O setor de pet food no Brasil fechou 2025 com faturamento recorde de R$ 25,4 bilhões (crescimento de 18,7% em relação a 2024), segundo dados consolidados da Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação). A Nestlé Purina, que já detém ~28–30% do mercado nacional, acelera investimentos para consolidar liderança absoluta em 2026–2027, apostando pesado na categoria premium/super premium e na “humanização” dos pets.
Números que explicam o “novo Eldorado”

- Faturamento total 2025: R$ 25,4 bilhões (+18,7% vs. 2024)
- Crescimento por segmento:
- Premium e super premium: +32% (representa 58% do faturamento total)
- Básico/econômico: +4% (perde participação de mercado)
- Petiscos e snacks: +41% (maior salto percentual)
- Ração úmida (latas/sachês): +29%
- Market share aproximado (2025):
- Nestlé Purina: 28–30%
- Mars Petcare (Pedigree, Whiskas, Royal Canin): 22–24%
- PremieRpet: 12–14%
- Total Alimentos (Gran Plus, Golden): 8–10%
- Outros (importados + nacionais menores): ~35%
- Exportação: o Brasil exportou R$ 1,8 bilhão em pet food em 2025 (principalmente para América Latina e Oriente Médio), com crescimento de 42% em relação a 2024.
A estratégia agressiva da Nestlé Purina em 2026

- Investimentos anunciados: R$ 1,2 bilhão entre 2025–2027 (expansão da fábrica de Cafelândia/SP, nova linha em Três Corações/MG e aquisição de startups de nutrição personalizada).
- Foco em “humanização”:
- Linhas “Purina Beyond” e “Pro Plan Veterinary Diets” com ingredientes “human-grade” (frango orgânico, salmão selvagem, quinoa, linhaça, probióticos humanos).
- Personalização via app (análise de raça, idade, peso e exames laboratoriais para fórmula sob medida).
- Campanhas de marketing reforçando pets como “filhos de quatro patas” (slogan global 2026: “Because they’re family”).
- ESG como diferencial competitivo:
- Meta: 100% de embalagens recicláveis ou reutilizáveis até 2028.
- Compromisso de redução de 50% nas emissões de escopo 3 até 2030 (principalmente cadeia de fornecedores de carne).
- Parcerias com ONGs de proteção animal (AMPARA, Instituto Luisa Mell) para imagem positiva.
Desafios e críticas
- Preço premium: rações super premium da Purina chegam a R$ 45–65/kg, inacessíveis para a maioria das famílias brasileiras (média nacional de gasto mensal com pet food: R$ 120–180).
- Concentração de mercado: preocupação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) com possível abuso de posição dominante da Nestlé Purina e Mars.
- Bem-estar animal: ONGs criticam a origem de proteínas em algumas linhas econômicas e pedem transparência na cadeia de suprimentos.
O setor de pet food brasileiro não é mais um nicho — é um dos segmentos que mais crescem no varejo nacional, superando até cosméticos e bebidas alcoólicas em alguns meses. A Nestlé Purina lidera essa corrida investindo bilhões para transformar pets em “consumidores premium” com necessidades nutricionais personalizadas, enquanto o ESG vira ferramenta de marketing obrigatório.
O Jornal 25News acompanhará os próximos investimentos da Purina no Brasil e o avanço das discussões no Cade. Porque, quando o pet vira centro de decisões de compra da família, o que antes era ração vira “nutrição premium”, e o que era despesa vira investimento emocional. Em 2026, o mercado de pets não vende comida — vende a ilusão de que o amor pelo animal pode ser comprado no pacote certo. E isso está valendo R$ 25 bilhões por ano.
Apoio Institucional
Ibrachina – Instituto Sociocultural Brasil-China
APECC – Associação Paulista de Empreendedores
Shopping Circuito das Compras – O Maior Shopping Popular do Brasil
Calabria – Oportunidades de Negócios
Advocacia Marcovicchio
Lit Pró Digital
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