Atentado contra Miguel Uribe Turbay: Violência política ressurge na Colômbia
A Colômbia reviveu um dos capítulos mais sombrios de sua história política com o atentado contra o senador e pré-candidato à presidência Miguel Uribe Turbay, ocorrido no último sábado (7) durante um evento de campanha em Bogotá. O ataque reacendeu o fantasma dos magnicídios que marcaram o país nas décadas passadas, trazendo preocupações sobre a segurança dos candidatos e a estabilidade democrática.
Centro de SP, 08.06.25
Quem é Miguel Uribe Turbay?

Miguel Uribe Turbay, de 39 anos, é um político conservador e membro do partido Centro Democrático. Ele é neto do ex-presidente Julio César Turbay Ayala (1978-1982) e filho da jornalista Diana Turbay, sequestrada e assassinada em 1991 por narcotraficantes ligados a Pablo Escobar. Formado em Direito pela Universidade dos Andes, Uribe também possui mestrado em Administração Pública pela Universidade Harvard.
Sua trajetória política começou em 2012, como vereador de Bogotá pelo Partido Liberal Colombiano. Em 2016, foi nomeado Secretário de Governo da capital e, em 2019, concorreu à prefeitura de Bogotá, mas não foi eleito. Em 2022, foi eleito senador pelo Centro Democrático, tornando-se um dos principais opositores do presidente Gustavo Petro. No ano passado, anunciou sua pré-candidatura à presidência para as eleições de 2026.
O atentado e as investigações
O ataque ocorreu no bairro Fontibón, em Bogotá, enquanto Uribe discursava para apoiadores. Segundo relatos, um adolescente de 15 anos disparou contra o senador, atingindo-o com três tiros, dois na cabeça e um no joelho. O jovem foi detido no local, e as autoridades investigam os mandantes do crime.
Uribe foi levado em estado crítico para a Fundação Santa Fé de Bogotá, onde passou por um procedimento neurocirúrgico e vascular periférico. O prefeito de Bogotá, Carlos Fernando Galán, afirmou que o senador enfrenta horas críticas de recuperação. O governo colombiano condenou o ataque e mobilizou mais de 100 investigadores para identificar os responsáveis.
Repercussão internacional
O atentado gerou forte reação dentro e fora da Colômbia. O presidente Gustavo Petro expressou solidariedade à família de Uribe e ordenou uma investigação minuciosa. No entanto, sua declaração sobre “cuidar da vida do criminoso” gerou críticas da oposição e dos Estados Unidos, que atribuíram o ataque à “retórica violenta da esquerda”.
O Departamento de Estado dos EUA pediu que Petro “modere seu discurso incendiário”. Além disso, países como Brasil, Chile e Equador condenaram o atentado e expressaram apoio à democracia colombiana. Manifestações ocorreram em Bogotá e outras cidades, com milhares de pessoas pedindo justiça e segurança para os candidatos.
Conclusão
O atentado contra Miguel Uribe Turbay marca um retrocesso na política colombiana, relembrando os períodos de violência que assolaram o país. A investigação segue em andamento, e o futuro da corrida presidencial de 2026 pode ser impactado por esse episódio. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos, enquanto a Colômbia enfrenta um novo desafio para garantir a segurança de seus líderes e a estabilidade democrática.
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