paulo, têm a obrigação de localizar Bruna Perugine e seus comparsas onde quer que estejam escondidos. A lei deve pesar com mão de ferro contra quem rouba milhões e encomenda vidas humanas para se safar da cadeia.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que as empresas privadas deveriam ser obrigadas a oferecer proteção policial ou privada imediata, a funcionários que denunciam fraudes financeiras internas, ou a Justiça e o sistema penitenciário é que devem endurecer as penas contra crimes corporativos?
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