Máfia dos flanelinhas toma conta da região da 25 de Março e entorno do Mercadão
Comércio sob pressão: consumidores, lojistas e moradores relatam extorsão, ameaças e conluio com fiscais
Centro de SP 18.06.25

Diariamente, à Rua Florêncio de Abreu (altura 598), Rua 25 de Março, Rua da Cantareira, Rua Paula Souza e os arredores do Mercado Municipal e Parque Dom Pedro II, os lojistas, compradores, comerciantes, turistas, sofrem com uma “máfia” de flanelinhas que exerce cobrança abusiva, intimida motoristas e manipula vagas públicas.
💰 Cobrança e tentativas de intimidação
•Os valores exigidos variam de R$ 20 a R$ 50, segundo denúncias de comerciantes e compradores habituais.
•Alguns flanelinhas colocam fitas sobre as placas, ocultando numeração, para impedir que fiscais identifiquem o carro.
•Quem se recusa a pagar relata ter o carro riscado, pneus furados e receber ameaças verbais.
👥 Vozes da região
Moradores, lojistas e frequentadores — identificados como Francisco, Marcelo, Adriana, Rosinha, Jacimar,Yousef e Pedro — denunciam que:
“Todos os dias os flanelinhas atuam na rua Florêncio de Abreu, 25 de Março, rua da Cantareira, entorno do Mercadão e Parque Dom Pedro II.”
“Cobram entre R$ 20,00 a R$ 50,00. Alguns colocam fita na placa para tapar o número.”
“Se não pagar, riscam o carro ou furam o pneu, além de ameaças.”
“Os fiscais sabem, a polícia sabe, mas não fazem nada.”
“Algumas operações da polícia são pontuais. Depois os flanelinhas voltam com mais apetite e mais violência.”
Um dos flanelinhas confessou: “O preço é caro porque tem que dar parte para os fiscais da prefeitura.”
🔍 Falhas na fiscalização enfraquecem o combate
Embora exista legislação que enquadra como crime de extorsão o uso de ameaça ou violência para cobranças em via pública, denúncias apontam que ninguém é punido de forma eficaz.
Quando ocorrem operações pontuais — como blitzes no entorno do Mercadão   — os flanelinhas simplesmente retornam com mais controle e ostentação.
Em outras cidades, casos semelhantes resultaram em inquéritos e prisões , mas, em São Paulo, comerciantes e usuários continuam vulneráveis.
🛠 Caminhos para enfrentar o problema
1.Ações conjuntas e contínuas entre SPTrans, Guarda Civil Municipal e Polícia Civil.
2.Fiscalização ininterrupta e punições efetivas, com processo judicial para extorsão, formação de quadrilha e dano ao patrimônio.
3.Adoção de tecnologia como câmeras e aplicativos de denúncia com resposta em tempo real.
4.Campanhas públicas e alertas, informando que a cobrança é ilegal e que carros não serão protegidos por flanelinhas.
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