



🚨 Lula veta PL que reduziria penas do 8 de janeiro e reacende embate político
Projeto aprovado no Congresso previa mudança nas condenações por atos antidemocráticos
Centro Histórico da Cidade de São Paulo, Janeiro de 2026
Por Konstantino | Jornal25News – Independente (linguagem teen)
📍 Introdução: por que esse projeto virou uma bomba política
O veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chamado PL da Dosimetria não surgiu do nada. Antes de chegar ao Palácio do Planalto, o projeto percorreu um caminho discreto, porém estratégico, dentro do Congresso Nacional — e agora se tornou um dos temas mais explosivos da política brasileira.
A proposta mexe diretamente em um dos episódios mais graves da história recente do país: os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes.
🧩 A criação do PL da Dosimetria
O Projeto de Lei nº 2.162/2023 foi apresentado com um discurso técnico: “ajustar critérios de dosimetria das penas”, ou seja, a forma como as punições são calculadas.
Na prática, porém, juristas e especialistas passaram a alertar que o texto abria brechas para reduzir penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro. Para críticos, o projeto funcionava como uma anistia indireta, ainda que esse termo nunca tenha sido usado oficialmente.
🏛️ A votação na Câmara dos Deputados
O projeto começou sua tramitação na Câmara dos Deputados.
Mesmo tratando de um tema sensível, o texto avançou sem grande mobilização popular, aprovado por maioria em meio a uma pauta carregada.
Parlamentares favoráveis defenderam a proposta como um gesto de “pacificação nacional”. Já opositores alertaram que o Congresso estava interferindo diretamente em decisões do Judiciário.
🏛️ Passagem pelo Senado Federal
Depois da Câmara, o projeto seguiu para o Senado Federal.
Mesmo com manifestações contrárias de juristas, ministros do STF e setores da sociedade civil, o texto foi aprovado em dezembro, encerrando sua tramitação no Legislativo.
Com isso, o PL ficou pronto para sanção presidencial.
✍️ A decisão de Lula no Planalto
O anúncio do veto aconteceu no Palácio do Planalto, durante um ato simbólico que marcou três anos dos ataques de 8 de janeiro.
Lula foi duro no discurso. Disse que os condenados:
- tiveram amplo direito de defesa
- foram julgados com transparência e imparcialidade
- foram condenados com base em provas, e não em “convicções” ou “PowerPoint fajuto”
O presidente também elogiou o Supremo Tribunal Federal, afirmando que a Corte não cedeu a pressões, não se intimidou e saiu fortalecida.
Ao citar o filósofo George Santayana, Lula resumiu o recado:
“Quem esquece o passado está condenado a repeti-lo.”
🔄 O que acontece agora?
Com o veto integral, o projeto retorna ao Congresso Nacional, que pode:
- aceitar o veto e arquivar o texto
- ou tentar derrubá-lo, caso consiga maioria absoluta em votação conjunta
Ou seja: o jogo político continua aberto.
🧭 O recado por trás do veto
O gesto do presidente deixa clara a posição do governo:
- ❌ sem anistia disfarçada
- ❌ sem revisão política das condenações
- ✔️ defesa da memória democrática
Para aliados, é um freio necessário.
Para críticos, é endurecimento político.
O fato é que o 8 de janeiro segue como uma ferida aberta na política brasileira — e ainda longe de cicatrizar.
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