Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 19 de junho de 2026.
Você já parou para pensar que a solução para impulsionar a economia do nosso estado e gerar milhares de empregos no interior, pode estar justamente naquelas terras abandonadas e cheias de mato que você vê pelas margens das rodovias paulistas? Um levantamento recente da associação Florestar São Paulo, revela que o estado tem potencial para praticamente triplicar sua área de florestas plantadas.
E o melhor de tudo, essa dinheirama pode ser gerada recuperando solos desgastados, sem avançar um único centímetro sobre as nossas matas nativas e áreas de preservação. Enquanto muita gente discute o meio ambiente apenas na teoria, o setor florestal paulista, mostra na prática que é possível gerar riqueza respeitando as regras do jogo, devolvendo vida a solos mortos e transformando São Paulo no maior polo de bioeconomia do país.
A ENGRENAGEM DO PROGRESSO: O esquema para transformar terra seca em dinheiro limpo, funciona através da silvicultura planejada de espécies como o eucalipto e o pinus. Atualmente, o estado conta com um cultivo consolidado, mas o grande trunfo está em um gigante adormecido: são cerca de 2,3 milhões de hectares de pastagens degradadas ou de baixa aptidão agrícola, espalhados pelo território paulista. Em vez de deixar essas áreas sofrendo com a erosão e a desvalorização, a proposta é arrendar e preparar o solo para o plantio industrial.
Essa madeira cultivada serve de matéria-prima para celulose, papel, móveis e até energia limpa. Nos últimos anos, essa atividade registrou um crescimento expressivo de quase 19%, impulsionada pela demanda aquecida e pela alta produtividade das indústrias paulistas. O resultado dessa engrenagem é um ciclo sustentável que atrai investimentos privados pesados para o interior, movimentando o comércio local e gerando arrecadação de impostos, que retornam para a saúde e a educação das nossas cidades.
VOZES DO DESENVOLVIMENTO: O setor já é o terceiro colocado na pauta de exportações do agronegócio de São Paulo, enviando cerca de 3 bilhões de dólares anuais para mercados exigentes como a China e os Estados Unidos. Especialistas apontam que a proximidade com o Porto de Santos e a forte infraestrutura rodoviária paulista, dão ao estado uma vantagem competitiva que nenhum outro lugar do mundo possui.
“O diferencial paulista está na combinação entre alta produtividade, indústria consolidada, excelente logística e mercado consumidor de ponta. Essas condições viabilizam investimentos contínuos, consolidando a posição do estado, como a grande referência nacional em bioeconomia de base florestal”, explica Fernanda Abilio, diretora-executiva da Florestar São Paulo.

A análise do setor deixa claro que o plantio de árvores para fins industriais não é inimigo da natureza; pelo contrário, ele protege as florestas nativas ao abastecer o mercado com madeira legalizada e certificada.
DADOS OFICIAIS:
- Retorno Financeiro: Exportações atuais de aproximadamente US$ 3 bilhões anuais por parte do estado (cerca de 19% do total exportado pelo setor no país).
- Base Técnica: Levantamento da associação Florestar São Paulo apontando 2,3 milhões de hectares de terras degradadas aptas para expansão direta.
- Localização dos Alvos: Interior do estado de São Paulo, utilizando áreas de pastagens fracas e escoando a produção pelo Porto de Santos.
- Impacto Social: Geração de milhares de empregos diretos e indiretos nas lavouras e indústrias, além da recuperação de solos degradados contra erosões e assoreamento de rios.
O RIGOR DA LEI E DO TRABALHO: Deixar terra produtiva abandonada virando poeira é um crime contra o desenvolvimento do nosso estado e contra o sustento das famílias paulistas. O proprietário que racha o bico para pagar impostos e quer trabalhar de forma honesta, precisa receber o incentivo correto para transformar seu solo fraco em floresta produtiva.
A lei existe para dar segurança jurídica, e quem investe bilhões no plantio de árvores merece respeito e desburocratização, não amarras ideológicas que travam o progresso.
O futuro de São Paulo não está no radicalismo, mas no trabalho sério que une preservação e lucro. Produzir madeira de forma sustentável nas terras que a pecuária antiga cansou, é a prova definitiva de que a nossa economia pode crescer forte, verde e imbatível.
Aqueles que preferem ver a terra improdutiva e improfícua por puro capricho burocrático, precisam entender que a conta do atraso não será paga pelo trabalhador.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que o governo de São Paulo deveria criar incentivos fiscais urgentes, para que pequenos e médios produtores rurais, possam transformar suas terras degradadas em florestas plantadas, ou o mercado privado deve continuar investindo sozinho nessa expansão?
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