Juventude conectada, mas desinformada politicamente
Pesquisas indicam que jovens brasileiros demonstram interesse por temas sociais, mas têm dificuldade em compreender ideologias políticas e participar ativamente da democracia
Centro Histórico da Cidade de São Paulo, sábado, 24 de janeiro de 2026
Por Arianne Marcovicchio | Jornal25News – Independente

O acesso fácil à informação nunca foi tão grande, mas isso não significa, necessariamente, mais conhecimento. Entre jovens brasileiros, cresce a percepção de que o debate político tem sido marcado pela desinformação, pela repetição de opiniões familiares e pela redução da política a figuras específicas, como Lula e Bolsonaro. Pesquisas recentes confirmam que, apesar do interesse por pautas sociais, muitos jovens ainda não compreendem conceitos políticos básicos nem participam de forma ativa da vida democrática.
Interesse político sem aprofundamento
Levantamentos da Fundação Friedrich Ebert Stiftung (FES Brasil), realizados com jovens entre 15 e 35 anos, mostram que temas como desigualdade social, educação, emprego e direitos sociais despertam atenção da juventude. No entanto, o mesmo estudo aponta que grande parte dos jovens não conhece políticas públicas voltadas à sua própria faixa etária e evita discussões políticas por não se sentir preparada para o debate.
Esse cenário revela um paradoxo: os jovens estão atentos aos problemas do país, mas não dominam os instrumentos políticos necessários para compreender como essas questões são enfrentadas pelo Estado. A política, nesse contexto, passa a ser vista mais como disputa de narrativas do que como espaço de construção coletiva.
Direita e esquerda além da polarização
Parte dessa confusão está relacionada ao entendimento limitado sobre ideologias políticas. De forma resumida, a esquerda defende maior atuação do Estado na redução das desigualdades sociais, com investimento em políticas públicas e direitos sociais. A direita, por sua vez, prioriza menor interferência do Estado na economia, valorizando o mercado, a iniciativa privada e a responsabilidade individual.
Especialistas ressaltam que esses conceitos são amplos e possuem diversas correntes internas, não podendo ser resumidos a nomes específicos. Ainda assim, muitos jovens acabam associando ideologia apenas a figuras políticas populares, o que empobrece o debate e reforça a polarização.
Influência das redes sociais e da família
Outro fator central apontado pelas pesquisas é o papel das redes sociais como principal fonte de informação política entre os jovens. O consumo de conteúdos curtos, muitas vezes opinativos e polarizados, dificulta o aprofundamento e favorece a circulação de desinformação.
Além disso, a influência familiar continua sendo determinante. Em muitos casos, jovens reproduzem posições políticas herdadas dos pais sem questionamento crítico, especialmente quando não há estímulo à educação política nas escolas. Esse ambiente contribui para a formação de opiniões pouco fundamentadas e para o afastamento do debate democrático qualificado.
Baixa participação política além do voto
A falta de engajamento também se reflete na participação prática. Embora o voto seja facultativo a partir dos 16 anos, muitos jovens só buscam o título de eleitor aos 18, quando se torna obrigatório. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que grande parte dos jovens eleitores não participa de debates políticos, grêmios estudantis ou movimentos sociais, limitando sua atuação ao ato de votar.
Esse distanciamento reforça a ideia de que a política é algo distante do cotidiano, quando, na prática, ela influencia diretamente áreas como educação, transporte, trabalho e saúde.
As pesquisas mostram que a desinformação política entre jovens não é um problema isolado, mas um desafio estrutural. Apesar do interesse por temas sociais, a falta de compreensão sobre ideologias, instituições e participação cidadã enfraquece o envolvimento democrático. Especialistas apontam que investir em educação política, pensamento crítico e incentivo à participação desde cedo é fundamental para formar jovens mais conscientes do seu papel na sociedade, não apenas como eleitores obrigatórios, mas como cidadãos ativos.
Política não é só eleição, nem briga entre nomes famosos. Ela decide a escola que você frequenta, o transporte que você usa, o preço das coisas e as oportunidades que você vai ter no futuro. Entender o que são direita e esquerda, conhecer propostas e participar do debate é parte do seu direito, e também da sua responsabilidade. Informar-se, questionar e participar desde cedo fortalece a democracia e dá voz a quem muitas vezes fica de fora. A política também é sua.
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