🚶♀️ CALÇADAS EM PERIGO: AGORA, ATÉ AS MOTOS TOMARAM O LUGAR DO PEDESTRE
O sofrimento de quem anda a pé em São Paulo ficou ainda pior
📍 Centro Histórico da Cidade de São Paulo,31 de Outubro de 2025
Por Mário Marcovicchio – Jornal25News Independente
🏙️ O ESPAÇO QUE SUMIU

As calçadas de São Paulo, que já eram cheias de buracos, lixo e desníveis, agora enfrentam uma nova ameaça: motos elétricas e bicicletas que invadem o espaço do pedestre.
Em nome da pressa e da “entrega rápida”, muitos motociclistas circulam livremente sobre o passeio público — onde só deveria haver gente caminhando.
O problema é visível em praticamente todos os bairros da capital, do centro histórico à periferia.
Sem fiscalização, sinalização ou penalidade clara, o resultado é o que todo paulistano já sentiu (ou presenciou): atropelamentos em plena calçada, quedas, ferimentos e até internações hospitalares.
🚑 QUEM ANDA A PÉ VIRA PACIENTE
As vítimas são cada vez mais comuns: idosos, mulheres com crianças, trabalhadores e jovens.
Basta um descuido, e o passeio vira pista de corrida.
Esses acidentes acontecem todos os dias, mas raramente entram nas estatísticas oficiais.
A dor é real — mas o Estado não vê.
“Eu estava saindo da padaria quando uma moto passou na calçada e me derrubou.”
— aposentada, 72 anos
“Esses entregadores não respeitam ninguém. A calçada virou pista.”
— trabalhador do Bom Retiro
🚧 O VAZIO DE FISCALIZAÇÃO
A CET e a Prefeitura afirmam que fazem fiscalizações pontuais, mas os agentes são poucos e sobrecarregados.
As câmeras de trânsito seguem voltadas para carros e cruzamentos, enquanto os pedestres — que deveriam ser prioridade — continuam esquecidos.
Os aplicativos de entrega também se omitem: não orientam seus entregadores e tampouco aplicam qualquer tipo de penalidade.
O resultado é o caos.
Quem anda a pé hoje em São Paulo se vê encurralado — entre o lixo e o buraco de um lado, e o ronco do motor do outro.
🌍 EM OUTRAS CIDADES
Em Seul, Copenhague e Madri, as calçadas são território sagrado.
Qualquer moto ou bicicleta que se atreva a invadir o espaço do pedestre é multada e apreendida na hora.
Essas cidades entenderam o óbvio: a calçada é o primeiro direito urbano de qualquer cidadão.
Aqui, em São Paulo, parece que a vida de quem caminha vale menos do que uma entrega atrasada.
⚠️ CONCLUSÃO
São Paulo chegou ao limite.
O que antes era apenas um incômodo virou ameaça direta à integridade física de quem só quer andar com segurança.
Calçadas não são pistas.
Precisam de proteção, vigilância, respeito — e de um poder público que saia do gabinete e volte a pisar o chão da cidade.
Enquanto isso não acontece, o pedestre continua sendo vítima — agora não só dos buracos, mas também dos motores.
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