Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 22 de junho de 2026.
Você desembarca de uma viagem cansativa, quer apenas chegar em casa em segurança, mas acaba virando refém dentro de um carro clandestino. Essa era a dura realidade enfrentada por dezenas de trabalhadores, idosos e turistas no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Nesta semana, a Polícia Civil deu um basta nessa humilhação ao deflagrar a Operação Rapere (que significa “roubar” em latim), desmantelando uma associação criminosa covarde, que usava a fachada do transporte por aplicativo para extorquir e aterrorizar cidadãos de bem.
A ENGRENAGEM DO FATO: O esquema funcionava de maneira ensaiada e cruel nas áreas de desembarque. Os chamados “arrastadores” — golpistas bem-vestidos e simpáticos — abordavam os passageiros, fingindo ser motoristas oficiais ou funcionários de plataformas de transporte. Atraídas por preços que pareciam justos, as vítimas entravam no veículo sem desconfiar que estavam caindo em uma emboscada.
No meio do trajeto para a capital, a armadilha se fechava: o motorista passava a exigir valores absurdos, que chegavam a ser 70 vezes maiores do que o preço real da corrida, cobrando entre 400 e 800 reais na marra. Se a pessoa se recusasse a pagar, era trancada no carro sob ameaças físicas diretas e ouvia que suas malas seriam jogadas na rodovia ou roubadas.
VOZES E ANÁLISE: A ofensiva policial foi montada com base em um trabalho minucioso de inteligência, que cruzou dados de pelo menos 30 boletins de ocorrência registrados por vítimas indignadas, além de imagens de monitoramento do terminal. Policiais civis saíram às ruas para cumprir mandados de prisão temporária e de busca e apreensão na capital e região metropolitana.
Segundo o delegado Luiz Romani, responsável pela investigação, a ação corta o mal pela raiz em uma área estratégica para o estado. As investigações agora miram o rastreamento das contas bancárias, que recebiam as transferências via Pix para as quais as vítimas eram forçadas a enviar o dinheiro sob forte pressão psicológica.

DADOS OFICIAIS:
- Valor/Pena: Prisão temporária decretada para os envolvidos, que respondem pelos crimes de extorsão, associação criminosa e estelionato. As penas somadas podem passar de 15 anos de reclusão.
- Base Legal: Artigo 158 (Extorsão sob grave ameaça) e Artigo 288 (Associação Criminosa) do Código Penal Brasileiro.
- Localização: Golpes aplicados nos terminais de desembarque de Cumbica (Guarulhos), com mandados judiciais cumpridos em Guarulhos e na Zona Leste e Zona Sul da capital (bairros de Itaquera, São Miguel Paulista e Capão Redondo).
- Impacto Social: Limpeza urbana de criminosos disfarçados que manchavam a imagem do turismo paulista, trazendo de volta o direito do trabalhador de transitar sem o medo de ser assaltado por quem finge prestar um serviço de transporte.
O RIGOR DA LEI: O cidadão paulistano não aceita mais ser tratado como alvo de bandido disfarçado de trabalhador. Quem acorda cedo para viajar, trabalhar ou visitar a família merece respeito e proteção total do Estado.
A resposta da Polícia Civil com a Operação Rapere, foi certeira e pesada, mostrando que o maior aeroporto da América Latina não é terra sem lei.
O recado para os “arrastadores” foi dado: a folga acabou e o caminho agora é a cadeia. A ordem pública e a segurança de quem circula por São Paulo são inegociáveis.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que a concessionária que administra o Aeroporto de Guarulhos, deveria ser responsabilizada judicialmente e multada, por permitir que esses falsos motoristas atuem livremente assediando passageiros no saguão de desembarque?
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