Uma pesquisa alarmante do Hospital Sírio-Libanês, publicada no Journal of the American Medical Directors Association (JAMDA), revelou que mais de 70% dos pacientes com mais de 60 anos internados utilizavam pelo menos um Medicamento Potencialmente Inapropriado (MPI). Esses medicamentos, apesar de comuns, podem ter efeitos devastadores na saúde dos idosos, aumentando o risco de quedas, confusão mental, internações prolongadas e até morte.
O perigo mora nos detalhes:
Omeprazol, frequentemente usado para problemas gastrointestinais, pode aumentar o risco de problemas cognitivos e atrapalhar a absorção de vitamina B12.
Medicamentos venosos tendem a ser mais prejudiciais do que comprimidos para idosos.
O estado geral do paciente influencia diretamente no risco: quanto mais debilitado, maior o perigo.
Quem são os culpados?
O estudo aponta que médicos não especializados em geriatria podem estar minimizando os riscos e resistindo à troca de medicamentos. A maioria das prescrições de MPIs ocorreu em prontos-socorros, onde atuam médicos plantonistas, que muitas vezes se baseiam no uso contínuo do medicamento pelo paciente, ignorando os potenciais perigos.
A inteligência artificial como aliada:
Uma inteligência artificial foi utilizada para analisar quase 15 mil internações no Sírio-Libanês, alertando os médicos sobre a prescrição de MPIs e a necessidade de revisão dos prontuários.
Ação urgente é necessária:
É crucial que médicos de todas as especialidades estejam atentos aos riscos dos medicamentos para idosos, buscando alternativas mais seguras e personalizadas. A equipe de farmácia também tem papel fundamental na fiscalização e orientação sobre o uso correto dos medicamentos.
















































