Próximo de datas comemorativas, como agora, o consumidor costuma ver um ou mais carros espalhados em corredores de shoppings, geralmente um sinal de que há promoções por ali.
O recado é o seguinte. Quem compra nas lojas do centro comercial tem a chance de concorrer a um automóvel, normalmente o modelo top de linha de uma marca desejada pela clientela.
Mais recentemente, o consumidor deve ter percebido que os veículos não estão somente em corredores, mas também em locais que se misturam com lojas de roupas, calçados, serviços.
Marcas como Volvo, Audi, Hyundai, GWM, Porsche, Jeep estão ocupando espaços de lojas que saíram ou diminuíram de tamanho e não apenas para expor, mas também para vender.
O movimento está sendo muito bem-vindo para as administradoras dos empreendimentos, pois é mais um setor que se soma na busca de atender aos desejos dos consumidores.
SEGUNDO LUGAR EM VENDAS
A Ancar Ivanhoe, uma das maiores gestoras de shoppings no país, sente o interesse cada vez maior de concessionárias de carros em ter lojas em seus empreendimentos.
Recentemente, uma concessionária da BYD, como exemplo, fechou contrato de cinco anos para instalar uma loja de 600 metros quadrados no shopping Nova América, no Rio de Janeiro.
A BYD também estará por um ano no Golden Square Shopping, em São Bernardo do Campo. As marcas Honda e Volvo estão ainda em outros shoppings da Ancar para expor e ou vender.
“Antes, os contatos eram de 30, 60, 90 dias para exposição dos veículos. Hoje, as marcas querem espaços maiores e por mais tempo para comercializar os carros”, afirma Antônio Horácio, diretor da Ancar Ivanhoe, que administra 24 shoppings em todo o país.
Os centros comerciais, diz, já ocupam a segunda posição na venda de carros no Brasil, atrás das lojas de ruas, de acordo com informações que obteve das próprias montadoras.
Nos empreendimentos administrados pela Ancar, diz Horácio, a venda média de carros por shopping que possui concessionárias é da ordem de R$ 2,5 milhões a R$ 5 milhões por mês.
A compra de um carro é uma decisão que envolve a família, afirma ele, e as lojas de carros em shoppings conseguem mostrar os veículos justamente em momentos de prazer.
“Em uma concessionária, o cliente vai com foco em preço. No shopping, as lojas têm mais tempo para mostrar o valor agregado dos veículos, os modelos que são tops de linha, e ainda conseguem trabalhar os aspectos sensoriais dos consumidores”, afirma.
Pesquisas indicam que quem decide se a família vai comprar um carro X ou Y, diz Horácio, geralmente, é a mulher, que, muitas vezes, resiste a ir a uma concessionária até quando a compra do veículo é para ela.
No shopping, ao contrário, diz, a mulher está sempre mais disposta a ir e é exatamente neste momento que as revendas de automóveis entram em ação.
POP-UP DA PORSCHE
Uma concessionária da Porsche inaugura neste mês no shopping Catuaí Maringá, em Maringá (PR), uma loja temporária (pop-up), por um período de sete meses, para expor e vender carros.
A revenda está se preparando para abrir a primeira loja na cidade e decidiu se antecipar com a locação de um espaço no centro comercial para iniciar contatos com potenciais clientes.
“Eles decidiram entrar antes na cidade para aquecer a presença da marca, conhecer e captar clientes”, afirma José Borges de Oliveira Neto, superintendente do shopping.
Fonte: Varejo em dia























































