Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 11 de junho de 2026
Se você já precisou pegar o carro para viajar com a família, fazer entregas a trabalho ou simplesmente se deslocar pelo interior paulista, sabe o drama de pagar tarifas caras de pedágio e receber, em troca, uma verdadeira pista de obstáculos.
O pesadelo vivido diariamente por milhares de motoristas na rodovia BR-153 acaba de virar caso de Justiça Federal. O Ministério Público Federal (MPF), protocolou uma ação civil pública urgente para obrigar a concessionária Triunfo Transbrasiliana, a consertar de uma vez por todas o asfalto destruído no norte do estado.
A ação judicial não poupa ninguém: mira a concessionária, a sua controladora (Triunfo Participações e Investimentos) e a própria Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), acusada de ser frouxa na fiscalização e deixar o asfalto derreter diante dos olhos dos motoristas.
A ENGRENAGEM DO FATO: O trecho de 136 quilômetros que liga as cidades de Icém e Ubarana está em completo estado de abandono. Quem passa pelo local encara o que os peritos do MPF chamam de “pista de sabão”: asfalto sem aderência que faz os carros derraparem na pista em dias de chuva.
Os técnicos apontam que impressionantes 65% da extensão fiscalizada, possuem graves irregularidades e 31% do pavimento está classificado como “péssimo ou destruído”. A perícia da fiscalização, identificou rachaduras profundas do tipo “couro de jacaré”, o que indica que a base da pista está totalmente fadigada.
Enquanto os buracos se multiplicam, a saúde financeira da concessionária vai muito bem, cobrando pedágio caro de quem precisa passar pela via. A empresa agiu com tamanho desrespeito, que chegou a ignorar alertas extrajudiciais do MPF em dezembro de 2025, preferindo manter as remendas precárias do tipo “tapa-buraco” com material de baixíssima qualidade.
VOZES E ANÁLISE: Para o Ministério Público Federal, a situação ultrapassou qualquer limite aceitável de tolerância. O descaso na BR-153 cobra um preço muito mais alto do que o valor do pedágio: cobra vidas. Nos últimos 7 anos, foram registradas 56 mortes no trecho paulista, apelidado legitimamente pelas comunidades locais de “Corredor da Morte”.
“A concessionária escolheu fazer intervenções baratas e superficiais, enquanto o asfalto se desintegrava. A agência reguladora, por sua vez, falhou em impedir que a situação chegasse a esse ponto crítico”, aponta o relatório do órgão ministerial.

A ANTT informou que vai se manifestar apenas nos autos do processo. Já a concessionária Triunfo Transbrasiliana, acumula um histórico vergonhoso de mais de 500 autuações aplicadas pela fiscalização, que somam o valor astronômico de R$ 1,1 bilhão em multas por não cumprir o contrato e oferecer um serviço perigoso ao cidadão.
DADOS OFICIAIS:
- Acúmulo de Multas: Mais de 500 autuações da ANTT contra a concessionária, totalizando R$ 1,1 bilhão em punições financeiras.
- Base Legal: Ação Civil Pública (Processo nº 5003504-11.2026.4.03.6106) com base no dever de prestação de serviço adequado e seguro.
- Localização: Trecho paulista da rodovia BR-153, entre Icém (km 0) e Ubarana (km 136).
- Impacto Social: O asfalto de péssima qualidade colocou em risco milhares de vidas e resultou em 56 mortes no trecho nos últimos sete anos, afetando diretamente a segurança do motorista paulistano.
O RIGOR DA LEI: O motorista paulista já paga impostos absurdos sobre o veículo e ainda precisa tirar dinheiro do suado orçamento do mês. para pagar pedágios caros nas praças de cobrança. Ver esse dinheiro sumir no ralo enquanto famílias perdem a vida no chamado “Corredor da Morte” é uma afronta à moralidade pública.
Se uma empresa privada vence a concorrência para administrar uma estrada federal, o mínimo que se espera é que ela garanta um asfalto digno e seguro. O MPF deu um prazo de 180, dias para que a Triunfo apresente e execute um plano de reconstrução real do trecho.
A Justiça precisa agir com punho de ferro: ou a concessionária reconstrói a rodovia de verdade ou o contrato deve ser rasgado e a concessão cassada imediatamente. O lucro de empresários não pode valer mais do que a vida do trabalhador que racha o asfalto todo dia.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que as empresas concessionárias que acumulam multas bilionárias e descumprem contratos de manutenção de rodovias, deveriam perder a concessão imediatamente, sem direito a qualquer indenização do governo?
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