Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 12 de junho de 2026.
Se você tem filhos em idade escolar ou se treme de medo só de imaginar receber uma ligação no meio do expediente, dizendo que a escola do seu pequeno está cercada por tiroteios e bombas de efeito moral, sabe muito bem o tamanho da angústia que tomou conta da Zona Sul de São Paulo nesta semana.
A pacata rotina de quem acorda cedo para trabalhar, foi brutalmente interrompida na maior comunidade da capital. Após um policial militar ser covardemente baleado no vizinho bairro do Morumbi, as imediações de Paraisópolis se transformaram em uma praça de guerra.
A reação legítima das forças de segurança para restabelecer a ordem cercou a comunidade com centenas de agentes, mas a forte resistência do crime organizado acabou trancando as portas do comércio e, o que é mais grave, roubando o direito à educação de milhares de crianças e adolescentes.
A ENGRENAGEM DO FATO: A escalada da violência começou no último domingo, quando um policial militar foi baleado ao tentar intervir em um assalto no Morumbi, no entorno da comunidade. Os bandidos fugiram levando a arma do agente. Embora um jovem de 21 anos, tenha sido capturado pouco depois pela Guarda Civil Metropolitana (GCM), o clima de hostilidade na região só piorou, desencadeando um forte cerco policial nas entradas e saídas de Paraisópolis.
Entre a noite de terça-feira e a madrugada de quarta, a tensão atingiu o ápice. Policiais da Força Tática do 16º Batalhão Metropolitano, realizavam patrulhamento contra o crime organizado em um ponto de venda de drogas conhecido, quando foram recebidos a tiros de fuzil. No violento confronto que se seguiu, um suspeito foi baleado nas pernas, preso em flagrante com uma pistola 9 milímetros e duas mochilas cheias de drogas, e precisou ter a perna esquerda amputada no Hospital Campo Limpo.
A reação criminosa ao cerco foi feroz. Bandidos atacaram viaturas com pedras e rojões, e dois criminosos em uma motocicleta abriram fogo contra a polícia. Os disparos erraram o alvo oficial e perfuraram a lateral de um ônibus de passageiros na Avenida Hebe Camargo, espalhando pânico entre os trabalhadores que voltavam para casa.
Para piorar, a Polícia Civil localizou uma “casa bomba” na comunidade, apreendendo cerca de 50 quilos de entorpecentes que abasteciam o crime na região.
VOZES E ANÁLISE: Para quem estuda ou ensina, o clima é de terror. O desespero de alunos e professores da Etec. Abdias do Nascimento, viralizou nas redes sociais em vídeos que mostram estudantes abaixados, amontoados nos cantos das salas de aula, temendo que balas perdidas atravessassem as janelas, após relatos de que criminosos em fuga tentaram invadir as imediações da instituição.
“Prezados alunos, pais e responsáveis. Informamos que hoje não haverá aula nos períodos da tarde e da noite”, dizia o comunicado de emergência emitido pela direção da Etec Abdias do Nascimento. A poucos metros dali, a EMEF Perimetral, também suspendeu completamente as aulas “como medida de precaução”, conforme confirmado pela Secretaria Municipal de Educação.
Na esfera de segurança, as autoridades defendem a firmeza da ação estatal. “Houve confronto, diversos disparos foram efetuados contra as equipes policiais.

Nossa missão é sufocar as rotas do tráfico e asfixiar financeiramente essas facções que acham que podem ditar as regras em São Paulo”, explica o tenente-coronel Ives Minosso, responsável por coordenar as operações na área.
DADOS OFICIAIS:
- Sufocamento do Tráfico: Apreensão de mais de 50 quilos de drogas diversas em uma “casa bomba” desabitada utilizada pelo crime organizado em Paraisópolis.
- Impacto na Educação: Suspensão total das aulas nos períodos da tarde e da noite na EMEF Perimetral e na Etec Abdias do Nascimento, afetando a rotina de milhares de estudantes.
- Balanço dos Confrontos: Um suspeito baleado e preso sob escolta policial (com amputação de membro confirmada), apreensão de pistola 9mm e ataque a tiros contra ônibus de transporte coletivo.
- Linhas de Investigação: Casos registrados e acompanhados pelo 34º DP (Morumbi) e pelo 89º DP (Portal do Morumbi) para identificar e capturar todos os autores de ataques contra as forças de segurança.
O RIGOR DA LEI: O trabalhador de Paraisópolis, que racha o asfalto todos os dias de sol a sol para ganhar o pão honestamente, não pode continuar sendo tratado como escudo humano por traficantes covardes.
Ver crianças de sete anos de idade e adolescentes de escola técnica sendo obrigados a se deitar no chão frio de salas de aula para não morrerem baleados é o retrato de um abismo moral que São Paulo não pode e não vai aceitar.
O policial que sai de casa para patrulhar as ruas e defender a vida do cidadão de bem, merece o amparo absoluto da lei e do Estado. Não há espaço para relativismo ou discursos frouxos de direitos humanos, quando marginais atiram de fuzil contra policiais e metralham ônibus de trabalhadores em plena via pública.
A lei precisa ser aplicada com punho de ferro e sem recuos. O cerco em Paraisópolis deve continuar até que cada arma seja recolhida, cada quilo de droga seja queimado e cada criminoso que ousa desafiar a autoridade pública, esteja devidamente trancado em uma cela de segurança máxima. O asfalto e a comunidade pertencem ao povo trabalhador, não à tirania das facções.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que as forças de segurança pública de São Paulo, devem manter o cerco por tempo indeterminado nas comunidades até que todos os envolvidos em ataques a policiais sejam capturados, ou o prejuízo à rotina dos moradores honestos e das escolas justifica recuar a operação?
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