Quadrilha abre buracos em paredes, furta R$ 5 milhões em joias e bebe espumante na Oscar Freire
Criminosos atravessaram imóveis vizinhos, neutralizaram equipamentos de segurança e permaneceram horas no local. O crime ocorreu em uma das ruas comerciais mais sofisticadas de São Paulo.
Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 13 de outubro de 2026
Leitura Rápida — 1 Minuto
Uma quadrilha furtou aproximadamente R$ 5 milhões em joias de uma loja na Rua Oscar Freire, na região dos Jardins, em São Paulo, durante o feriado de 12 de outubro.
Os criminosos utilizaram um imóvel vizinho em obras para acessar o estabelecimento, rompendo paredes e atravessando duas lojas de roupas.
Durante a ação, cobriram câmeras de segurança com papel-alumínio, desativaram alarmes e, em um episódio inusitado, teriam consumido espumante encontrado em uma das lojas.
A Polícia Civil investiga o furto qualificado. Até as últimas informações divulgadas, ninguém havia sido preso.
Leitura Integral
Um crime milionário em pleno coração do comércio de luxo
A Rua Oscar Freire, conhecida nacionalmente por suas lojas de grife, joalherias e estabelecimentos de alto padrão, foi cenário de uma ação criminosa que chama a atenção pelo planejamento, pela duração e pelo prejuízo milionário.
O alvo foi uma unidade da joalheria Monica Pondé, localizada em Cerqueira César, nos Jardins.
Segundo as informações divulgadas, a quadrilha iniciou a operação em um imóvel vizinho que estava em obras. A partir dali, os criminosos romperam paredes, atravessaram estabelecimentos comerciais e conseguiram alcançar o interior da joalheria.
Câmeras encobertas e alarmes desativados
A ação não se limitou ao rompimento das paredes.
Os envolvidos também procuraram impedir o funcionamento dos mecanismos de vigilância. Equipamentos de monitoramento foram cobertos com papel-alumínio e sistemas de alarme foram desativados.
Além das joias, produtos das lojas de roupas atravessadas também foram furtados, conforme informações divulgadas sobre a investigação policial.
Espumante durante o furto
Um dos detalhes mais surpreendentes relatados foi o consumo de espumante encontrado no estoque de uma das lojas invadidas.
A permanência dos criminosos no conjunto de imóveis teria durado aproximadamente 18 a 20 horas. A duração exata ainda depende da reconstrução policial dos fatos.
A ação foi descoberta quando funcionários chegaram para abrir o estabelecimento.
Polícia investiga e procura os responsáveis
O caso foi registrado como furto qualificado no 78º Distrito Policial, nos Jardins.
A perícia foi acionada e os investigadores buscam identificar os participantes, reconstruir o percurso utilizado e esclarecer como o grupo conseguiu permanecer tanto tempo nos imóveis.
Até a manhã desta terça-feira, 13 de outubro, não havia informações sobre prisões relacionadas ao caso.
Segurança do comércio volta ao centro do debate
O episódio levanta questionamentos sobre a vulnerabilidade dos estabelecimentos comerciais, inclusive em regiões valorizadas e dotadas de sistemas particulares de segurança.
A utilização de imóveis vizinhos, a destruição de paredes e a neutralização dos alarmes demonstram a complexidade da operação.
O prejuízo financeiro é expressivo, mas o caso também evidencia a necessidade de integração entre comerciantes, empresas de segurança e autoridades policiais para a prevenção de crimes patrimoniais.
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