Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 22 de setembro de 2026
Quando a ganância sem freios atropela as regras da engenharia e a fiscalização do poder público fecha os olhos, quem paga a conta é a família honesta — muitas vezes com o suor de uma vida inteira e, na pior das hipóteses, com o próprio sangue.
Nesta terça-feira (22), a caçada policial aos donos do edifício que colapsou na Rua Tequici, na Penha, completou dez dias sem respostas. Apontados como os principais responsáveis pela tragédia que sepultou seis vidas inocentes, o engenheiro civil Cristiano Salgado Vivaqua e a arquiteta Isis de Freitas Rodrigues Brandão — representante legal da construtora New Home — seguem formalmente foragidos da Justiça, enquanto um rastro de dezenas de golpes milionários contra compradores de imóveis vem à tona por toda a capital.
A ENGRENAGEM DO FATO: A cadeia de irresponsabilidades que culminou no desmoronamento funcionava como um esquema contínuo de desobediência a embargos públicos e exploração da boa-fé de quem buscava moradia. Em 2022, a Prefeitura de São Paulo já havia interditado a obra após detectar falhas graves nas fundações, determinando formalmente que a estrutura existente fosse integralmente demolida antes de qualquer novo alvará.
No entanto, em vez de cumprir a ordem técnica, os responsáveis ignoraram o embargo e continuaram levantando novos andares sobre a mesma base condenada. A farsa ganhou ares administrativos quando uma servidora da Subprefeitura da Penha assinou um laudo atestando a suposta demolição da ruína antiga — vistoria que a própria fiscal admitiu ter feito apenas olhando por fora do canteiro.
Na madrugada do sábado (12), a estrutura abalada não suportou e ruiu como um castelo de cartas sobre a residência vizinha, soterrando uma família inteira: seis pessoas morreram, entre elas uma jovem grávida e uma menina de 7 anos. Paralelamente às mortes, a Polícia Civil descobriu que o casal operava uma fábrica de golpes na praça: quase 20 compradores já procuraram a delegacia relatando pagamentos à vista de valores que ultrapassam centenas de milhares de reais por apartamentos que nunca foram entregues ou que sequer saíram da fundação.
VOZES E ANÁLISE: Para os delegados do 24º Distrito Policial (Ponte Rasa) e da Seccional de Itaquera, a conduta extrapola a negligência e configura homicídio com dolo eventual, além de estelionato e
associação criminosa. As autoridades destacam que os investigados assumiram conscientemente o risco de causar mortes ao manter o canteiro ativo em um prédio com ordem expressa de demolição, agindo com desprezo absoluto pelas vidas ao redor.
A Prefeitura de São Paulo determinou a interdição e paralisação preventiva de 26 empreendimentos imobiliários vinculados ao grupo societário da New Home e das empresas satélites da família, além de afastar a servidora responsável pela vistoria falha por 120 dias.
O pai do engenheiro foragido, Ronaldo dos Santos Vivaqua, apontado como operador de bastidores do grupo, foi preso temporariamente e pleiteia prisão domiciliar. A defesa dos acusados declarou à imprensa que colaborará com o fornecimento de plantas e documentos, alegando que somente as perícias técnicas da Polícia Científica poderão atestar a real causa da queda e sugerindo que intervenções em terrenos vizinhos teriam desestabilizado o solo.
DADOS OFICIAIS:
- Alvos Foragidos: Cristiano Salgado Vivaqua (responsável técnico da obra) e Isis de Freitas Rodrigues Brandão (representante legal da New Home Construtora).
- Local do Desabamento: Rua Tequici, Penha (Zona Leste da capital paulista).
- Vítimas Fatais: 6 mortes confirmadas (incluindo uma mulher gestante e uma criança de 7 anos), além de dois sobreviventes socorridos.
- Golpes Mapeados: Quase 20 vítimas com boletins de ocorrência por venda de imóveis não entregues e retenção fraudulenta de valores.
- Impacto Administrativo: 26 obras do grupo societário embargadas pela Prefeitura de São Paulo e fiscal municipal afastada preventivamente.
- Crimes Apurados: Homicídio qualificado com dolo eventual, estelionato continuado, falsidade ideológica e crime contra as relações de consumo.
O RIGOR DA LEI: O trabalhador não aceita mais que criminosos do setor imobiliário brinquem com a vida alheia como se estivessem num cassino particular. Vender apartamentos fantasmas e construir andares sobre pilares condenados não é “acidente de percurso empresarial”: é crime perverso praticado por quem coloca o lucro fácil acima da integridade de seres humanos.
Quem assume a responsabilidade técnica de um projeto e desrespeita embargos da lei precisa sentir todo o peso da Justiça. Não há espaço para refúgio confortável em condomínios de luxo enquanto famílias enterram seus entes queridos e trabalhadores veem a economia de décadas evaporar na mão de estelionatários.
A Polícia Civil e as forças de segurança pública têm o dever inegociável de localizar, capturar e colocar o casal foragido no banco dos réus. A sociedade exige que a cadeia seja o destino dos culpados e que seus patrimônios sejam bloqueados imediatamente para ressarcir cada família lesada.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que a fiscalização das subprefeituras em São Paulo é negligente demais ao permitir que obras com ordem de demolição continuem operando, ou a impunidade só existe porque os responsáveis por construtoras conseguem fugir antes de responderem pelas mortes que provocam?
Clique aqui para se inscrever no Canal 25NEWS-BRAZIL e no Jornal https://jornal25news.com.br/ e não perca nenhum detalhe!
📺 TV JORNAL25NEWS
























































