Sob pressão e aplausos: como foi a estreia de Virginia como rainha de bateria da Grande Rio
Entre críticas, emoção e até dor com a fantasia, influenciadora marcou presença na Sapucaí e respondeu aos que duvidaram
Centro Histórico da Cidade de São Paulo, quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Por Arianne Marcovicchio | Jornal25News – Independente

A estreia de Virginia Fonseca como rainha de bateria da Acadêmicos do Grande Rio foi marcada por intensidade do início ao fim. Sob os holofotes da Marquês de Sapucaí, ela enfrentou não apenas o desafio de comandar a bateria “Invocada”, mas também a pressão de críticas e desconfianças que surgiram desde o anúncio de seu nome.
A apresentação na avenida
Quando a bateria entrou na avenida, Virginia apareceu com um sorriso largo e muita energia. À frente dos ritmistas, mostrou disposição, manteve o samba no pé durante praticamente todo o percurso e interagiu com o público nas arquibancadas. A cada paradinha da bateria, buscava sincronizar os movimentos com os mestres e respondia com carisma às coreografias ensaiadas.

Apesar da responsabilidade, a influenciadora demonstrou segurança e tentou manter conexão constante com a comunidade de Duque de Caxias, acenando para integrantes da escola e demonstrando respeito ao pavilhão tricolor.
A fantasia que machucou
Nos bastidores, porém, nem tudo foi glamour. Após o desfile, Virginia relatou que a fantasia — repleta de pedrarias e estruturas metálicas — acabou machucando partes do corpo. Segundo ela, o peso e o atrito da roupa provocaram arranhões e desconforto durante o percurso na Sapucaí.
Mesmo com dor, decidiu seguir até o fim sem demonstrar fragilidade na avenida. Em declarações posteriores, afirmou que já sabia que não seria fácil e que o posto exige resistência física, reforçando que estava preparada para “aguentar firme” pela escola.
As críticas e as dúvidas
Desde que foi anunciada como rainha, Virginia enfrentou questionamentos nas redes sociais. Parte dos críticos argumentava que o cargo deveria ser ocupado por alguém com trajetória mais longa no samba ou ligação histórica com a comunidade. Outros duvidavam de sua capacidade de sustentar o ritmo da bateria ou de manter regularidade nos ensaios.
Durante a preparação, cada ensaio técnico virou termômetro. Vídeos circulavam nas redes analisando seu desempenho, figurino e até sua evolução no samba. A influenciadora chegou a comentar que as críticas a motivaram a se dedicar ainda mais, intensificando treinos e buscando orientação para melhorar postura, resistência e ritmo.
Resposta na avenida

A resposta veio no desfile. Ovacionada por fãs e apoiadores, Virginia atravessou a Sapucaí sob aplausos e flashes. Ao final, emocionada, agradeceu à comunidade e declarou que viver aquele momento foi a realização de um sonho — independentemente das opiniões contrárias.
A estreia, portanto, não foi apenas uma apresentação carnavalesca, mas também um teste de imagem pública. Entre brilho, dor e pressão, Virginia marcou seu nome como rainha de bateria da Grande Rio e mostrou que está disposta a sustentar o posto em meio aos desafios que ele naturalmente traz.
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