🚔 Megaoperação Carbono Oculto: PF cerca a Faria Lima e desmantela esquema bilionário ligado ao PCC
1.400 agentes cumprem 200 mandados em 10 estados; investigações revelam cartel de combustíveis, lavagem de dinheiro e fraudes fiscais
Por Mário Marcovicchio – Jornal25News – Independente
Centro Histórico da Cidade de São Paulo, Quinta-Feira, 28 de Agosto de 2025.

O Brasil amanheceu sob impacto de uma das maiores operações contra o crime organizado da história. Batizada de Carbono Oculto, a ação mobilizou 1.400 agentes da PF, Gaeco, PM, Receita Federal e Estadual em 10 estados, cumprindo 200 mandados de busca e apreensão contra 350 alvos. O objetivo: desarticular o domínio de facções criminosas, em especial o PCC, sobre a cadeia de combustíveis — da produção ao posto de gasolina.
E não parou por aí: a força-tarefa atingiu em cheio a Faria Lima, coração do mercado financeiro brasileiro. Só ali, 42 alvos foram identificados, incluindo fundos, corretoras e empresas em edifícios icônicos da avenida.
🔎 O esquema revelado
Segundo as investigações, o grupo criminoso montou um império:
- BK Bank movimentou R$ 17,7 bilhões em operações suspeitas;
- Receita Federal aponta R$ 1,4 bilhão em sonegação federal;
- Receita Estadual calcula R$ 7,6 bilhões em tributos devidos;
- Justiça bloqueou usinas, distribuidoras, transportadoras, redes de postos, fundos e até padarias.
Os crimes vão de lavagem de dinheiro do tráfico, adulteração de combustíveis, fraude fiscal, cartel e crimes ambientais. A base do esquema passava até pela importação irregular de metanol no Porto de Paranaguá, desviado por caminhões da própria organização para adulterar gasolina e multiplicar lucros.
💣 Faria Lima sob cerco
Na avenida símbolo da elite corporativa, agentes vasculharam escritórios de fundos imobiliários e de investimento. O objetivo: rastrear como o dinheiro sujo do crime foi parar nos cofres da nata do mercado.
Entre os núcleos investigados aparecem nomes pesados como Roberto A. S., Mohamad, ligados a antigas empresas do setor e agora associados ao Grupo Manguinhos, do empresário Ricardo M. Juntos, teriam controlado distribuidoras, usinas e redes de postos, expandindo o domínio do cartel com recursos ilícitos.
🚨 Impactos e reações
A operação expôs uma teia que atinge 10% do PIB nacional, já que o setor de combustíveis movimenta R$ 420 bilhões por ano e gera 1,6 milhão de empregos. Ao se infiltrar nessa cadeia, o crime organizado não só lucrou bilhões, como também lavou fortunas e blindou patrimônio dentro do sistema financeiro.
Especialistas alertam: a ofensiva mostra o quanto o PCC evoluiu para além do tráfico, penetrando setores estratégicos da economia. O caso é visto como divisor de águas no combate ao crime corporativo, onde o bandido veste terno e circula entre lobistas de Brasília e fundos da Faria Lima.
📌 Resumindo: a Carbono Oculto não é só mais uma operação policial. É um raio-x do casamento entre facção criminosa e mercado financeiro — um retrato de como o crime organizado já não vive apenas nas ruas, mas nos andares mais altos dos prédios envidraçados da economia brasileira.
Apoio Institucional:
Ibrachina – Instituto Sociocultural Brasil-China;
APECC – Associação Paulista de Empreendedores;
Shopping Circuito das Compras – O Maior Shopping Popular do Brasil;
Calabria.IT – Oportunidades de Negócios Imobiliários;
Advocacia: Constantino, Gullo e Marcovicchio – Direito Civil, Comercial, Empresarial, Público, Tributário, Criminal e Internacional;
Lit Pro – Tecnologia e Inovação em Comunicação.
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