VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: SAIBA IDENTIFICAR OS SINAIS DE ALERTA E COMO BUSCAR AJUDA EM SÃO PAULO
LEITURA RÁPIDA — 1 MINUTO
CUIDE-SE BEM
São Paulo, quarta-feira, 22 de julho de 2026
Por Redação do Jornal25News – Independente
A violência contra a mulher nem sempre começa com agressões físicas. Em muitos casos, o ciclo da violência se inicia de forma silenciosa, por meio de humilhações, ameaças, controle excessivo, isolamento, perseguição e manipulação emocional.
A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) reconhece cinco formas de violência doméstica e familiar: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Identificar esses sinais precocemente pode ser decisivo para interromper a escalada da violência e preservar a integridade física e emocional da vítima.
No Estado de São Paulo, mulheres em situação de violência contam com uma ampla rede de proteção, que inclui Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), registro eletrônico de boletins de ocorrência, o aplicativo SP Mulher Segura, a Cabine Lilás e atendimento emergencial pelo telefone 190.
LEITURA INTEGRAL
Violência vai muito além da agressão física
Especialistas em segurança pública e proteção à mulher alertam que a violência doméstica pode assumir diversas formas e, muitas vezes, permanece invisível por longos períodos.
A legislação brasileira classifica cinco modalidades principais de violência contra a mulher.
Violência física
É qualquer ato que provoque lesão, dor, sofrimento físico ou coloque em risco a integridade corporal da vítima.
Entre os exemplos estão:
- empurrões;
- tapas;
- socos;
- chutes;
- queimaduras;
- estrangulamento;
- uso de armas ou objetos para agredir.
Violência psicológica
É uma das formas mais frequentes e, muitas vezes, a mais difícil de ser identificada.
Pode ocorrer por meio de:
- humilhações constantes;
- ameaças;
- chantagens emocionais;
- manipulação;
- perseguição;
- isolamento da família e dos amigos;
- controle sobre roupas, redes sociais, telefone ou rotina;
- diminuição da autoestima.
Esse tipo de violência costuma provocar ansiedade, depressão, medo constante e perda da autonomia.
Violência sexual
Configura-se quando a mulher é obrigada, coagida ou intimidada a manter qualquer prática sexual contra sua vontade.
Também inclui:
- impedir o uso de métodos contraceptivos;
- obrigar gravidez ou aborto;
- constranger a mulher por meio de intimidação ou violência.
Violência patrimonial
Nem sempre percebida, essa modalidade envolve qualquer ação destinada a controlar ou destruir o patrimônio da vítima.
Entre os exemplos:
- retenção de documentos pessoais;
- destruição de bens;
- controle do dinheiro;
- impedir que a mulher trabalhe;
- apropriação de salário ou patrimônio.
Violência moral
Consiste em ataques à honra e à reputação da mulher.
São exemplos:
- calúnia;
- difamação;
- injúria;
- exposição pública para humilhar;
- divulgação de informações falsas.
As violências silenciosas
Especialistas alertam que muitas mulheres convivem diariamente com situações abusivas sem perceber que estão sendo vítimas de violência.
Entre os principais sinais estão:
- controle excessivo disfarçado de cuidado;
- fiscalização constante do celular e das redes sociais;
- proibição de amizades;
- críticas permanentes;
- ridicularização das opiniões;
- chantagens emocionais;
- culpa constante imposta pelo agressor;
- controle financeiro;
- uso de fotos, vídeos ou mensagens íntimas como forma de ameaça.
Esses comportamentos podem representar o início de um ciclo que tende a se tornar cada vez mais grave.
Como denunciar em São Paulo
O Governo do Estado de São Paulo disponibiliza diversos canais de atendimento às vítimas.
Entre eles estão:
- 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) distribuídas pelo Estado;
- Delegacia Eletrônica para registro de boletins de ocorrência;
- aplicativo SP Mulher Segura;
- Polícia Militar pelo telefone 190, em situações de emergência.
Aplicativo SP Mulher Segura amplia proteção
O aplicativo SP Mulher Segura reúne diversos serviços de proteção em um único ambiente digital.
Entre as funcionalidades estão:
- registro de boletim de ocorrência;
- solicitação de medida protetiva;
- localização das Delegacias de Defesa da Mulher;
- mapa da rede de atendimento;
- cadastro de pessoa de confiança;
- botão do pânico para mulheres com medida protetiva vigente, permitindo comunicação imediata com a Polícia Militar em caso de risco.
Cabine Lilás oferece acolhimento especializado
Outro importante serviço disponível no Estado é a Cabine Lilás, estrutura instalada junto ao Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM).
Quando uma mulher liga para o 190, policiais treinadas realizam o atendimento especializado, avaliam o grau de risco e orientam sobre medidas de proteção.
Caso a violência esteja ocorrendo naquele momento, equipes policiais são imediatamente deslocadas ao local para garantir a segurança da vítima.
Romper o silêncio pode salvar vidas
Especialistas reforçam que a violência doméstica costuma aumentar de intensidade quando não é interrompida.
Reconhecer os primeiros sinais, buscar apoio da família, amigos, serviços especializados e registrar a ocorrência são medidas fundamentais para quebrar o ciclo da violência.
Nenhuma forma de abuso deve ser considerada normal.
CUIDE-SE BEM
Se você ou alguma mulher que conhece estiver em situação de violência, procure ajuda imediatamente. Em caso de emergência, ligue 190. Também é possível registrar ocorrência pela Delegacia Eletrônica ou utilizar o aplicativo SP Mulher Segura, que reúne serviços de proteção e acolhimento às vítimas.
APOIO INSTITUCIONAL
- Ibrachina – Instituto Sociocultural Brasil-China
- APECC – Associação Paulista de Empreendedores do Circuito de Compras
- Shopping Circuito das Compras – O Maior Shopping Popular do Brasil
- Calabria
- Advocacia Marcovicchio
- Lit Digital
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