segunda-feira, 18 outubro, 2021

Ecoturismo da Cantareira: Prefeitura quer atrair investimentos para Zona Norte

Prefeitura quer atrair investimentos para Zona Norte com polo de ecoturismo da Cantareira

Documento traz diversas ações para promoção do turismo na região que abriga uma das maiores florestas urbanas do mundo

“A cada dia a cidade de São Paulo melhora mais a sua política ambiental, principalmente com relação aos polos de ecoturismo. Hoje temos 48,13% de áreas com cobertura vegetal e nosso grande desafio é não deixar que esse índice seja reduzido, ao contrário, que possamos avançar e chegar a 50%. Por isso, que ações como essa, de incentivo e preservação do meio ambiente e ao ecoturismo são necessárias”, destacou o prefeito Ricardo Nunes.

Entre as estratégias de desenvolvimento detalhadas no Plano estão: criação de uma instância de governança e articulação de ações com cidades vizinhas, como Mairiporã, que se conectam por meio da Serra da Cantareira, além de melhorar as condições de acesso e mobilidade, infraestrutura e preservação da memória histórica e cultural da região.

“Quando aprovamos a lei do Polo de Ecoturismo da Cantareira já começamos a trabalhar no desenvolvimento do enorme potencial da região para gerar emprego e renda no setor de turismo e promover junto aos paulistanos e turistas esta área verde tão significativa para a nossa cidade. Com o lançamento de hoje, damos um passo importante no nosso objetivo de transformar a Cantareira num dos grandes pontos de visitação da capital”, explica a secretária de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, Aline Cardoso.

No perímetro do Polo de Ecoturismo da Cantareira estão inseridos dois parques estaduais: Cantareira e Alberto Löfgren, o Horto Florestal, que possuem mata atlântica nativa, áreas de lazer, esporte, gastronomia, além de um grande manancial, que produz água para o abastecimento da região metropolitana de São Paulo.

“Estamos fazendo um trabalho que não é para hoje, mas para duas, três, quatro décadas de preservação. Esse é o trabalho inteligente, sustentável e que eterniza”, disse o prefeito de Mairiporã, Walid Hamid.

O material começou a ser elaborado entre os meses de outubro e dezembro de 2020. A partir da coleta de dados e análise, a publicação propõe estratégias e ações que devem direcionar as políticas públicas e investimentos para ampliar o acesso às atividades realizadas no Polo, aos espaços de lazer, alimentação, investimentos e hospedagem do perímetro, além da estruturação de serviços turísticos.

“Temos uma preocupação muito grande com essa questão e São Paulo vem fazendo um trabalho muito importante. Já entregamos o Parque Paraisópolis com 26 mil metros quadrados de área verde e estamos na iminência de entregar o Parque Augusta, com mais 70 mil metros de área verde para a cidade”, lembrou o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo de Castro.

Uma das principais necessidades identificadas é a capacitação relacionada à hospitalidade para formação de mão de obra qualificada local. Com o apoio da Agência São Paulo de Desenvolvimento – Ade Sampa, uma das prioridades do Plano é promover programas de capacitação de monitores e guias de turismo para a condução de grupos para dentro do Parque Estadual da Cantareira.

O secretário estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, destacou a importância do ecoturismo para a geração de empregos e preservação da natureza. “Estimular o ecoturismo é fazer com que as pessoas vivam o meio ambiente e, por esta vivência, tragam emprego, desenvolvimento e o verdadeiro sentido da qualidade de vida. Só teremos qualidade de vida se preservarmos o ar que respiramos, a água que bebemos e a terra de onde tiramos os nossos alimentos. Por isso, o ecoturismo é fundamental. Louvo esta atitude da Prefeitura de São Paulo”, disse Penido.

Os atrativos do Polo são utilizados por moradores da Zona Norte, seguido por habitantes de municípios vizinhos, o que mostra um enorme potencial a ser desenvolvido alcançando todas as regiões da cidade.

Assista ao lançamento do plano

 

 

Governança compartilhada
Um dos principais desafios para implantar produtos turísticos para a região era a ausência de uma governança estruturada. Este cenário começa a mudar com a organização de uma comissão, que será uma instância com ampla representação dos principais setores econômicos.

A comissão terá representantes do Governo do Estado de São Paulo, Secretarias Municipais, Subprefeituras, membros da sociedade civil e empresários que tenham interesse de fomentar e desenvolver o turismo na região.

 

Polo da Cantareira
O Polo da Cantareira é uma das maiores florestas urbanas do mundo, com 7.910 hectares. A região que engloba trechos inseridos nas subprefeituras do Jaçanã/Tremembé; Santana/Tucuruvi; Casa Verde/Cachoeirinha; Freguesia do Ó/Brasilândia; Pirituba/Jaraguá e Perus concentra uma população de mais de 2 milhões de pessoas.

Cerca de 60% dos brasileiros nunca visitaram um parque natural, segundo a S.O.S Mata Atlântica, o que indica um grande potencial para o Polo da Cantareira, assim como outras opções de ecoturismo na cidade de São Paulo.

Durante a pesquisa de campo realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, foram identificados os atrativos, recursos e serviços turísticos da região. Entre os principais estão o Clube de Campo Cantareira, Núcleo Engordador, Sítio Morrinhos, seis atrativos naturais: Parque Estadual da Cantareira – Núcleo Pedra Grande, Parque Estadual Alberto Löfgren – Horto Florestal, Parque Estadual do Jaraguá, represa, museus, restaurantes, quadras de escolas de samba, além de 73 espaços de hospedagem e alimentação.

Saiba mais sobre o Polo em: https://www.polodacantareira.com/index.php

 

Ecoturismo em São Paulo
A cidade de São Paulo é o maior mercado consumidor do Brasil e também o maior emissor de turistas, mas também sofreu os impactos da pandemia da Covid-19. No contexto nacional, é o principal destino turístico, com uma demanda estimada em 16,2 milhões de turistas em 2019 (Fipe), gerando uma receita de aproximadamente R$ 14 bilhões.

Quando comparada a outros destinos nacionais, é a primeira cidade na busca por turismo de negócios, eventos e convenções, segundo a pesquisa de Demanda Turística Internacional 2014-2018, do Ministério do Turismo, e a quinta no segmento de lazer. Este perfil de turista que vem à cidade contará com o ecoturismo como atrativo para estender sua estadia.

O ecoturismo pode ser um ponto de apoio para a retomada do setor, pois já era a modalidade que mais se destacava antes mesmo da pandemia. Até 2019, a média do crescimento mundial do turismo nos dez anos anteriores foi de 5%, enquanto o turismo de natureza, modalidade do turismo de lazer com a realização de atividades em áreas verdes, cresceu de 15% a 25% ao ano, segundo a OMT, respondendo por 25% do mercado turístico mundial.

O fomento ao ecoturismo nos Polos de Ecoturismo de Parelheiros/Marsilac/Ilha do Bororé e da Cantareira é um objetivo previsto no Platum – Plano de Turismo Municipal, elaborado por meio de consulta pública em 2019.

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