Centro Histórico da Cidade de São Paulo, 13 de junho de 2026.
Se você trabalha duro a semana inteira sob o concreto cinza da capital paulista, ou se adora passear com a família no fim de semana em busca de novidades culturais que não pesem no bolso, prepare-se para se encantar.
Um universo fantástico e lúdico de cores e formas orgânicas, acaba de brotar bem no coração de São Paulo, pertinho da Avenida Paulista, provando que a arte contemporânea de alto nível pode — e deve — ser acessível a todo o povo trabalhador.
A exposição imersiva “Natureza Tecida – Somos Um Único Fio”, da consagrada artista gaúcha Sandra Anselmi, abriu as portas na Cidade Matarazzo com entrada totalmente gratuita. Ocupando uma área monumental com esculturas gigantescas de tricô, a mostra é um verdadeiro convite para pausar a correria do cotidiano e respirar em meio à beleza de uma floresta têxtil inteiramente feita à mão.
A ENGRENAGEM DO FATO: A exposição é o resultado de uma impressionante jornada de criação de seis anos, iniciada de forma terapêutica durante o isolamento da pandemia. Sandra Anselmi, que é diretora criativa da tradicional marca de malharia de sua família em Farroupilha (RS), utilizou mais de 1,3 tonelada de resíduos e sobras de fios industriais que seriam descartados para tecer, usando apenas os braços (técnica de tricô de braço), esculturas monumentais de cogumelos que chegam a medir quatro metros de altura.
Ao todo, foram utilizados 40 mil quilômetros de fios — extensão equivalente a uma volta completa ao redor do planeta Terra — para transformar 420 metros quadrados do Mata Lab em uma verdadeira experiência sensorial.
Com a curadoria precisa da renomada jornalista e referência de moda Lilian Pacce, a mostra propõe uma inteligente analogia entre a rede subterrânea de micélios, que conecta os fungos na natureza e as teias invisíveis de afeto, memória e solidariedade que unem os seres humanos em sociedade.
VOZES E ANÁLISE: Para quem visita o local, o trajeto é dividido em cinco salas que estimulam diferentes sensações. O público pode optar por caminhos distintos que começam por um túnel sensorial de tricô escuro, que simula o útero da terra ou diretamente pela entrada principal do laboratório, desembocando na imensa Floresta de Cogumelos. Há ainda a Sala Terra, repleta de pufes macios de tricô e projeções de vídeo, a Sala do Silêncio e a escultura circular central na sala “Somos um Único Fio”.
“Os seres humanos estão interligados por fios invisíveis, conectando elementos como memória e ancestralidade. Construo a minha obra de maneira que as tramas do tricô, propõem uma complexidade distinta: cada fio representa um indivíduo; cada nó, um ponto de encontro de histórias e saberes”, define a artista autodidata Sandra Anselmi.

Para os críticos de arte, o grande mérito da mostra está em transformar resíduos têxteis que iriam poluir o meio ambiente em instalações imersivas de beleza poética única. A curadora Lilian Pacce ressalta que, assim como os cogumelos e seus micélios invisíveis, nós também não sobrevivemos sozinhos, tornando a exposição um poderoso manifesto de coletividade e saúde mental pós-pandemia.
DADOS OFICIAIS:
- Nome da Exposição: “Natureza Tecida – Somos Um Único Fio”, da artista Sandra Anselmi, com curadoria de Lilian Pacce.
- Local e Endereço: Mata Lab (Mata São Paulo, complexo Cidade Matarazzo) — Alameda Rio Claro, 260, Bela Vista, São Paulo (SP).
- Período e Horários: Em cartaz de 10 de junho até 31 de agosto de 2026. Funcionamento de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 12h às 18h.
- Entrada e Acesso: Visitação 100% gratuita para todas as idades, com percursos interativos de livre circulação.
- Grandiosidade em Números: Mais de 1,3 tonelada de fios de tricô reaproveitados, totalizando 40 mil quilômetros de linhas tecidas à mão em esculturas de até 4 metros de altura.
O RIGOR DA LEI: O trabalhador paulistano, que racha a sola do sapato de sol a sol sob uma carga pesada de impostos, e lida com o altíssimo custo de vida da capital, tem o direito sagrado de usufruir de cultura gratuita e de qualidade máxima.
Por muito tempo, grandes exposições imersivas e mostras de arte contemporânea de prestígio internacional, ficaram restritas a ingressos caríssimos e a ambientes elitistas de acesso restrito. Ver um complexo privado de luxo como a Cidade Matarazzo, abrir as portas de seu polo de inovação (Mata Lab) para oferecer uma mostra monumental e gratuita, é um exemplo do papel social que a iniciativa privada deve cumprir na cidade.
O Procon-SP e a Secretaria de Cultura, devem fiscalizar de perto para garantir que nenhuma taxa oculta de conveniência ou “venda casada” de serviços de estacionamento e alimentação, seja imposta de forma abusiva ao cidadão, que quer apenas contemplar as obras com sua família. A arte e o lazer público pertencem ao povo paulistano e devem ser assegurados com dignidade, respeito e transparência.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Você acredita que grandes empreendimentos privados em São Paulo, deveriam ser obrigados por lei a oferecer contrapartidas culturais e exposições gratuitas de alta qualidade para a população em seus espaços, ou a promoção de mostras artísticas gratuitas deve ser uma decisão estritamente voluntária das empresas?
Clique aqui para se inscrever no Canal 25NEWS-BRAZIL e no Jornal https://jornal25news.com.br/ e não perca nenhum detalhe!
📺 TV JORNAL25NEWS

















































