A deputada estadual Carla Morando (PSDB-SP) solicitou o afastamento de uma defensora pública que questionou o uso do sistema de reconhecimento facial Smart Sampa durante o Carnaval de São Paulo. A defensora, juntamente com outras colegas, havia encaminhado um ofício à Prefeitura de São Paulo pedindo a suspensão da tecnologia em blocos carnavalescos, argumentando possíveis violações de privacidade e direitos individuais.
Em resposta, Carla Morando manifestou indignação com a posição da Defensoria Pública, afirmando que a utilização do Smart Sampa é fundamental para garantir a segurança dos foliões e da população em geral. A deputada destacou que, desde a implementação do sistema, diversas prisões de foragidos da Justiça foram efetuadas, além da localização de pessoas desaparecidas.
A parlamentar também ressaltou que seu pedido de afastamento da defensora pública visa assegurar que profissionais que, segundo ela, “atuam contra medidas de segurança pública” não interfiram em ações destinadas a proteger os cidadãos. Carla Morando é casada com Orlando Morando, atual secretário municipal de Segurança Urbana na gestão de Ricardo Nunes e entusiasta do Smart Sampa.
A Defensoria Pública, por sua vez, argumenta que o uso de tecnologias de reconhecimento facial em eventos públicos pode ser discriminatório e carece de regulamentação adequada, podendo resultar em abordagens equivocadas e constrangimentos indevidos aos participantes. O órgão solicita maior transparência e critérios claros para a utilização dessas tecnologias.
A Prefeitura de São Paulo informou que pretende manter o uso do Smart Sampa durante o Carnaval, enfatizando os benefícios da tecnologia na prevenção e combate ao crime. A administração municipal afirmou que a segurança dos cidadãos é prioridade e que o sistema contribui significativamente para esse objetivo.
O debate sobre o uso de reconhecimento facial em eventos públicos levanta questões sobre a eficácia da tecnologia na segurança pública e os possíveis impactos na privacidade e nos direitos civis dos indivíduos. Especialistas apontam a necessidade de um equilíbrio entre a implementação de medidas de segurança e a garantia das liberdades individuais.
Até o momento, não há informações sobre possíveis desdobramentos em relação ao pedido de afastamento da defensora pública ou alterações na utilização do Smart Sampa durante o período carnavalesco.


















































